BRAÇO DE FERRO


Ou o braço se quebra ou eu rebento!


E, se acaso rebento, o que farei


Às palavras que nunca vos direi


Daqui, desta cadeira em que me sento?


 


Que farei de mim mesma? Se há talento,


Se o verso surge então, que vos darei?


Ou o braço se quebra ou eu nem sei


Se me resta tentar ou se nem tento...


 


Estou num braço de ferro e sem certezas


De ter ou não razões para lutar,


De ser justificado o meu cansaço...


 


Não meço, nunca, forças ou grandezas!


Ou o braço se quebra ou vou ficar


Pr´a sempre a depender deste meu braço... 


 


 


Imagem retirada da internet


 

Comentários

  1. É Maria!

    Bem escrito este teu poema
    E como vejo-me nele!
    Mas não quero quebrar meu braço nem de ninguém.

    Abraço.

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    1. Olá Velucia! Este braço-de-ferro é com o meu corpo... o braço que pode quebrar é o da minha teimosia... estou a ultrapassar a hora em que gostaria e me ter deitado, mas a Lupa também está num daqueles dias... não tem parado sossegada, coitada! Mas foi bom eu ter escrito isto entre uma e outra voltinha na rua... fico melhor quando faço estas confissões em soneto...
      Abraço!

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    2. Também faço do teu poema a minha confissão!

      Boa noite.

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    3. Entendo, Velucia. Mas, de vez em quando, também temos de escutar o corpo, ou ele recusa-se mesmo a funcionar! São os nossos humanos limites...
      Beijinho!

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  2. Poeta, hj perdoe-me n comentar o seu soneto mas queria fazer um pedido para por aqui o meu ultimo post e sugerir aos seus amigos que façam o mesmo. Trata-se de um apelo de desaprecimento de um português em Berlim.

    Obrigada.

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    1. OK, Ki! Também já estava cansada deste braço de ferro. Estou emperrada, mas sai já!
      Abraço!

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  3. Olá!
    Se já começa a escrever assim sem os óculos, imagine quando os encontrar!
    Parabéns POETISA pelo 1º ano de existência deste blog, que venham mais 1000!
    A sua essência já perdura e continuará sempre... (com ou sem braço!).
    Bjinhos!
    carla romão

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    1. Olá Carla! Sou um bocadinho tonta nesta coisa de querer medir forças com o meu próprio corpo... ele acaba por se recusar a funcionar correctamente quando sente que está a perder... agora muito a sério, só nos momentos em que escrevo é que me sinto em condições de fazer braço de ferro com o corpo. É uma situação pontual, mas vai-me sabendo bem tentar ir um pouco além do que ele permite. São coisas minhas mas que funcionam por momentos...
      Beijinho!

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  4. sempre força !!! essa agora !!!! para sonetos bonitos e tudo... para viver, respirar, caminhar. nada de desânimos.... ao fim e ao cabo, a vida que temos é o melhor que temos. Gosto do soneto, como de todos,já não sei distinguir qual é o mais belo, por isso não distingo.Bacio. Ciao.

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    1. Mas eu sou muito exigente comigo mesma, Peter. Parece-me que eles estão a crescer em tristeza e a diminuir em qualidade... eu até tinha alguns bons sonetos...
      Mas que se passa? Ninguém viu o post do apelo? Pedi aos meus amigos para divulgarem o desaparecimento do cientista português em Berlim... foi um apelo feito pela Ki e pela Jonasnuts...
      Bacini!

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  5. Ai esse braço!!!

    Sê forte


    Grande soneto



    Beijo

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    1. Hoje doeu o braço, Free! Nem queiras saber a conta da net (banda larga) que me apareceu! Acho que rebentei mesmo! Se eu a pudesse pagar, só me sobravam oito euros para gás, luz, água, telemóveis, divida ao banco, condominios, cães, gatos, pombos, veterinário... olha, deu para rebentar mesmo! O 2009 parece mais teimoo do que eu!
      Beijinho porque o braço dói... :(

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    2. Sê forte.....beijinho no braço..


      Beijo

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