AUTO-RETRATO II
Há versos que nem sei quem os criou
Porque eu sou, afinal, um instrumento
Que escreve alheio a quanto desalento
A vida deste mundo o condenou...
Assim sendo, escrevendo é que me sou
E faço da palavra o meu sustento.
Este poema é fruto e alimento
Do corpo da palavra em que me dou...
Sei que digo a verdade, que não minto!
Aquilo que foi dito... dito está!
Este instrumento "Eu" é compulsivo...
E não sei ficcionar. Digo o que sinto!
Palavra? Nunca sei quando virá
Nem mesmo sei dizer porque motivo...
"Escorço - Grande Pintora a Lápis de Cor"
(pormenor)
Maria João Brito de Sousa, 2007
ciao maria joão, directamente de génova ,parabens pelo autoretrato e por mais um belo soneto. bacini.
ResponderEliminarEm Génova! Já tinha dado por esse brilhozinho italiano nos seus sonetos, Peter!
EliminarBaci!
Boa tarde, este auto-retrato está muito nítido , gostei imenso do soneto.
ResponderEliminarE como vai de saúde ? E a ET já melhorou?
Hoje o dia também está mau, eu até gosto deste tempo, mas como tenho que sair para trabalhar, não acho muita graça, mas tem que ser, mas é só em Dezembro passa depressa.
Até logo
Amiga, eu só vou sair para ir ao veterinário. Parece que a injecção de ontem e o soro fizeram efeito. Não foi logo, ontem estava muito, muito fraquinha, mas às 5 da manã levantou-se e foi beber água sozinha, pela primeira vez em vários dias. Ela não bebia mesmo água nenhuma, estava muito desidratada e cada vez mais magra, mas hoje bebeu! Parece um cabidezinho com uma pele de gato pendurada e uns grandes olhos muito meigos, mas hoje arrebitou um bocadinho!
EliminarAbraço e bom trabalho. Eu estou muito "inválida" por causa do dedo! Custa-me muito dar os medicamentos a todos, não posso lavar loiça nem escrever sem ser a teclar...
Verdade o que dizes?
ResponderEliminarImpossível dizer-se o que se sente!
As tuas maneiras de dizeres o que se sente é que são muito criativas. Fazes tudo a lápis de cor!... Eu também não sei as vezes o que digo, e se é ficção ou se é verdade. É a luta com que me debato... Ainda se escolhesse algumas palavras com música, mesmo que não rimassem... Ou que eu não soubesse o significdo! Verdade que o teu soneto é deveras compreensivo!
Esta dos lápis de cor tem a ver com a minha faceta infantil que eu assumo com algum orgulho... ola! Tenho uma gralha no soneto! Falta-me uma palavra no primeiro verso da última estrofe! Vou tentar emendar...
EliminarSabes Nati, as realidades são um bocadinho "elásticas". Dependem de tantas coisas... aquilo que é real para um, pode não o ser para outro.
É por isso que nós também devemos ser um bocadinho "elásticos" quando ouvimos as histórias dos outros.
Eu já aí vou!
Abraço.
Oi Maria
ResponderEliminarEspero que teus filhotes estejam todos bem.
O soneto é um auto-retrato II e por sinal bem sincero.
Espero que tenhas melhorado do dedo.
Um abraço.
Melhorou um pouquinho, Velucia. Obrigada. E a E.T. também já bebeu água. Ainda não consigo escrever ou lavar loiça, mas está menos inchado. Ainda estou um bocadinho dorida, mas também quase não tenho dormido... e esta tarde esqueci-me de lhe dar a injecção na hora certa. Mas com o tempo volto a estar melhor!
EliminarBeijinho!