MOMENTO EXTRACORPÓREO

Mar de mim, eu sou quem se partiu,
Quem se tentou colar mas se esqueceu
De viver uma vida que perdeu
Na chama que, inteirinha, a consumiu.
Aquela que a si mesma se impediu
De ser tudo o que foi quando nasceu,
A que, escondida, nunca mereceu
O caminho do Ser a que fugiu.
Vaivém das obras nuas dos meus dedos,
Das minhas disfunções e dos meus medos
E, depois, a certeza de ter visto
Daquilo que se passa e já passou
O caco do estilhaço que sobrou...
Eu já nem sei se vivo ou se desisto!
Maria João Brito de Sousa - 25.11.2008
Imagem retirada da internet
Olá amiga poetaporquedeusquer . Homenageando F. Pessoa. cada poema teu é um hino, ou uma homenagem a algo ou a alguém. Obrigado por te lembrares deste monstro da poesia. Um abraço. Eduardo.
ResponderEliminarObrigada, meu amigo. Eu só ponho no papel aquilo que sinto... bem, "saiu" papel, mas deveria ter "saído" blog...
EliminarAbraço grande.
vive joãozinha, vive. Quem faz versos assim, vive.
ResponderEliminarBem viva, ciao. baci
Viva, Peter! Estou a fazer o possível por isso, a sério. Estou é um bocadito comovida.
EliminarBacini.
Oi Maria
ResponderEliminarQue belo soneto!
Todo ele, mas a segunda estrofe (é assim que diz? "2ª estrofe"?
"Aquela que a si mesma se impediu
De ser tudo o que foi quando nasceu,
A que, escondida, nunca mereceu
O caminho do Ser a que fugiu"
Esta é de arrepiar!
Ps. Você viu a tela de Portinari no meu blog, está no "Sentir... A razão de tudo."
Também desfilei com "O nome da Rosa"
Um abraço.
Com "O nome da rosa"???
EliminarParabéns Velucia.
Vou ficar, durante uns dias, com muito pouco tempo para os blogs e nenhum ou quase nenhum para as visitas, mas passei pelo teu blog e vi o Portinari. Dá um tempinho para eu despachar um trabalho de ficheiro e "cair em mim". Estou, ainda, um pouco emocionada. Depois te contarei o porquê.
Abraço grande.
Amiga
ResponderEliminarQuro que viva , viva e muito tempo para continuar a publicar belos poemas.
Viva a Vida, pois não é mulher de desistir.
Bjis e tudo de Bom
Obrigada minha querida Maria. Se eu não desisti nos últimos dezenove anos e meio, acho que já só desisto quando chegar mesmo a minha hora.
EliminarUm grande, grande abraço.
Poeta querida, que tu mereces bem esta honra!
ResponderEliminarBeijinhos grandes e....cuida-te! A ti!!!!!
Não, não fiquei mal, minha querida Ligeirinha. Fiquei foi a sentir-me muito pequenina e muito estranha, como se estivesse a flutuar dentro de uma bolha mágica. Olha, é a imagem melhor que eu consigo arranjar, neste momento. Vou estar um bocadinho mais ausente dos blogs nestes próximos dias. Terá mesmo de ser porque eu sou muito lenta a fazer tudo, excepto poemas.
EliminarA sério. "Empanco", confundo-me, meto os pés pelas mãos e... volta tudo ao princípio...
Nos poemas sou muito rápida, mas depois dou "gralhas" e só passado algum tempo, se faço uma leitura atenta, reparo nas gralhas que dei... e fico zangada comigo e digo-me:
"Maria João, tu estás a ficar xéxé, rapariga!!! Já não fazes nada que jeito tenha!" eheheh
Estou a brincar, mas olha que isto é mesmo verdade. Ralho muito comigo mesma.
Um grande, grande abraço para ti!
Bonito soneto como tantos outros, e não vejo a minha amiga a desistir, mas sim a ir em frente para chegar cada vez mais além, com algum esforço, é certo, mas desistir nunca.
ResponderEliminarUm abraço e Boa Noite
Estou só um bocadito "no ar", minha amiga. Mas estou feliz, embora me sinta muito, muito pequenina.
EliminarAbraço grande.
"Se fores um artista fiel, não serás o porta-voz de um século, mas o dono da eternidade." - Oscar Wilde. Viva e nunca desista. Um abraço.
ResponderEliminarObrigada Manu. Desta vez sou eu que vou estar uns diazitos mais ausente dos comentários e das visitas. Mas ainda vou dar um "pulinho" ao Amador do Verso.
EliminarAbraço grande.
Querida Poeta. Apesar da imagem do Pessoa, isto mais me pareceu um poema em auto-retrato (nem sei se é possível). Adorei o poema, mas não gostei da mensagem.
ResponderEliminarFica bem rápidinho. Beijinhos
Nem eu sei se é possível, Maria, mas a verdade é que me senti na pele de toda aquela gente, por momentos. E foi como se eles também estivessem ali e me dessem as boas vindas e... olhe, nem sei explicar, mas foi como se tivesse, momentaneamente, sido acolhida pelo Modernismo Português.
EliminarVou estar um tano ou quanto ausente dos blogs durante uns dias,mas vou tentando responder-vos.Umabraço muito grande.