O TEMPORAL
Ressoa, soa, soa, o pé-de-vento,
E zumbe, zumbe, zumbe, a ventania...
Há pouco, ainda há pouco, não chovia,
Só do vento se ouvia esse lamento...
Já gélido, o tremendo temporal,
Cai sobre as casas mansas, pacientes
E gelado nos faz bater os dentes,
Irredutível, incondicional…
Homens e animais se vão gelando,
No sopro desse vento comungando
O destino de tanto desconforto.
Homens e animais ficam unidos,
Quando apanhados tão desprevenidos,
Na procura comum do mesmo porto...
Imagem retirada da internet
Olá poetisa!
ResponderEliminarSeja qual for a mensagem
que queremos transmitir
falamos como personagem
mas somos nós a sentir
Abraço.
Sim, Manu, é verdade. Passam sempre pelas nossas vivências, mas eu garanto quehouve alguns que me surgiram como se eu estivesse na pele de outras pessoas. Foi o caso do "Caminhante". Tive a perfeita sensação de que alguém passava por mim... e esse alguém não era eu. Não é muito fácil de explicar, mas foi assim que eu senti.
EliminarAbraço grande!