A APARÊNCIA


 


A APARÊNCIA


 


Sou, aparentemente, descuidada.


Não cuido do cabelo, visto mal,


Numa estranha tendência natural


Que me não preocupa mesmo nada...


 


Por dentro muda tudo! Empenhada,


Eu zelo pela alma! E é tão total


O zelo que dedico a obra tal


Que trago sempre a alma imaculada!


 


Não pensem que apesar desta aparência


Não cuido do meu duche da manhã!


Só um corpo bem limpo me merece!


 


Aqui assumo a minha incoerência:


Passo a vida na água, como a rã,


Porque nem tudo é o que parece...



 


 


Imagem retirada da internet 


 

Comentários

  1. Mª. João

    lindos os teus sonetos, repletos de magia da
    Alma do Poeta sempre limpa e cuidada.
    Parabéns e obrigada pelo que nos dás, através do que escreves.

    Beijos,

    Maria Luísa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Maria Luísa. Hoje estou mesmo sem tempo, terei de fazer imensas coisas que não sei se terei forças para fazer, mas vou tentar. Logo tentarei fazer-te uma visita.
      Abraço.

      Eliminar
    2. Mª. joão

      obrigada por responderes; sinto-me só!
      Mas faz a tua vida!
      Beijos,

      Maria Luísa

      Eliminar
    3. Eu sei. Mas eu tenho de ir a pé para a vila de Oeiras e está a chover. Vou demorar porque já me custa a andar. Mas logo faço-te uma visitinha, falamos de coisas boas, das minhas maluqueiras com eles. Agora tenho mesmo de ir.
      Beijinho e fica bem. Fica em Paz.

      Eliminar
    4. Mª. João

      obrigada pelo carinho; sabes, ontem li no
      Eduardo uma coisa que me fez confusão;
      ume espécie de despedida!
      Deixei comentário e pedi resposta, mas ele tão assíduo não me respondeu.
      Está doente? Pareceu-me que tinha tido qualquer coisa na Net que o decepcionou;
      que se passa? Tu sabes? Eu perguntei, ontem
      no blogs dele, mas hoje ele nada disse ... e
      costuma responder a tudo.
      Estou preocupada com ele! Alguma coisa se
      passa!
      Beijos,

      Mª. Luísa

      Eliminar
    5. Olha, Maria Luísa, acabo de responder a um comentário dele. Não sei o que se passou na net. Tudo o que sei é que ele anda cansado, como eu, e que irá diminuir o seu ritmo de trabalho online. É natural. Eu também ando assim e compreendo-o perfeitamente. Não te vou já visitar, porque estou exausta. Só agora cheguei e tenho os animais todos por tratar, mas tentarei dar um "pulinho" até ti ainda hoje.
      Abraço grande.

      Eliminar
  2. Ri-me com o esparguete e acho este mt bom no ritmo, as pessoas são mt de mais vale parecer q ser, entram logo em juízos de valor parece q a vida nada se lhes ensina.

    Já viu o Carlos da Maia? Agora é q quer retratar-se, pasme-se... ( n ligue loucuras da mnha mente azelha de aulas de condução!)

    Abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Azelha? Azelha sou eu que nem me atreveria a tentar! Para mim o travão deve ser a próxima parede ou árvore... coragem! Isso vai lá! Este soneto é dos mais antigos. Descobri-o enquanto procurava os caderninhos e resolvi pô-lo cá. Os meus últimos sonetos andam muito tristonhos... com excepção do fio de esparguete.
      Abraço grande!

      Eliminar
  3. Oi Maria

    Bonito soneto!
    Há um ditado...
    "Nem tudo que parece é"

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É isso, Velucia! Muitas vezes os melhores conteúdos estão em "embalagens" menos bonitas, menos exuberantes. Devemos preocupar-nos um pouco menos com o que "parecemos ser" e muito mais com o que "somos", porque temos tendência a fazer exactamente o contrário.
      Beijinho! Tenho a minha bicheza à espera!

      Eliminar
    2. Oi Maria
      Concordo plenamente.
      Espero que os bichos estejam bem.
      E quem cuida deles também.

      Abraço.

      Eliminar
    3. Está tudo assim-assim, Velucia.
      Ando muito cansada e eles com fome. Vou tentar resolver hoje.
      Abraço grande!

      Eliminar
  4. Antigamente cantava-se uma cantiga que era + ou – assim: (Nem tudo o que luz é ouro e nem tudo o que a balança pesa, A menina que a gente conhece, vai todos os dias à Igreja, Pode ser que ela seja santa, mas também pode ser que não seja.) Não se podem julgar as coisas pelo que parecem. Um abraço Eduardo.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é isso mesmo que eu digo neste soneto amalucado. Lembro-me perfeitamente de ser muito pequenita e tentar meter na cabeça da minha mãe que não é verdade que "mais vale ser do que parecer". Não sei de onde me vinha ciência para isso porque ainda era mesmo uma miúda, mas sempre tive essa inabalável convicção. Ela zangava-se. Dava muita importância às aparências... e eu dizialhe que uma maçã com uma casca muito bonita pode estar podre por dentro, mas penso que ela nunca compreendeu muito bem o que eu queria dizer com aquilo...
      Abraço, meu amigo!

      Eliminar
    2. Amiga João. Hoje mais que nunca, o marcting, tem por função convencer as pessoas, que basta parecer. Um Abraço Eduardo.

      Eliminar
    3. Pois, eu sei, mas não é assim! Eu penso que já nasci com uma vacina qualquer contra as técnicas de marketing... nunca as vejo senão como exactamente isso e, mesmo quando tinha dinheiro (belos tempos!) não me deixava levar por elas. Era instintivo. Também era certo e sabido que me punha a analisar essas técnicas com o maior dos interesses... descobria (ou tentava descobrir...)como actuavam nas pessoas, nos diversos escalões etários e sócio-económicos... mas ficava-me por aí. É a tal vacina congénita... eheheh
      abraço amigo!

      Eliminar
    4. Tu consegues surpreender-me sempre. Eu pensava que era o único que tinha essa vacina. Um Abraço Eduardo.

      Eliminar
    5. Ora bem! Já somos dois!
      Abraço grande!
      PS- Tenho a Lupa a raspar a porta da rua. Quer o seu milésimo xixi de hoje...

      Eliminar
  5. olá rãzinha, já anda mais bem disposta ??? É preciso, sobretudo, concordo, com o dentro. O fora, importa menos. bacio. ciao.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu penso que o mais importante é mesmo o que temos cá dentro, Peter. Não gosto muito que me pressionem para pintar o cabelo ou vestir um belo fato. A sério. E não é só por não ter dinheiro... se o tivesse seria igual... bem, talvez um nadinha melhor no que se refere a certos pormenores. Mas privilegio sempre o conforto naquilo que visto e calço. Quando era nova andava quase sempre de jeans, T shirt e sandálias, botas ou ténis. Nisso sou muito, muito prática!
      Bacini.

      Eliminar
  6. Estou em grande falta, seu sei., é que ainda não me debruçei sobre as pinturas. Hei-de lá ir...bacio

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sobre as pinturas? Mas estas que aparecem no blog já estão vendidas, Peter. Tenho outras telas em exposição no http://mariajoaobritodesousa.synthasite.com/
      Bacini.

      Eliminar
  7. É com todo o prazer que informo que tens uma agradável surpresa no meu blog.
    Cumprimentos,
    Carlos Alberto

    ResponderEliminar
  8. Olá poetisa! É a velha questão do ser e do parecer. As aparências sempre são ilusões mas ainda há quem assim não pense. Abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois há, Manu. Eu penso que a essência é o mais importante das coisas e dos seres, mas não sou contra uma imagem limpa e cuidada, de maneira nenhuma. Não me dou muito bem é com o excesso de preocupação em relação a isso.
      Abraço.

      Eliminar
  9. Pois é Maria João, as aparências iludem, a minha mãe quando via alguém que não lhe inspirava muita simpatia dizia assim: "Por fora cordas de viola por dentro pão bolorento" porque há muita gente que se importa mais com a aparência exterior do que com o que tem lá dentro. Eu estou consigo , e sou da mesma opinião, o que me interessa é o que as pessoas são por dentro, por fora é muito relativo.
    O soneto saiu muito bem como tudo o que escreve, está muito bonito.
    Até amanhã

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada pela sua opinião e pelas suas palavras. E agora, falemos de si. Já está mais firme nas suas palavras. Eu já vou fazer-lhe uma visitinha!
      Um grande abraço!

      Eliminar
    2. Já estou melhor muito obrigado, mas está a ser difícil ter inspiração, mas vai devagar, porque a vida é mesmo assim, e temos de aceitar tudo o que Deus nos mande porque Ele é que sabe,
      Um grande abraço

      Eliminar
    3. Sim, temos de aceitar e de ser pacientes, minha amiga, e de fazer possíveis e impossíveis para que a nossa passagem por aqui fique marcada de forma positiva. Eu penso que já estou a entrar nos impossíveis, tal é a dificuldade que tenho em ultrapassar certas situações mais dolorosas. Continuarei enquanto puder.
      O texto de amanhã não será muito fácil de entender. Penso que nem sempre sou muito fácil de entender na descrição de momentos vividos, mas aviso já que é ficcionado a partir de uma caminhada que não foi nada cor-de-rosa.
      Abraço grande.

      Eliminar
  10. Oh poeta mas que andanças! Deves estar estafadinha! Olha eu estou...vou já pra cama. anda muito neura.....mas tu tambem....Não me devo queixar1 Há tantos problemas! Beijinhos grandes !Dá noticias

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou num momento menos bom, Ligeirinha. Não fiques triste... todos nós os temos e eu preciso mesmo de escrever este texto que trago dentro de mim desde aquela caminhada, está bem?
      Beijinho grande, grande.

      Eliminar
  11. Então Boa Noite, e cá fico á espera desse texto e com certeza que o vou entender.
    Agora vou dormir

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pronto, já acabei texto. Também só faltava passá-lo para o pc! Ficou todo gravadinho cá dentro...
      Boa noite, minha amiga e durma bem.

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas