TEATRO II


Mas foram ilusões! Só ilusões!


Eu, fantasma de mim, a pressentir


Que havia alguém por trás a conduzir


Os débeis resultados das acções...


 


E tantas ilusões-desilusões!


Verdade compulsiva a permitir


A queda das muralhas do sentir


No castelo das antecipações...


 


A intuição aponta e não revela


Minúcias, coordenadas, pormenores,


De quem vai conduzindo a nossa vida...


 


Impõe-se e eu não sei viver sem ela!


Há, do lado de lá, tantos actores!


O pano vai subir. Estou de saída.


 


 


Imagem retirada da internet


 


 

Comentários

  1. Andas no teatro?
    bj e boa semana.

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    1. Tenho pensado que isto dos blogs é como um teatro imenso... lidamos, na maioria das vezes, com personagens e não conhecemos os actores... nem te tenho visitado. Tenho andado tão cansada...
      Uma boa semana (a partir do meio...) para ti!

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  2. Oi Maria

    É lindo este teu soneto

    Que maravilha!
    Também percebo o grande palco.
    Os grandes actores.
    Os personagens...Atrás da cortina...
    Só e apenas eles sabem do disfarce.
    Mas nós... e a nossa sensibilidade
    Nos dá a condição de saber
    Que atrás da cortina
    Há velhos personagens.
    Talvez alguns personagens conhecidos.

    Um abraço.

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  3. Sim, amiga, eu sinto isso. Só não sei explicar o como, o quem ou o porquê... excepto uma vez! Uma vez eu senti exactamente quem era.
    Abraço grande!

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  4. Mais uma bela "Peça" ou melhor dizendo um lindo soneto, essa imaginação não pára, nem as preocupações lhe tiram a inspiração .
    Uma Boa Noite para si, um grande abraço.
    [<<-]

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    1. ai! A caixinha de correio está instável hoje, mas vou já ao linhaseletras!
      Um abraço e obrigada!

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  5. Olá Amiga Parabéns por mais esta bela poesia. Mas, pensa bem, não saias ainda, fica mais um pouco. Gosto de brincar, mesmo sabendo que a coisa está preta. Um abraço para ti e tudo de bom. Eduardo.


    </a>


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    1. Não, não saio já, Eduardo. É apenas uma forma de dizer que funciono melhor como "encenadora" do que como "actriz".
      Abraço grande e obrigada pelo teu postalzinho!

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    2. Olá Amiga João. Vi que funcionas melhor como encenadora do que como actriz, mas isso não é muito importante, muito importante é que funciones como é que funcionas é secundário. Abraço e tudo de bom. Eduardo.

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    3. eheheh... por enquanto vou funcionando... mas olha que interessa! Quando estou a meio-gás é um desastre! Não faço nada de jeito...
      FELIZ NATAL!

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    4. OLHA AMIGA SEMPRE QUE POSSAS TRABALHA A GÁS COMPLETO, MAS NÃO ESQUEÇAS QUE A VIDA ESTÁ CARA. UM ABRAÇO EDUARDO.

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  6. Não podemos querer que o virtual seja igual ao real, não vemos as pessoas. A mim não me preocupa queme stá do outro lado desde que não use a falta de identidade para acusar, magoar, prejudicar. Aqui é um palco e todos temos direito a ele, mas tb sei que há pessoas que ficam magoadas quando uns se vão embora e não dão notícias e outros voltam com nova identidade. Devido aos afectos q vamos ganhando a este ou aquele nick é natural q fiquemos magoados mas eu cada vez mais acho que deveria ser aqui neste mundo virtual que deveríamos ter mais liberdade apenas para partilhar e não ter q dar contas do q fazemos com os nossos palcos. Tem dias q me apetece não estar mais aqui depois aparece-me alguém novo a comentar e eu já acho de novo que existe por aqui uma magia qualquer.

    Já não me sinto triste com blogs q acabam, com pessoas q escolhem fazer outras coisas a vida é assim, não me sinto enganada por isso, sinto que aqui devemos ser coerentes e assumir o q dizemos mas não nos podemos sentir obrigados a estar.

    É bom brincar, é muito ténue o limite entre brincar e magoar, o poder das palavras é grande e aqui só existem elas. Eu dizer oh Maria João gostou ou não do texto? Pode ser lido como se quisesse q a Maria João o disesse em todos mas se lho disser ao vivo e a cores a entoação, a expressão facial e o tom de voz faz toda a diferença para que a percepção seja outra.

    Aqui somos todos que gostávamos de ser, na vida real creio que todos tentamos ser o melhor q podemos.

    Happy Xmas!

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    1. Happy Xmas, Ki! Sem o apóstrofo que eu não sei o que me deu na cabeça quando te mandei "O Natal que nasceu de outra maneira" com um H. X. cheio de apóstrofos...
      Pois. Foi por isso que eu, às tantas, dei conta que não estava minimamente preparada para a blogosfera, quando comecei a navegar. É que eu acho que sou mesmo maluca e sou igualzinha de um lado e doutro do ecrã... e depois vem aquela mãozinha "tapar-me a boca" e eu fiquei mesmo possessa... porque tens razão. Aqui só temos palavras e é por isso que é tão importante saber usá-las. Eu uso-as sempre de acordo com o meu estado de espírito do momento, em resposta a um estímulo que despertou de outras palavras, de outras cores, de outras imagens... mas expludo inevitavelmente se me sentir censurada ou manipulada, porque as minhas intenções nunca são más... as pessoas da minha geração têm, provavelmente, mais tendência para reagir a estímulos negativos porque se recordam muito bem do célebre lápis azul da censura. Essa será uma das explicações para esta minha forma de estar na blogosfera, mas existem muitas mais! Os meus pseudónimos-heterónimos são sempre facetas minhas exploradas para além dos limites do razoável. Não quero criar personalidades que se choquem dentro de mim porque isso me faria perder energia . Eu sou mesmo assim, como um curso de água. Fluo sempre de forma natural, contorno os obstáculos, mas se, eventualmente, construírem uma barragem que me impeça de fluir eu esbarro mesmo de encontro a ela. É-me perfeitamente ineitável... experimenta, por exemplo, por uma "rolha" num vulcão em erupção... tu sabes!
      Merry Xmas. :)

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