TEATRO


Porquanto vos não sei, eu sei, de vós,


Aquilo que quiserdes... mas eu "sinto"


Imagens que eu invento ou que consinto


Porque tão consistentes quanto nós!


 


Sei-vos, portanto, tal qual vos pintei


E quero-vos assim e dou-vos vida.


Sereis o que imagino e, à partida,


Imaginada cor dos meus pincéis.


 


Ainda que insegura criação,


No palco virtual duma emoção,


É sempre criação e é bem-vinda!


 


Vós sois mil resistentes personagens!


Pulsões, evocações de mil imagens


Num teatro ideal que nunca finda!


 


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Meu amor:
    O teu post como um hino à criação, exaltação à imaginação, poesia feita imagem...
    Deleita-te com o traço que pretendes iniciar, mas não te esqueças de fazer contas à vida e, já agora, tira umas férias, e põe os teus bichos com a casa às escuras, a ver se eles dormem...
    Até já

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    1. eheheh... eles até são "gente" boa,Nati! A Lupa está é doente da barriga, por isso não tem horas para as necessidades. E está medicada... mas é uma situação crónica. E não posso fazer muitas contas à vida. Se as faço, desisto.
      Abraço e até amanhã!

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  2. Os mundos que nós criamos
    através de toda e qualquer arte
    com personagens que idealizamos
    não só da ficção fazem parte

    marionetas da nossa vontade
    são o tudo e são o nada
    são o todo e a metade
    são história imaginada

    são a criação do artista
    que não é comodista
    e faz uso do talento

    são produto da imaginação
    feitos com alma e coração
    e dão voz ao sentimento

    Abraço.

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    1. Obrigada Manu! Está muito bom esse soneto! e eu que mal ando a conseguir vir ao pc... peço desculpa. Embora mantenha a minha alegria, não estou com forças nenhumas e os animais ocupam-me as horas todas do dia... e, por vezes, da noite, também.
      Um abraço grande!

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  3. olá joão, mais um belissimo soneto. assim é que é estar em forma. baci

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    1. Só por dentro, Peter... só por dentro. Por fora ando "que não posso com um gato pelo rabo"...
      molti baci.

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  4. Gostei desta sua peça, e vou responder-lhe assim:

    No palco da vida, é uma actriz
    Desempenha bem qualquer papel
    Seja amargo ou doce, como o mel
    Representa bem e é feliz

    Faz belos sonetos, da tristeza
    E adoça a vida que é tão dura
    Consegue passar tanta ternura
    A quem vê o futuro, com incerteza

    E mais não digo, já estou a ficar com sono, e amanhã tenho que ir fazer umas radiografias á coluna, e tenho que ir descansar.
    Um abraço

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    1. Eu sou mais constante do que é habitual, minha amiga. Não cedo muito nos meus princípios porque entendo que eles já são muito elásticos em termos de aceitação dos outros. Muito maleáveis em termos de aceitação da vida que vivo em troca daquilo em que acredito. Não sei se sou boa actriz, mas devo ser uma boa encenadora e um excelente ponto. Gosto mais de ficar na sombra e deixar que o meu trabalho vá caminhando pelo seu pé. Acredito mais no que faço do que em mim mesma. também acredito, firmemente, nas razões porque o faço, mesmo que elas me remetam para uma vida dura e desconfortável. Não sei ser de outra maneira, não sei ser senão sincera. E penso que isto não é um auto-elogio, porque estou cansada de saber que a esmagadora maioria pensa que ou minto ou sou mesmo, mesmo doida.
      Um grande abraço.

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  5. Oi Maria

    Que criação perfeita!
    não importa as imagens que inventamos, que criamos. o que importa é o sentimento que damos à elas.
    À elas (imagens)damos vida sim e à eles (poemas) também.
    Se somos o sentir, pensamos numa imagem, ela está lá... Criada, mesmo que não a vemos.
    Um abraço
    Vou levar aos meus favoritos.

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    1. Obrigada por entenderes, gostares e juntares aos teus favoritos, Velucia. É muito bom termos quem partilhe as nossas emoções, os nossos sentimentos.
      Desculpa, mas eu estou mesmo muito lenta e não consigo fazer visitas nem actualizar os posts a tempo e horas... é só durante um tempinho, depois melhora. Tenho-me andado a esforçar um pouco demais nestes últimos dias e agora estou meia parada com o cansaço.
      Abraço grande.

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  6. É fantástico pertencer a este Teatro virtual em q o palco oferece sempre uma plateia. Este seu soneto faz-nos recordar como é bom partilhar palavras. No soneto do Alfa e Ómega deixou-me sem palavras para comentar, a Poesia sente-se mt mais do que se comenta. Ressuscitei as personagens históricas, é um presente de Natal a todos que me fazem sorrir com as suas palavras, passe lá, o Sebastiãozinho já prepara um chá para si.

    Abraço.

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    1. Ah! Esse chá do Sebastiãozinho eu tenho mesmo de provar! Hoje estou ainda mais "abananadita" do que o habitual, mas vou fazer as honras ao chá do Sebastião! Obrigada pelo convite!
      Abraço.

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