O FANTASMA DO POEMA


Nasci deste poema que fizeste.


Tu olhas-me e não queres acreditar


Mas eu sou, na verdade, esse pulsar


Do momento da escrita em que te deste.


 


Venho lá bem do fundo do teu ser,


Sou a ponte que leva a tudo o mais,


Trago anseios, urgências animais,


De partir e de dar-me a conhecer...


 


Não quero nem morada, nem fronteiras!


O corpo é para ti que és pequenina.


Eu "sou", sem dimensão de tempo ou espaço!


 


Saltei das tuas mãos, entre canseiras...


Do fundo dos teus sonhos de menina,


Da estranha imensidão do teu cansaço!


 


 


Imagem retirada da internet


 


 


Acabadinho de nascer para :


 


http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/


 


NOTA: Este poema não foi ficcionado, não senhor! Surgiu-me com a rapidez de um vendaval e com a inevitabilidade de um facto consumado, avisando que iria para a FÁBRICA DE HISTÓRIAS. E garanto que não posso jurar que me tenha lembrado de dar rédea solta à imaginação!

Comentários

  1. ola joão , buona sera.... sei benne ? Bello poema in piu... baci mille !

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    1. Sonno benne, grazie! (espero não ter escrito nenhum disparate daqueles gritantes...) Eu não sei mesmo italino... se estiver certo é porque a intuição não vai mal de todo...
      Bacci mille, Peter!

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  2. Boa Noite tenho de ver se esses vendavais, chegam aqui onde moro, que estou a precisar de um sopro de inspiração, belo como sempre.
    Até amanhã.

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  3. Não vejo o meu comentário. Será que estive a escrever p'ro boneco

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    1. Às vezes acontece os comentários desaparecerm, Nati, mas eu recebi um email teu. Será que é a isso que te referes? Os emails não são publicados no blog. Ficam na caixa de correio e só eu tenho acesso a ela. Mas eu li e já te respondi! Ainda bem que foste a tempo de fazer a sopa e de a dar á tua mãe.
      Um abraço e até amanhã!

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  4. Oi Maria

    Tá lindo este soneto
    Como sempre está todos eles.
    Este pulsar do momento da escrita é maravilhoso.

    Um abraço.

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    1. Olá Velucia. Passei, ontem à noite, no teu blog e ouvi o "rei" Roberto Carlos... mas já estava meia a dormir e esqueci-me de comentar. Desculpa.
      Abraço.

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