OPÇÃO
Não sei de aonde vens. Não sei quem és...
Se dizes o que sentes sem mentir,
Se entendes ou se apenas te quer`s rir
Daquilo que aqui escrevo e que tu lês...
Aceito-te como és (ou dizes ser...).
Aceito-te da cor com que te pintas
E, acaso não gostes ou me mintas,
Prefiro nem sequer tentar saber...
Eu vejo-te (ou invento-te em imagem?)
E sei que és, afinal, uma miragem
Desfocada do teu original...
Mas és um ser humano que me fala
E eu afasto a voz que se me cala
Se temo que me possas tu qu`rer mal...
Imagem enviada por cateespero
Boa Tarde, mais um belo soneto como sempre, mas a mim pareceu-me um desabafo, ou o chamado"Pé atrás"que nós infelizmente temos que ter, neste mundo, um pouco falso i hipócrita
ResponderEliminarEu como a minha amiga diz e muito bem sou"Transparente" e isso ás vezes trás-me alguns problemas, mas que eu supero, com facilidade, porque não ligo muito a certas coisas.
Até logo que já está a chegar a minha hora.
Um grande abraço
Se calhar é um bocadinho do tal "pé atrás", mas eu prefiro não me preocupar com isso. Eu nunca gostei de ser desconfiada. A confiança era uma das minhas poucas qualidades e eu não quero perdê-la senão começo a sentir-me "pobrezinha" a sério. Bem me basta ser pobrezinha "por fora", não quero ser, também, "por dentro".
EliminarUm abraço e bom trabalho!
Poetaamigo
ResponderEliminar"Aceito-te como tu és (ou dizes ser)"
Aceito o Maior e o Menor (se ele existe)
Aceito tudo quanto dizes,
tudo quanto escreves,
tudo quanto és ...
Aceito!
E procuro o teu abraço no Espaço
procurando o que escrevo
para o Mundo ...
E um dia ,
com os clarões do meu jardim
te vou procurar,
quando sentir que te perdi ...
Lindo o teu poema!
Maria luísa
Obrigada, Maria Luísa, pelo teu belo poema.
EliminarObrigada, também, por me aceitares como digo ser que é tão, tão semelhante àquilo que vos vou dizendo no dia a dia. Pelo menos, aquilo que faço é mesmo o que digo que faço e aquilo que sinto é, realmente, aquilo que sinto. Não poderia nem saberia ser de outra maneira. Talvez seja egoísmo, até, porque me detestaria se fosse mentirosa e ,assim, vou vivendo em paz com a minha consciência.
Obrigada por me aceitares com o meu "Maior" porque vou procurando dá-lo e com o meu "Menor" porque procuro aumentá-lo.
Um abraço tão grande quanto a soma de tudo isso consiga alcançar.
poetaamigo
EliminarNão é para agradecer - eu digo o que sinto - não a toda a gente, mas a quem entende!
Obrigada.
Beijos,
Maria Luísa
Olà Maria João
ResponderEliminarObrigado por me aceitar como sou.
Laure Conan disse:
A amizade sem confiança é uma flôr sem perfume.
Um beijo do Belga.
É é verdade, Carlos! Uma amizade sem confiança, não é amizade. É uma actuação, um faz de conta, e estará sempre condenada a ferir um ou ambos os que se dizem amigos. É assim que penso, sinto e sou.
EliminarAbraço grande.
Pois é poeta, encontrar pessoas assim é uma benção, mas infelizmente cada vez mais temos que andar não com um, mas com os dois pés atrás. Aprendemos da maneira mais dura que temos que confiar, desconfiando.
ResponderEliminarContinue assim, não ligue ao que eu digo.
Beijinhos
Eu não queria mudar, Maria. Confiar em tudo ou quase tudo era uma das minhas pouquíssimas qualidades e eu, por vezes, sinto que a estou a deixar fugir-me entre os dedos... se ela me abandonar completamente, não conseguirei continuar a gostar, minimamente, de mim, por isso tomei esta opção de continuar a confiar.
EliminarAbraço grande.
Maria João, embora com esta idade, a minha ingenuidade em acreditar nas pessoas, e escrever o que penso sobre elas, têm trazido comentários, e atitudes desagradáveis para comigo, e por arrasto, amigos de quem gosto muito…mas os cães ladram, e a caravana passa.
ResponderEliminarBeijinho.
Vitor, eu sei que sou ingénua, apesar de "velhota", mas não sou completamente estúpida. Às tantas apercebi-me de que a minha sinceridade poderia ser alvo de más vontades, de "gozo" (no mau sentido do termo), mas não quero abrir mão dela, porque é uma das poucas coisas que considero boas e que fazem parte do meu carácter. Não gostaria de ter de desconfiar de tudo e todos, por isso vou continuar a confiar.
EliminarAbraço grande.
Já todos passámos por momentos de dúvida na vida. A solução não está em dar o que nos pedem, mas sim, apenas o que queremos dar. Se agirmos assim, a desilusão (se aparecer) não é tão dolorosa. Falo por experiência própria. Mais um bonito soneto que nos faz pensar. Um abraço.
ResponderEliminarObrigada pelas palavras e pela visita, Manulomelino. Mas isso é bem verdade! Eu só consigo dar o que já está no meu coração. se me pedirem algo que eu considero negativo ou mesmo inútil, eu não consigo dar. Claro que aqui falamos de poesia e carinho que são s únicas coisas que vos posso dar.
EliminarAbraço!
Para falar ao vento bastam quatro palavras; para falar ao coração são necessárias obras.
ResponderEliminar(Padre António Vieira)
Sempre que alguém afirma que dois e dois são quatro e um ignorante lhe responde que dois e dois são seis, surge um terceiro que, em prol da moderação e do diálogo, acaba por concluir que dois e dois são cinco...
(José Prat)
Para a mentira ser segura
e atingir profundidade,
deve trazer à mistura
qualquer coisa de verdade...
(António Aleixo)
Bjs
Se me lembro desses versos do Poeta Aleixo!
EliminarSabes João, eu sei bem que a mentira faz parte da natureza humana e que é útil em sociedade, que faz parte do processo de amadurecimento do ser humano, que o defende em sociedade... eu sei isso tudo, mas comigo não funciona. Repugna-me a mentira, abomino-a... em mim, quanto a mim e no que a mim me diz respeito. As dos outros... ah, as dos outros eu vou aceitando pois sei que fazem parte da natureza humana. Até quando a mentira deixa a ser uma "arma de defesa" e passa a ser uma "arma de ataque", eu aprendi a aceitar. Com dificuldade, é certo, mas lá aprendi...
Abraço.
Na minha terra há uma canção popular que diz o seguinte: Era meia-noite quando o ladrão veio, bateu 3 pancadas a porta do meio"... Isto veio-me a propósito de que eu chego aqui ao teu blog sempre pela calada da noite... Serei pois o teu "ladrão" que bate 3 pancadas a porta do meio!
ResponderEliminarQuanto ao soneto de hoje, achei nele algo de misterioso... A primeira parece ser muito simples, ate mais simples do que o habitual, mas eu acho que nele se encerra algo misterioso... Pode ser um soneto de amizade, mas pode ser também um soneto de amor... Pode ser dirigido a alguém em especial, pode ser para todos em geral... Ou ate pode ser todas estas coisas!!!... Estou certa ou estou errada?...
Bj da Jo
Estás certa pois, minha querida "ladroa"! É essas coisas todas e a tua análise é perfeita, magistral! Aplica-se a tudo e a todos... até ao "Anómio", vê lá tu! A propósito... esse anda muito caladinho... o que será feito dele? Bem, ainda bem que não anda "em acção" porque eu hoje acordei toda partidinha, com dores na coluna, daquelas que não passam nem com o Paracetamol. E com uma soneira tão grande que é como se nem tivesse dormido... mas, às 8.00h em ponto, o sr. Kico resolveu pedir para ir fazer xixi e, a partir daí, já não páro um segundo! É como se os 14 despertassem todos e começassem a exigir o cumprimento das suas rotinas diárias... mas hoje estou mesmo imprestável de todo e mais lenta do que um caracol.
EliminarBeijinho para ti e para os teus.
Olá, minha amiga:
ResponderEliminarVim dizer-lhe que está tudo bem comigo. Estive uns dias ausente mas tudo voltou à normalidade. Mais um belíssimo soneto para juntar aos muitos que escreveu.
Um grande abraço
António
Olá Poeta! Confesso que estava a ficar preocupada... longe de mim ser possessiva e exigir a vossa presença, mas habituo-me facilmente aos vossos ritmos de publicação e, quando eles falham, não consigo deixar de me preocupar...
EliminarUm grande abraço e obrigada pela sua visita!
Ó Amiga: Tu desculpa, de eu ter estado praticamente ausente, mas são as coisas da vida que o determinam. Que prazer que me deu ler este teu poema, que para alem de poema é um testemunho da tua bondade como pessoa humana que és. Parabéns e muitas felicidades em tudo para ti amiga João. Um abraço deste grande admirador da tua obra.
ResponderEliminarEduardo.
Olá Eduardo! Também não sou nenhuma santa! De vez em quando "eriço-me" toda, como os gatos bravos, e deito as garras de fora... felizmente é muito raro isso acontecer, cada vez mais raro. Não suporto é a mentira quando ela existe para "magoar", porque a "social", que é usada como forma de defesa, essa aceito-a bem... mas não gosto nada de a usar. Aceito-a só nos outros. Em mim não.
EliminarAbraço.
Olá Amiga João. Ninguém espera de ti, penso eu, que tu sejas mais do que aquilo que (eu disse: que és pessoa humana.) Quanto à mentira, eu aceito a mentira que é dita para nos proteger-mos e ou para proteger a pessoa a quem se mente. No fim de contas é quase como que uma caridade que se faz ou que nós fazemos a nós próprios. Mas só essa, e nunca a mentira sistemática, ou a mentira por maldade. Um abraço. Eduardo.
EliminarÉ assim mesmo que eu sinto, Eduardo. Aceito, nos outros, a mentira enquanto defesa, a chamada "mentira social", mas é-me muito difícil aceitar a mentira "premeditada" que visa destruir o próximo.
EliminarAbraço grande.