O RASTO DO COMETA


É devagar. É sempre devagar


Que a cada amanhecer se segue um dia


E devagar se exalta essa alquimia


Porque o dia se fez para exaltar.


 


É sempre devagar que o sol se põe,


Segundo este conceito muito nosso


(e mais não vou dizer porque não posso...),


E a noite se desdobra e se compõe


 


É sempre devagar que a tarde morre,


É devagar que a lua se descobre


E devagar, ainda, o mar se estende


 


Na areia preguiçosa de uma praia.


Devagar o cometa, antes que caia,


Deixa o rasto no céu e não se rende...


 


À Linhaseletras


 


Imagem - "Mátria" (obra adquirida)

Comentários

  1. Que bom que é deixar a tarde vir assim devagarinho, com a leitura deste belo poema.
    Beijinhos

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    1. Obrigada Maria. É mesmo assim que as tardes caem, não é? E os cometas, embora passem a correr, deixam um rasto que dura mais do que a imagem deles.
      Um abraço grande.

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  2. Adorei, adorei, adorei! Simplesmente adorei o rasto do cometa! :=)

    Poeta porque Deus quer, muito obrigada por este tão bom momento de leitura e pela atenção que já deu ao meu pequeno blog! Já deu pra ver que a PPDQ escreve realmente muito bem!

    Cumprimentos

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    1. Eu é que agradeço a sua visita e as suas palavras, Sebenta Criativa. Esse seu nome é uma delícia! Até tenho pena de me não ter lembrado dele antes de si... eu nem devia dizer isto. Eu sei que não é lá muito bonito confessar um pecadilho destes, mas acredite que não é inveja. Aceite esta minha atitude como um merecido elogio.
      Abraço!

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  3. Muito obrigado, minha amiga, pelo belo soneto que me dedicou, eu vou guardá-lo com muito carinho, se o conseguir "roubar"daqui.
    Este soneto transmite uma calma, só comparada aquela que eu sinto quando olho os campos do meu Alentejo.
    E é nas pequenas grandes coisas, como o amanhecer, o anoitecer ou pela noite dentro que eu encontro o prazer de viver, e este soneto retrata bem as coisas que me dão prazer.
    Um para si e um

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    1. Não tem de agradecer-me nada, minha amiga.
      Este soneto nasceu enquanto eu estava a comentar um soneto seu. Só sei que, de repente, me senti no Alentejo. Isto acontece-me de vez em quando...
      Um grande abraço para si!

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    2. Já consegui guarda-lo para mim está imprimido, e com o seu nome, quem ler os meus sonetos, vai lá ver um , escrito por uma grande Poetisa, que eu aprendi a admirar.
      Muito obrigado

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    3. Já lá vou espreitar, minha amiga. Sinto-me muito honrada!

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  4. Olá Maria

    Gostei muito do rasto deste cometa juntamente com este quadro maravilhoso que é de se admirar cada traço.

    Um abraço

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    1. Obrigada Velucia! Meu Deus, estou com tanto sono que já nem vejo as teclas... até amanhã e um abraço!

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    2. Percebi ao ver o horário que respondeu.
      Não há que se preocupar em responder.
      eu também tento responder ou ler, mas é difícil comentar à todos. Sempre são nestes horários parecido com o seu que venho ler os blogs, mas também já dormi sobre as teclas. Saiba que meu horário que aparece aí tem uma diferença para 4 horas menos. Não é tão tarde como aparece.

      Um abraço.

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    3. Pois é! Estava a esquecer-me da diferença de horários. Contigo e com a Jo (que está nos EUA) não há problema!
      Abraço.

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