A CAUSA
Se não fosse outro alguém, seria eu
A despertar a causa de outro alguém,
Mas como não fui eu... não foi ninguém
E a causa calou-se e pereceu...
Quantos "alguéns", pensando ser inútil
Abraçar um causa, pois que tantos
Pensam que ela não traz esses encantos
Que movem sua vida, porque fútil?
Não foi ninguém. Ninguém quis compromisso
Com a causa e a causa, apesar disso,
Acabou por nascer, foi abraçada...
Alguém se levantou, alguém clamou
- Eu creio nessa causa! À causa eu dou
O sonho, a vida, a morte... o tudo e o nada!
"Children`s Crusade" , Paula Rego
Imagem retirada da internet
Boa Noite. Há muitas causas nobres e que merecem ser apoiadas para servirem quem precise, essa causa de que fala deve ser muito importante para a defender com tanta força, espero que consiga que essa causa vingue e que tenha quem a apoie, para servir quem realmente precise dela.
ResponderEliminarAté amanhã
Boa noite, minha amiga. Este poema nasceu a pensar, não numa causa em particular, mas em todos aqueles que se dedicam a causas meritórias... mas também me lembrei da muita gente que não dá um passo por uma causa porque acha que "não serve de nada", "nao é por isso que vamos endireitar o mundo". E olhe que há muitas pessoas destas. Muitas mesmo.
Eliminarabraço grande.
Minha Poeta, para que uma causa nasça , basta de facto e apenas, que uma pessoa a abrace, e por ela lute! Agora o que e pena e que a maior parte das pessoas achem que não vale a pena lutar por causas, e baixem os braços, numa atitude de indiferença que para mim e muitas vezes revoltante. Não existem causas perdidas, desde que não nos falte a determinação e a coragem de lutar por elas!
ResponderEliminarEnquanto te escrevo estas palavras, vou fazendo festas no meu Martim, que esta aqui ao meu lado a ronronar! Ele, porque foi abandonado e depois tirado das ruas, e por mim adoptado, e um dos produtos de uma das causas que defendo, causa essa que nunca me arrependo, ou canso, de defender, porque a mim só me tem trazido recompensas! Ainda que muitos a considerem uma causa perdida, por ela lutarei ate extinguir as minhas forças, assim como o farei por todas as outras causas em que acredito!
Gostei muito deste teu soneto, pois fez ficar ao rubro toda esta minha veia de lutadora e defensora de causas!
Bj da Jo
Obrigada, Jo! As causas, com efeito, andam por aí aos milhares. Tantas causas meritórias e tão pouca gente para as abraçar... mas eu acredito que um dia (não sei quando...), mais pessoas venham a abraçar as causas realmente meritórias ou, pelo menos, a dar-lhes ouvidos e a alterarem os seus comportamentos excessivos, consumistas, violentos, injustos ou anti-ambientais e de perfeita indiferença para com o seu semelhante e para com os outros animais deste planeta. Eu ainda acredito, Jo. Vai, muito provavelmente, ser uma tarefa demorada, cheia de altos e baixos, mas as coisas terão de mudar.
EliminarUm grande abraço para todos vós!
Julgo que não foi propositado, mas o encadeamento dos úlimos dois sonetos é sublime. Não à causa sem resistentes nem resistentes sem causa. Apesar dos pesares continua em plena forma. Um abraço.
ResponderEliminarValha-me isso, Manu! Parece que os sonetos são a única coisa que se vai mantendo de pé, aqui deste lado. Não ando, mesmo nada, no meu melhor...
EliminarAbraço grande.
Olá Maria
ResponderEliminarSão as cuasas que nos fazem felizes. Sempre fazer algo por alguém a quem necessita. É um dos maiores prazeres da vida.
Um abraço
Sim, isso é, sem dúvida nenhuma! Exige, muitas vezes, um tremendo esforço, mas é tão bom ajudar! E não poder ajudar provoca sofrimento. Por isso eu penso que vamos sempre melhorando, de alguma forma, a nossa vontade e capacidade de ajudar. Pode não ser imediatamente visível, mas sempre arranjamos maneira de ajudar um pouco.
EliminarAbraço grande.