O PASSAR DAS CARAVANAS
Surgiu-me esta leviana compulsão
De tudo perdoar...até a mim!
A mim, que tanto errei por ser assim
Tão escrava das algemas da razão...
E foi crescendo em mim esse perdão,
Como a flor vai crescendo no jardim...
Foi esse tal perdão, que não tem fim,
Quem engendrou a minha decisão:
Tranquei-me entre paredes de cristal,
De aonde nunca saio e tudo vejo
Sem nunca saber "como" ou sonhar "quando"...
Fiquei a "viajar" nesse local
Onde sonho, construo e me protejo,
Enquanto as caravanas vão passando...
Ao Vitor porque "nasceu" de uma frase que ele, ontem, utilizou num comentário deste blog.
Imagem retirada da internet
Maria João, hoje é dia de emoções fortes. Sonhei com o meu querido pai…e não resesti.Fiz um post em sua homenagem.
ResponderEliminarPasso por aqui, e vejo mais um magnífico soneto…baseado numa frase minha!
Estou particularmente feliz!:-)
Beijinho, e tanta saúde e longa vida, como desejo ao meu ídolo e pai.
Obrigada Vitor! Vou já, já ver esse post!
EliminarAbraço.
Sou testemunha que tu és assim..!!!! E bem hajas por o seres, é isso que faz o teu caracter e tanto te admiro!
ResponderEliminarBeijinhos!
Ó minha Ligeirinha querida, muito obrigada pelas tuas palavras! Hoje estou um bocado "enferrujadita", mas isto vai ao lugar não tarda nada! Tem de ser! Como diria a D. Isa : Eu tenho lá tempo e paciência para estar doente!!!
EliminarDizia num poema anterior que lhe nascem versos nas pontas dos dedos...Que verdade! Se um simples provérbio popular deu origem a um poema tão belo como este...
ResponderEliminarBeijinhos
Obrigada Maria! Quando me "apaixonei" pelo soneto, imaginei que ele poderia "modernizar-se" um pouco, actualizar-se e afastar-se mais das temáticas clássicas, o amor-paixão e a morte. Digo que imaginei porque nada disto foi premeditado, tudo começou a acontecer de forma fluida, como se estes sonetos todos já existissem e estivessem, apenas, à espera de alguém que os encontrasse. Pelo menos é assim que eu sei "sentir" tudo isto.
EliminarAbraço grande.
Mais um soneto belíssimo cujo tema me toca profundamente. Um abraço
ResponderEliminarOá Manu (posso tratá-lo assim?). Fico contente por este tema o tocar. As temáticas também são importantes em qualquer forma de poesia.
EliminarUm abraço.
Olá Boa Noite!Mais um belo soneto que nos transmite mais um pouco de si.
ResponderEliminarÉ certo que a Poesia faz-nos "viajar" e a pintura também embora eu de pintura não percebo mesmo nada, embora goste de ver, por isso a minha amiga mesmo fechada em sua casa "viaja" bastante.
Até amanhã
Eu sinto que sim, minha amiga. Quanto a não entender nada de pintura, só lhe digo que eu, por exemplo, não entendo nada dos lindíssimos bordados que a minha amiga faz. Ninguém pode ser bom em tudo! Cada um com os seus dons, o importante é que vamos fazendo o melhor que sabemos e tentando, sempre, melhorar. E a minha amiga é perita nisso!
EliminarUm grande abraço!
Olá Amiga
ResponderEliminarVou levar o seu poema para o meu blog, porque acho que tem muito a ver comigo,consigo e talvez com muitos de nós.
Espero que não se zangue.
Maria! Fico muito honrada quando vocês "levam" os meus sonetos ! É sinal de que agradaram e isso dá-me muita alegria!
EliminarObrigada, amiga!
Enquanto a caravana vai passando
ResponderEliminarO canino vai ladrando
Sem saber perdoar
Não tem tal dote afinal
Pois é um animal
Que apenas sabe ladrar
Mas o Homem possuidor
De raciocinio por motor
O exemplo deveria dar
A sua mão estender
E por mais vezes saber
Ao seu irmão perdoar
Gostei muito deste poema,
Força!
Miguel Beirão
Olá Miguel! Seja muito bem vindo ao poetaporkedeusker. Obrigada por ter "poetado" também.
EliminarUm abraço!
É com mta honra que convido vossa excelencia a participar nos "nomes dela" em:
ResponderEliminarwww.free-stile.blogs.sapo.pt
Desde já um ENORME OBRIGADO
*FreeStyle*
Ai! E eu a pensar que era "ele"... por causa do "cogumelo piliforme"...
EliminarVou já, vou já!Abraço!
Pois cá estou eu, o "ladrão do meio" para dizer de sua justiça!
ResponderEliminarEste soneto e uma belíssima dissertação, e dissecação, do velhinho e verdadeiro ditado: Os cães ladram e a caravana passa!!... Genialmente belo!
Bj da Jo
Caramba, Jo! Até fiquei "inchada" com esse elogio!
EliminarHoje não estou com tantas dores, mas o senhor cansaço ainda não se foi embora. É uma questão de dias... agora ando devagarinho que nem uma lesma, mas depois lá arrebito...
Sabes que vai hoje ser apresentado, na A.R., o Manifesto da Animal por um Código de protecção dos animais? Sinto-me muito orgulhosa por uma das assinaturas ser minha!
Vai a homepage do Sapo e procura o artigo no jornal Sol. Vais gostar!
Abraço.
Amar ( independentemente da forma de Amor ) ...é perdoar tambem.
ResponderEliminarAbraço
Ai que eu hoje estou zangada com o Sapito!!!
EliminarNão me deixa ir à cx de Correio e agora vai-se abaixo nos comentários?!
Bem, dizia eu que sim, que é mesmo assim. No meu caso específico, o mais difícil é sempre perdoar-me a mim... mas vou tentando e, quase sempre, consigo. Até ao Sapito eu vou perdoar, mas convinha que ele me deixasse entrar, ao menos, no Blog do sapo mail...
Abraço.
poetaamigo
ResponderEliminar"Perdoa tudo, até a ti própria"...
Que bom perdoar, esquecer, viver na solidão e não se aperceber ...
E Gostar desse trancar, em paredes de Cristal... Escrever, sonhar, ouvir o silêncio do seu estar!
Que bom, ACEITAR!
Beijos,
maria Luísa
É bom sim, Maria Luísa. Mas não mantenho uma postura totalmente passiva! Eu trabalho (eu chamo "trabalho" a isto que aqui faço...), tento melhorar e tento transmitir aos outros qualquer coisa do meu positivismo, qualquer coisa que lhes possa ser útil num dado momento da vida.
EliminarUm grande abraço para ti.
poetaporkedeusker
EliminarCompreendo! A forma como me propuz escrever, é muito dificíl...e tu como poeta sabes que isto, é verdade!
Não sei quanto tempo terei para continuar ou parar. Não sei!
Mudar não faz parte de mim!
Sei que trabalhas e o teu trabalho é de ajuda aos outros! Possas continuar ... Eu não sei!
estou comovida, hoje, como não estou nos outros dias, mas sinto que este trabaho é dificíl de entender e sou poeta esquecido e
não aceito, como tu aceitas!
És melhor do que eu!
Maria Luísa
Não. Não sou melhor do que tu. Apenas sou teimosa ou determinada, conforme lhe queiras chamar. Todos nós, poetas, somos mais ou menos esquecidos até passarem uns anitos sobre a nossa morte. Já sabíamos isso quando nos deixamos apaixonar pela poesia...
Eliminara opção foi sempre nossa. Estar comovido é bom, é muito bom mesmo. Estar desistente não faz bem a ninguém. Se ajudo alguém, também me ajudo a mim. A vida é feita destas partilhas e complementaridades e tu sabes disso. Para desistente bem me bastou o meu avô. Nunca desistiu da Poesia, mas desistiu de si mesmo. O que te impede de continuar? A Vida e a Poesia são caminhos paralelos para os poetas.
Abraço grande.
poetaporkedeusker
EliminarEntão tinhas um avô que escrevia poesia? Interessante!Bendito avô que deixou o talento à neta ...
Eu digo, sempre que desisto, não só da poesia ,como do menos bom que aparece . Mas alguma coisa, acima de mim, me obriga a continuar ... a arrastar este sentir e a não gostar de ser, como sou e como sou? Não sei!
Confundo-me a ,mim própria e não sou fácil de conhecer ... por minha culpa? Talvez...
Mas sou simples, na maneira de ouvir os outros e esqueço, com facilidade, o mal que me fazem.
Então sou candidata a santa?Nada disso!
Estava num momento mau!
Então tenho de morrer, esperar uns anos para ser Poeta ... É isso? O meu talento não chega a tanto!
obrigada por responderes!
E agora a publicidade do poeta que mendiga
- Sábado sai um poema sobre o visionar e a realidade. Confuso, como sempre!
Beijos da amiga,
Maria Luísa
Maria Luísa, o meu avô é o poeta António de Sousa. Deixo-te aqui o link para o blog que estou a construir para ele http://antoniodesousa.blogs.sapo.pt/ ... passe a publicidade do poeta-que-mendiga... penso que vocês os dois se vão entender muito bem!
EliminarPoeta já tu és! É possível que tenhas de morrer para vir a ser reconhecida... acontece com a maioria e tu sabes que sim. Quando aceitamos este rumo de Poetas todos, todos nós sabemos que não vamos encontrar reconhecimento imediato, por muito que trabalhemos e por muito grande que seja o nosso talento. O mundo privilegia sempre as coisas de consumo imediato. Sempre foi assim... mas não é isso que nos pode derrotar! a Arte é uma forma de expressão intemporal e perfeitamente inseparável do ser humano. Mas, se fazes parte da Associação Portuguesa de Escritores, deves saber isto tão bem como eu... deve haver, por aí, muita gente boa com enormes dificuldades financeiras e que não têm meios de divulgação da sua obra.
No Sábado tenciono ir - se a saúde mo permitir - à cerimónia de entrega dos Prémios dos Jogos Florais da Junta de Freguesia de S. Domingos de Rana. Antes de ir, faço uma visitinha ao teu blog.
Espero que o teu "momento mau" passe muito rapidamente. Todos nós os temos, não lhes podemos dar "muita confiança" enão acabam por ganhar terreno sobre a nossa vontade.
Um abraço amigo.