O RASTO DO COMETA II


Pretérito de mim neste imperfeito


Que é condição de ainda andar por cá,


Procedo á criação do não há,


À minimização do meu defeito...


 


E, nesta dimensão de Causa-Efeito,


Traçando o meu caminho ao Deus-dará,


Mais-pedra, menos-pedra... eu volto já!


Este caminho ìnda não está direito...


 


Mais-obra, menos-obra, eu vou passando


Sem saber se acabei, sem saber quando...


Gente feita de barro é mesmo assim,


 


Por cá vamos deixando o nosso rasto!


Vislumbro um horizonte e não me afasto


Até que alguém venha afastar-me a mim...


 


 


Imagem retirada da internet


 


 

Comentários

  1. Os cometas que assolam o meio da terra são mesmo assim : competentes, exagerados, estilhaçados, brilhados.
    Mas o que é certo, é que o reino de Deus está prestes a chegar ao fim, mais século menos séculos, talvez daqui por mais um triénio ainda exista gente e creio que menos pobre, mais tolerante e, quiçá seja a concorrência que a mata. Somos todos feitos de barro, efectivamente...

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    1. Pois somos, Nati... mesmo que não entendamos esta frase como uma alusão bíblica, a metáfora faz sentido... no meu entender, claro. O "barro" remete-nos mesmo para esses limites humanos que vamos tendo. Falo, naturalmente, do nascimento, crescimento e morte. Foi assim que o senti e assim o disse.
      Abraço grande!

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  2. Olá amiga Maria João. Estás cada vez mais como o vinho, quanto mais antigo melhor, O teu poema, chamado o cometa II está o máximo. Continua a versejar que estás óptima. Um Abraço Eduardo.

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    1. Obrigada, Eduardo. Acreditas que hoje me nasceram uma data de sonetos que delineiam personagens? Não é muito comum em mim... não sei se se aproxima outra fase de pintura ou se me está a nascer uma nova fase de romancista ou dramaturga... só sei que é um momento de mudança.
      Abraço grande.

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    2. Ai, Mas que bom. Será que o Ano Novo para ti já chegou? Tu estarás em outro fuso horário? Olha agradece, porque isso é uma grande prenda. Antecipada. Um Abraço e boa continuação. Eduardo.

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    3. Amigo, acho que estava mesmo noutro fuso-horário qualquer, ou que tinha aberto um portal desconhecido neste espaço, mas hoje passou-me por cima o comboio da realidade e o portal fechou-se logo...
      Vou ter de ir aos CTT e depois logo se vê. Não sei como é que o meu imaginário vai reagir a esta realidade toda. Logo se vê...
      Abraço grande!

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    4. Olá amiga João. Continua a tua senda, que ela segundo o que dizes promete, e o ganho está no aproveitamento, neste caso a Escrita. Um Abraço Eduardo.

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    5. Obrigada, amigo. Continuarei enquanto me for possível, podes ter a certeza.
      Abraço.

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  3. Olá ! Mais um belo trabalho, e não há-de vir ninguém para a afastar , antes pelo contrário, hão-de vir muitos juntar-se a si para para se formar uma grande constelação de estrelas e de cometas.
    Agora vou jantar, até já

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    1. Bom jantar, minha amiga! Estou numa enorme azáfama de sonetos novos e amanhã tenho imenso que fazer fora de casa... às vezes atrapalho-me nestes excessos de produção.
      Abraço grande!

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  4. Respostas
    1. Olá Peter! Estou numa "onda" de novos sonetos. Amanhã não sei se consigo publicar pois tenho imenso que fazer, mas estes são ligeiramente diferentes dos anteriores. Todos eles definem personagens... vamos lá ver no que isto vai dar...
      Bacio.

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