O POEMA III
E SE?
*
E se um verso fosse obra de ninguém,
Se fosse um ser que existe só por si,
Independente, atento ao que escrevi,
Para ver se lhe assenta mal ou bem?
*
Se fosse, cada verso, um novo alguém
Que aspira à vida e que se prende aqui,
Que pressentisse as coisas que eu vivi
E quisesse vivê-las, ele também?
*
Se fossem, estes versos, sopro vivo
De alguém que espera pra tornar-se activo
E que aguarda o momento de embarcar?
*
Se fosse o dar-lhe vida, o dar-lhe voz,
Criar um ser tão vivo como nós
Que só alguns soubessem aceitar?
*
Mª João Brito de Sousa
04.11.2008
poetapokdeuskuer
ResponderEliminarO verso existe só por si!
Livre de algemas
pronto a cantar
a acender luzes
nos corações sombrios ...
E a Gritar ao Mundo,
EU ESTOU AQUI!
Maria Luísa Adães
p.s. Deixei como 1º. texto no google, a minha cadelinha Coker, para ser mais fácil de encontrar.
Peço a tua presença; já pedi ao Eduardo e mais, aos amigos, teus, que gostem de animais , por favor vão ao endº. abaixo:
http://os7degraus.blogspot.com
Já vou ver a tua cadelinha, Maria Luísa.
EliminarPois, eu também acho que são eles que vêm ter comigo (os poemas) e me "empurram" para que eu escreva... só pode ser porque precisam de uma forma para poderem ser apreendidos por todos nós...
Abraço e até já.
GENIAL, minha amiga! Dos meus preferidos
ResponderEliminarÀs vezes penso que os poemas que escrevemos sempre estiveram escritos, e limitamo-nos a descobri-los e escrevê-los num papel. é quando penso que me sinto mais inspirado.
Um enorme abraço
Olá Poeta. Foi feito de manhãzinha, ao acordar. Quem foi que disse o mesmo em relação à escultura? Penso que que foi o Miguel Ângelo, mas não estou segura.
EliminarQuantos de nós, poetas, músicos, pintores e escultores não terão já sentido a mesmíssima coisa... é que eles impõem-se-nos de tal maneira que é impossível não os escrever. Quando eu os contrario, por imposição do momento, e não os escrevo, fogem-me completamente. Pode, depois, nascer qualquer coisa sobre o mesmo assunto. Aquele poema não é! Aquele passou e eu deixei-o fugir...
Abraço grande.
Olhe, sobre as nossas dissertações sobre a inspiração e da craição dos nossos poemas, acabei de dedicar-lhe um soneto que, sinceramente, espero que goste.
EliminarUm enorme abraço
Eu garanto que já tinha respondido a este seu comentário, Poeta! Sapo famélico que me anda a engolir as palavras!
EliminarDesculpe.
Se o verso tivesse que rimar
ResponderEliminarNão havia poetas como TU
Que nos fazem encantar
Com as coisas que escreves TU
Beijos
Olá Free! Pois não, os poemas não têm de rimar. Fiz poemas durante muitos anos e muitos deles não têm qualquer rima. Estes é que começaram a nascer assim e, pelos vistos, está para durar. Estou a ver se consigo bater o Camões...eheheh
EliminarA tua net também está lenta? ... ou melhor, a tua net também está: devagar, devagarinho, parada?
Abraço grande.
AI mas que beleza. Cada um é melhor que o anterior, este é de mais, tu nunca podes deixar de escrever. Um grande abraço para te pagar este belo poema. Obrigado. Eduardo.
ResponderEliminarEnquanto estiver com todas (ou quase...) as minhas faculdades, não posso deixar de escrever, não. Os sonetos são muito imperiosos! Quando querem nascer, nascem mesmo!
EliminarObrigada por teres gostado, Eduardo.
Olá amiga João. Tu tal como eu e qualquer outra pessoa, necessitamos de ter uma actividade qualquer é a forma que nós temos de nos sentir-mos gente de outra forma a vida perde o sentido para nós. Um Abraço Eduardo.
EliminarClaro que sim, Eduardo. Estes meus "trabalhos" andam cá dentro de mim há anos e só agora entenderam começar a nascer, mas nunca fui mulher de estar parada!
EliminarSempre trabalhei no que havia para fazer e em tudo o que foi possível encontrar. Não me concebo sem a criação.
Abraço.
Olá minha amiga Poeta. Por tu seres assim é que agora andas toda torcida, tem calma, contigo e não te irrites que a vida são dois dias e o carnaval são três. Um abraço e bom fim de semana. Eduardo.
EliminarSabes, Eduardo, a única coisa que tem tido o condão de me irritar, nestes últimos tempos, é a lentidão do correio do nosso sapito. Confesso que aí tenho de me esforçar para não mandar a comunicação online às urtigas.
EliminarDe resto, o trabalho só me faz bem. Irrito-me muitíssimo é quando me vejo impedida de trabalhar...
Abraço.
Olá Amiga Maria João. Como eu te entendo. Quando o trabalho é o nosso meio de subsistência, e nós gostamos de trabalhar, a coisa vai momo se diz, com uma perna ás costas, quando o trabalho é um obi, ao vermo-nos impedidos de o fazer, é como quem nos empala entre quatro paredes. Mas ……….O que fazer? Paciência.
EliminarUm abraço e tudo de bom para ti amiga. Eduardo.
Ah, pois é!
EliminarUm grande abraço.
Sobre o que escreve e como o faz já me escasseiam as palavras. Belo soneto. O pormenor das borboletas, na Essência, acho-o delicioso. Um abraço.
ResponderEliminarObrigada pelas palavras, Manu. Pois foi. As borboletas "nasceram-me" ali mesmo. Já houve quem não gostasse desse pormenor...
EliminarUm abraço.
Simplesmente maravilhoso, eu hoje não consigo publicar nada no meu blog, a net não me deixa e eu como estou com uma dor d cabeça terrível vou-me deitar e tento de novo amanhã, Um abraço
ResponderEliminarFaz muito bem em deitar-se, minha amiga. A net está em estado semi-comatoso hoje.
EliminarAbraço grande.
Oi Maria
ResponderEliminarAdorei este soneto
Uma verdadeira essência
Vou levar aos meus favoritos.
Um abraço.
Obrigada Velucia. Fico muito contente quano vocês gostam dos meus poemas.
EliminarAbraço grande.