UM FANTASMA NO PINHEIRO DE NATAL
Era o corpo-presente de uma ausência!
Perfeitamente nítido na sala,
E vestido a rigor... traje de gala
Num lençol de alva e pura transparência.
Mas lá que era fantasma... ah, isso era!
Do alto do pinheiro de Natal,
Olhou-me e acenou. Não me fez mal.
Disse-me: - Noutro Natal! Eu fico à espera...
Sorri-lhe também eu, disse-lhe adeus,
Sumiu-se por caminhos muito seus
E eu ali fiquei, muito orgulhosa...
Fora um presente que era só p`ra mim
Pois mais ninguém na casa o viu assim
Naquela noite gélida, invernosa.
Imagem retirada da internet
Acabadinho de ficcionar para a http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/
Olá, belo soneto, mas seria mesmo um fantasma, os fantasmas não andam com muita luz, andam mais na escuridão, eu acho que era um anjo da guarda, que a veio visitar e trazer-lhe um pouco de Paz, e tranquilidade e deve ter conseguido, porque acho-a mais serena hoje, será que estou enganada? espero que não.
ResponderEliminarUm abraço e até amanhã
Não. Mas tem toda a razão e fazer esse comentário. Eu não ficciono. Normalmente não ficciono. Levo as metáforas ao seu máximo potencial e vou-as desenvolvendo ao sabor da criatividade, mas raramente ficciono porque as minhas realidades são pródigas em interpretações, mas este poema foi mesmo ficcionado. Nunca vi nada que se parecesse com um fantasma ao pé de um pinheiro de Natal. falo n primeira pessoa, mas refiro-me a uma outra criança. Uso o papel de narradora. Esse fantasminha foi mesmo engendrado para a Fábrica de Histórias. Se carregar no link que eu deixei aí ,por baixo do soneto, verá do que estou a falar.
EliminarAbraço grande!
Eu já lá fui e já andei por lá a espreitar para ver o que se passa por lá, é engraçado mas está fora da minha área.
EliminarAté amanhã.
A minha amiga é que sabe, mas se se sentir com vontade de participar, não se acanhe. Ninguém ali está para concorrer a um prémio Nobel! Escreve-se, dá-se o nosso melhor, tentam-se novos caminhos na escrita da blogosfera criativa! Eu estou a gostar! E, como vê, pode enviar um poema. Os seus poemas até são muito narrativos.
EliminarAbraço grande!
Fantasma ou não? Será um mito?
ResponderEliminarcomo posso eu, de si duvidar
pois, digo-lhe que sim... acredito
só posso mesmo acreditar
Abraço.
Não Manu. Esta situação é ficcionada. O personagem infantil não sou eu. Eu aqui sou apenas narradora, embora fale na primeira pessoa. Já visitou a Fábrica de Histórias? O link está por baixo do soneto.
EliminarAbraço.
Privilégios de poeta!
ResponderEliminarPorque não podem os fantasmas ser como as fadas?
Materialista empedernido, acho que a imaginação deve ter rédea solta, bem larga.
Um abraço
Ah, mas este soneto baseia-se numa situação ficcionada para a Fábrica de Histórias! Aqui eu sou apenas narradora, ao contrário dos outros em que vou experimentando o que narro. E este fantasminha até ficou bastante simpático...
EliminarAbraço.
Oi Maria
ResponderEliminarTens um fantasmas na árvore?
Há fantasmas verdadeiros
E também os falsos.
Mas o sonteo ficou divino.Ps. Ainda não visitei a fábrica e hj não dá, olha para o relógio neste comentário.
Um abraço.
Este foi inventado, Velucia, mas o do poema eu quase posso jurar que existe mesmo. Não o vejo, mas sinto-o.
EliminarAbraço grande!