A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR...


Eu fui, tu foste, ele foi... sei lá quem foi


Que me invadiu a Torre de Marfim,


Que me roubou as flores deste jardim,


Que pôs o dedo aonde mais me dói...


 


Eu sou, tu és, ele é um bicho-raro,


Um prepotente, um parvo, um desgraçado,


Um "pide", um "bufo", um mal-intencionado


Que tentou boicotar o que me é caro!


 


Serei, serás, será seja-quem-for,


Alguém que me "lixou" tentando impor


Uma vontade sua à minha voz!


 


E seja-lá-quem-for eu, hoje, digo


Que foi girando em torno do umbigo


Sem respeito nenhum por todos nós!


 


 


Ao "seja-lá-quem-for" - até pode ser o espírito desencarnado de António de Oliveira Salazar ou de Adolfo Hitler - que na noite de 6ª Feira, 18 de Julho do corrente ano, fez aparecer no ecrã do meu portátil


a palma de uma mãozinha aberta e a seguinte legenda:


CASTIGO! SEM INTERNET...



Imagem retirada da internet...


 


 

Comentários

  1. Ó minha amiga, o que é que lhe aconteceu? Nem sei se hei-de rir ou tentar confortá-la porque a situação não deixa de ser caricata Nunca me aconteceu uma coisa dessas.

    Bem seja lá o que for gostei do soneto

    Um grande abraço e desejo-lhe um fim-de-semana com internet

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    1. Olá Poeta Pode rir-se à vontade porque estas "contas" já são antigas, datam de Julho passado e eu até andava meia esquecida delas...
      mas voltaram à baila, assim, quase sem eu dar por isso, e saiu-me este esclarecedor soneto...
      não sei que raio de "virose informática" pode provocar uma "aparição" destas. Eu até me convenci de que estava com alucinações... mas não! Fiquei mesmo sem acesso à internet
      e apanhei um susto tão grande que nem consegui tocar no computador durante alguns dias... zanguei-me com toda a gente por causa daquilo. Fui incorrecta para alguns e agressiva para a maioria... até para si fui dura! Mas não podia passar o meu precioso tempo online a desgastar-me a mim e aos outros com sentimentos de rejeição... por isso, passou. Mas não assim tanto que não me viesse a nascer este soneto quando eu já pensava que nem me lembrava do assunto... o transporte do "culpado" para uma "entidade abstracta", "não localizável" deu-se de forma natural e evitou que eu pura e simplesmente abandonasse o poetaporkedeusker.
      Assim sendo, "A César o que é de César" e, à Poeta , a liberdade de se expressar e trabalhar em paz e sossego, fazendo opções, é evidente, mas nunca com imposições ou "golpes baixos".
      Já me vejo um tanto ou quanto "grega" para manter estes animais todos em condições de higiene, trabalhar nos blogs e dar-me ao luxo detirar duas horinhas de descanso por dia, para conviver no cafézinho com outros bípedes primatas de carne e osso. Dispenso - ó se dispenso! - obstáculos de anónimos que me impedem (ou tentam impedir...) de trabalhar. Foi por causa disto que eu fui forçada a não-poetar durante alguns dias, no mês de Julho e, depois, andei com cara de má a "rosnar" a quase toda a gente.
      O que passou, passou! Eu só quis "rematar"...
      Um grande abraço. Esta ironia toda faz-me bem a mim, aos meus animais e ao nosso (de mim para toda a gente) relacionamento virtual.

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    2. Porque estes espaços nos dizem em que data e hora é que escrevos tentei situar-me no mês de Julho e lembro-me perfeitamente a Maria João ter feito reparas num ou outro poema. Mas deixe lá isso.
      Infelizmente devemos aceitar a existência de pessoas estúpidas. Não podemos é aceitar a estupidez destas pessoas.
      Quando os comentários se tratam de insunualções jocosas e maldosas, pura e simplesmente apago, não me dando ao trabalho de responder. Caso contrário estou a dar espaço para que essa pessoa invada a minha privacidade.
      Se puder ajudá-la em alguma coisa, diga.

      Tenha um bom fim-de-semana cheio de saúde

      Abraço solidário

      António

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    3. Obrigada, Poeta. Já passou. Não foram exactamente os comentários, foi mais o raio da mãozinha e da mensagem... e ainda por cima tudo desapareceu a seguir porque fiquei mesmo sem internet... e fiquei tão "apancadada" que estava a ver que nunca mais voltava a publicar fosse o que fosse. É impressionante o poder que este tipo de comunicação tem. E, claro está, a minha reacção foi péssima, estúpida e tresloucada... mas já "era". Espero não me voltar a deparar com nada parecido!
      Um grande abraço.

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  2. Olá Maria

    Também gostei do soneto!

    Senti até rancor quando isto aconteceu contigo!

    Não acredito em uqem desencarnado, mas acredito que eles podem influenciar para nos detruir, ou, destuir coisas, principalmente as que mais gostamos.

    Um abraço.

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    1. Não sei, Velucia e, neste momento, já nem me interessa. Entendo que esta "vida" virtual, à qual não estava minimamente adaptada, pode ter-me feito extrapolar muitas coisas e que até fui mázinha e andei por aí capaz de "rosnar" ao mundo inteirinho. Pode ter sido uma brincadeira inocente a que eu dei uma dimensão exagerada. Admito tudo isso. A única coisa que eu sei é que teve consequências graves, provavelmente por minha culpa, mas foi uma "culpa" da qual eu não tive, então, a menor consciência. Sozinha, do lado de cá do ecrã, senti-me ameaçada na minha liberdade, nos meus sonhos, sei lá... foi duro. Mas já passou. agora estou óptima... mas dispenso outra!
      Um abraço grande.

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    2. Maria

      Sei que é difícil aceitar isso. Também já passei pela mesma situação de perder poemas os quais não tinham cópia.
      Mas, tenha força, isso sei que tem, porque vejo sua força nos teus sonetos.
      E... pensamento positivo.

      Um abraço.

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    3. Olá Velucia. Eu reagi muitíssimo mal. Fiquei completamente impotente perante o que estava a acontecer e até me tornei um bocadinho agressiva... foi muito bom eu ter feito este soneto hoje porque muitos de vocês devem ter notado que eu estava retraída, diferente do habitual. Na altura, porque estava assustada, vi as coisas de uma forma muito, muito subjectiva. Não conseguia perceber que até podia ser uma palermice qualquer de um "brincalhão" que não mediu as consequências da "gracinha". Hoje, com o distanciamento emocional, vejo que foi mesmo isso. Deve ter sido uma "trollice" qualquer que até foi bem conseguida porque as passwords foram todas "à vida"... mas eu nunca deveria ter dado ao assunto a importância que dei. Fiquei mesmo doente e desenvolvi uma infecção renal por causa do desiquilíbrio emocional. Esta é a conclusão a que cheguei, porque o raio da infecção foi mesmo detectada em análises e exames e foi bastante forte. Ao longo da minha vida tenho vindo a descobrir que, mesmo no caso de uma pessoa imunodeprimida - o meu caso, por causa do Lúpus - as infecções surgem com muito maior frequência quando surgem situações de desiquilíbrio emocional. É assim também com os animais não-humanos.
      Abraço grande.

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  3. Essa é a história mais caricata que ouvi nos meandros virtuais, mas os pc's têm histórico e tal como os telemoveis e os carros têm "matrícula" de indentificação e nunca é impossivel localizar um idiota desses. pena o que gerou depois, mas quanto a isso não foi já era. Eu cá por mim fiz o que soube e pude com a intenção que a Maria João queira acreditar, interessa-me que tem o pc e continua a escrever boa poesia com este soneto. Reparei q o pc lhe tem dado problemas mas se forem problemas técnicos pode dirigir-se ao Continente do Oeiras Parque com a factura comprovativa do pagamento do pc e o próprio pc, mesmo na altura tendo sido efectuada a compra no Carrefour, decerto eles encaminham e resolvem o problema.

    Boa continuação e bom fim de semana.

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    1. Eu acredito que seja Ki, e fico contente por teres compreendido. É que eu cheguei a duvidar da minha sanidade mental. A sério. Interroguei-me, muitas vezes, se teria tido uma alucinação. Mas não tive, não. "Aquilo" apareceu mesmo e a seguir... capof! Claro que foi perfeitamente idiota a minha reacção de defesa, mas eu, na altura, não soube reagir de outra maneira. É que para usar de um português muito vernáculo, apanhei o maior "cagaço" da minha vida. Meteu-se-me na cabeça que a minha bicheza estava em risco, sei lá... quando aquele meu amigo veio cá ajudar-me com as passwords, saiu daqui com a certeza de que eu estava com um ataque de paranóia porque encontrou o óculo da webcam todo tapadinho com fita-cola e o 2008 fechado com uma enciclopédia encima... bem. Até eu concordo que não fiquei lá muito bem da cabeça... mas pronto. Foi preciso tempo para tudo normalizar e eu devo tr ficado com alguns problemas daquele tempo todo em que estive em morte clínica. Ninguém tem culpa disso, muito menos tu e eu estou para aqui a deixar um enorme testamento.
      O 2008 tem-se portado melhor ontem e hoje.
      Aquele disparate todo deve ter sido da manutenção do correio que demorou mais do que a légua da Póvoa.
      Abraço.

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  4. E que lição tiramos daqui??? Hum???
    Ninguém pára a Poeta. Olaricas. Assim mesmo é que é.
    Beijinhos e bom fim de semana


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    1. Ó Maria, eu mesma já tirei algumas lições deste episódio. Parece mesmo que nada nem ninguém param a Poeta, mas a Poeta tem de ser um pouco mais distanciada das coisas. Não vai ser fácil. Eu não sei viver sem me dar incondicionalmente a tudo e mais alguma coisa, tenho bastantes fragilidades em termos emocionais (sequelas de um episódio pelo qual ninguém passa impunemente...) e dediquei-me à comunicação online sem estar minimamente preparada para isso. Bom, mas se houve alguma loucura ela residiu sempre na forma exagerada com que eu encarei o facto de me sentir "violentada". Porque, de uma estranha forma, foi assim mesmo que me senti... violentada, invadida, aprisionada. Senti-me David diante de Golias... mas com a "fisga" inacessível, do lado de lá do ecrã.
      Mas "já era", Maria. Foi muito bom este soneto ter "aparecido" porque a minha atitude, na "convalescença", não foi das mais agradáveis de se ver. Assim fica tudo esclarecido e toca a poetar!
      Um abraço grande.

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    2. E nós é que ficámos a ganhar com isso. A poeta poeta ficou mais forte. Tal como aquela frase da qual desconheço o autor "o que não me mata torna-me mais forte". Tem sido o meu lema de vida nos últimos anos.
      Beijinhos

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    3. Mas olhe que é bem verdade, Maria. Podemos magoar-nos até nos saírem lágrimas da própria alma mas, quando sobrevivemos, ficamos bem mais fortes e bem mais capazes de entender os problemas dos outros.
      Abraço.

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  5. Boa noite! Este soneto para mim significa só uma coisa! Eu acho que foi uma lavagem a funda á sua alma, e que agora ficou bastante mais aliviada, porque na altura que isso aconteceu deve ter ficado com um nó na garganta e agora "desatou-o" e sente-se muito melhor.
    Mas o que mais interessa é que não desistiu e continuou a dar-nos boa Poesia, e a dar-nos a sua amizade , mesmo virtual, para mim tem muito valor, acredite.
    Agora vou jantar que já são horas, até logo

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    1. A minha amiga tem toda a razão, como sempre. Nem imagina como me fez bem deitar isto cá para fora! Mesmo sabendo que o meu comportamento inicial foi muito disparatado, admitir isso também me fez muitíssimo bem. A verdade faz-nos sempre bem, mesmo quando sabemos que poderíamos ter actuado de forma mais racional e adulta. Essa foi a minha quota parte de culpa numa situação perfeitamente disparatada...
      Um grande abraço. A sua amizade também é muito importante para mim.

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  6. Força poetisa! Não há nada nem ninguém que consiga secar ou abalar essa fonte de inspiração. Abraço.

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    1. Obrigada, Manu. Realmente parece que nada me faz parar os poemas, embora veja perfeitamente que eles reflectiram sempre o meu estado de espiríto. Nasceram-me muitos poemas "revoltados" nessa altura e durante muito tempo depois disso... mas são todos poemas que contêm alguma esperança, o que não é mau de todo.
      um grande abraço.

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  7. De Alma Nua....hoje às 21:52

    sugestoes para a musica?




    Beijos

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    1. Ai, ai...ui! Já estou nervosa... ora deixa cá ver... conheces a "Desiderata" de Ehrmann - Werner? Mas se não conheces, escolhe tu. Confio no teu bom gosto.
      Ai, valha-me Deus que eu ainda tropeço na passerelle!!!
      :))) Abraço grande.

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  8. Olà Maria João
    O que passou,passou.
    Como diria o outro(que não sei quem é!)
    "Aguas passadas não movem moinhos".
    Para si desejo-lhe um bom fim de semana.
    Um abraço do BELGA

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    1. Olá, amigo Belga! Claro que passou! Mas ainda bem que "saiu" este desabafo! Até porque me ajudou a ver o quão exagerada foi a minha reacção. Ainda tenho muito que "crescer" e "aprender"...
      Um grande abraço.

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  9. Um soneto excelente como já nos habituaste! Quanto à frase que apareceu no teu computador, sendo verdade como dizes, é algo estranho! A internet só tem duas alternativas : - Ou funciona ou não funciona... Deves contudo esclarecer-te com um informático de tal " anormalidade " e ele saberá concretiza como será possível uma coisa dessas...
    Um bom fim de semana,
    Carlos Alberto

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    1. Olá Carlos. É verdade, é. Eu não tenho uma mentalidade tão labiríntica que me permitisse ficcionar sobre um assunto que me magoou tanto. E por ser verdade é que fiquei no lindo estado em que fiquei! Foi quando eu ia abrir um blog qualquer, que não o meu e deixou mesmo de funcionar. Não posso contratar um técnico,mas pedi ajuda a um amigo que percebe um pouco mais disto do que eu e ele lá veio pôr-me isto funcionar e mudou as passwords. Mas, coitado, saiu daqui mais do que convencido de que eu estava a precisar de internamento urgente no Júlio de Matos, tal era o estado em que eu fiquei...
      Um grande abra;o!

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  10. Maria João,
    Mais uma visita a este seu cultural espaço. Bom Domingo! Abraços. António

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    1. Um excelente domingo também para si, meu amigo! Está um dia lindíssimo, eu sinto-me feliz só por isso.
      Abraço grande e obrigada pela visita.

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