UMA OUTRA CASA, TAMBÉM PORTUGUESA...
Eu passo! Essa jogada não é minha!
Prefiro a lucidez distanciada
Do tempo em que ao jogar uma cartada
Tinha a vitória mais do que certinha!
Um livro de cordel (escrito por mim!),
Uma sopa no prato, sobre a mesa...
Vestígios de outra casa portuguesa
Sem beijo à minha espera (antes assim!)...
Sem azulejos nem flores e jardim,
Sem nada que pareça uma promessa,
Mas sempre a minha casa e não m`int`ressa
Se a casa cheira a mel e alecrim!
A casa portuguesa... um universo
Desta implosão de mim no meu inverso!
Imagem retirada da internet
Olá Amiga Maria João. Como é doce ler a tua poesia. tu és uma máquina de fazer poesia, e cada uma sai melhor que a anterior, eu tenho muita pena que não possas fazer chegar a tua obra aos quatro cantos do mundo. Um abraço Eduardo.
ResponderEliminarAh, mas eu estou a fazê-la chegar, Eduardo! Sei que o contador anda meio maluco mas, supondo que "fala" verdade no que respeita às 500 primeiras entradas (é tudo a quanto tenho direito num contador gratuito...) estou mesmo a ser lida nos quatro cantos do mundo.
EliminarUm abraço grande!
Da maneira a que as coisas chegaram ao nosso Portugal, essa começa a ser uma casa mais portuguesa que a ada Amália Rodrigues, mas......começa a ser normal, ahhh sim sim....é normal.
ResponderEliminarQto ao soneto....começo a nao ter palavras pra te comentar, a nao ser que como sempre...ADOREI.
Beijos & Abraços
Pois é Free, o nosso Portugal está mesmo "virado ao contrário"...
EliminarUm abraço grande, grande!
Boa Noite, vou comentar o seu soneto com um acabou de nascer á pouco, já o escrevi , mas a NET " fez o favor de o fazer desaparecer, vamos ver se é desta.
ResponderEliminarCasa Portuguesa 2008
A casa Portuguesa, no presente
Não é o que foi em outras eras
Se alguém bate á porta, fica á espera
Não se abre a porta, a toda a gente
Talvez já não cheire, a alecrim
E não haja mel, para adoçar
A boca de quem possa lá morar
É triste mas eu penso que é assim
Na mesa sobre a toalha de linho
Há contas para pagar, em vez de Pão
E não há tantos risos, como outrora
Talvez ainda haja Pão e vinho
Nem que seja para manter a tradição
E á janela já ninguém espera agora
Talvez esteja a ser pessimista mas é o que eu penso e não devo estar muito longe da verdade.
Até amanhã
Infelizmente não está nada longe da verdade, minha amiga. Portugal está mesmo muitíssimo "apertado" em termos de poder de compra dos seus cidadãos e de muitas outras coisas... se eu continuar a não a visitar hoje, minha amiga, não será por falta de vontade e sim porque o IE está completamente louco desde ontem à noite e eu perco séculos a tentar abrir seja o que for. Ainda por cima, 99% dos comentários perdem-se porque o serviço fica constantemente indisponível.
EliminarUm grande abraço e muito obrigada pelo seu soneto em comentário.
E uma casa Portuguesa com certeza... E com certeza uma casa Portuguesa!!
ResponderEliminarBj da Jo
Pois... mas anda um bocadito virada ao contrário, com a crise. Penso até que a maioria das casas portuguesas andam assim, de pernas para o ar, nestes últimos tempos...
EliminarÉ a malvada da crise económica, é a malvada da crise educacional, é a malvada da crise da saúde... olha, nunca mais acabava! E isto sou eu que não entendo lá muito de política, porque quem entende anda muitíssimo mais preocupado do que eu, que só a sinto no "pêlo"!
Um grande beijinho e desculpa não te visitar hoje, mas aqui já é muito tarde e eu estou a cair de sono...
Mas oh Minha Poeta, as casas portuguesas não são todas sempre um bocadinho como que viradas ao contrario?... Eu sei que os tempos estão difíceis, mas a beleza e a essência de uma verdadeira casa portuguesa e mesmo essa... A de em tempos difíceis, conseguir ter alegria, rosas no jardim, promessas de beijos... E os braços, esses sempre abertos, sempre a espera!!
EliminarBj da Jo
Ah, isso sim, Jo! Os braços sempre abertos, sempre prontos a receber mais alguém!
EliminarUm grande abraço!
Oi Maria
ResponderEliminarMais um belo soneto.
Como esta jornada não é sua amiga?
Esta jornada são de todos nós.
É certo que os tempos mudaram e, não foram só no teu país. O mumdo mudou.
E o sapo realmente não deixou teu comentário.
Um abraço
Posso estar enganada, Velucia, mas acho que, desta vez, foi o IE que "engoliu" o texto inteirinho! Claro que o mundo mudou! Muda todos os dias um bocadinho, mas eu estava-me a referir a outra coisa.. estava-me a referir todos os obstáculos que andam por aí a obstar à mudança... o mundo "é" mudança e eu penso que sempre soube isso. Umas vezes mais conscientemente, outras de uma forma mais velada, por andar demasiado ocupada com os meus próprios afazeres, mas sempre agi como quem tem esse facto como um dado adquirido.
EliminarUm grande abraço para ti.
Mais um belo soneto, da maneira que as coisas estão neste país quelquer dia é mesmo assim.
ResponderEliminarbj e boa semana.
Olá Estrelinha! Antes de mais, desejo-te uma boa semana... o fim de semana "escapou-me", mas o desejo estava cá...
EliminarNão vai ser muito fácil equilibraro-nos com as casas ao contrário, mas é o que está a acontecer...
Beijinho!