POR UM SORRISO DE CÃO...

 


No cômputo final da situação,


Tendo cumprido meia caminhada,


Quando desanimava, já cansada,


Galgando as pedras deste mesmo chão,


 


Reparo, de repente, neste cão.


Que meiga criatura, que engraçada!


O cãozito a olhar-me... eu, cativada,


Afaguei-lhe a cabeça com a mão...


 


Nasce o sorriso em mim e tudo muda!


Sem que houvesse qualquer humana ajuda


Tornou-se o meu caminho bem mais leve!


 


Que olhar tão terno, puro e cativante!


O caminho, que ainda era distante,


Tornou-se, num segundo, um salto breve...


 


 


Fotografia tirada (por mim) com o telemóvel



 

Comentários

  1. O soneto é muito bonito, os animais inspiram-nos bastante, e são muito meigos, e amigos e dão muito mais do que recebem.
    Um abraço e Boa Noite.

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    1. Sabe que este soneto também é uma narrativa? A ternura daquele cachorrinho que vê na foto, aliviou-me o cansaço da caminhada de hoje. Felizmente é um daqueles que têm uma bela casa e quem cuide muito bem deles. Mas não há dúvida de os nossos estados de espírito (e os dos animais não humanos, também!) podem influenciar o estado de espirito dos outros. Claro que existem muitos outros factores, mas esse é muito importante.
      Abraço.

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  2. A consideração a respeito do cavalheiro Carlos da Maia merece-me mais tempo tal foi o acto!

    Além disso existia por aí um segredo a não ser revelado numa Fábrica :)

    Gosto destes poemas que nos "sorriem" tanta vez que algo ou alguém, subitamente, nos muda o estado de alma.

    Abraço.

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    1. Compreendo! O assunto merece uma reflexão cuidada. estes poemas têm sido luzinhas para mim. É isso mesmo.
      Abraço.

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  3. Oi Maria

    Fiz um comentário e não é que de repente sumiu!
    Mas estou aqui novamente a dizer que gostei do teu soneto e lembrando quando meu cão também sorri toda vez quando saio e depois chego em casa.Ps. Há uma música do Roberto Carlos que tem uma parte que diz assim:
    "... meu cachorro me sorriu latindo"

    Veja aqui

    http://www.youtube.com/watch?v=eszg6tyzMI0

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  4. Embora não consiga ver a foto, as palavras valem por si só!
    Sei bem o que é gostar de animais, pois tive um cão durante 16 anos, mas também gosto de gatos e tive uma gata durante 13 anos.
    Escrevo poesia..mas não me atrevo a compararar-me a si!
    Deixo esta quadra:

    Snoopy era o meu cão
    Que criei de pequenino,
    Por ele tinha estimação
    Tendo morrido de velhinho!

    Beijinhos
    Chicailheu

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    1. Olá Chicailheu! Muito obrigada pela sua visita ao poetaporquedeusquer. A Chica, a Joanina, a Rosinha... os Açores estão muito bem representados na poesia online, sem dúvida nenhuma!
      Eu também não consigo ver a foto agora... mas ontem via-se lindamente! Deve haver um problemazito qualquer com as imagens. Tentarei reeditar posteriormente. Peço desculpa pelo atraso, mas não tenho estado muito bem e tive um dia bastante cheio, com uma recaída da minha gatinha e com alguma incapacidade motora. Hoje estou a tremer muito e não é habitual em mim...
      Não me deixe envergonhada por dizer que não se compara a mim! Somos partes de um todo que se complementa, acredito eu... todos nós e cada um de sua forma, como convém num universo de complementaridades.
      Beijinhos e obrigada pelo poema.

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  5. Afinal a poetisa também é novelista.
    E que bem soam as palavras não rimadas mas que não desmerecem do ritmo dos poemas.
    Textos que continuam um encanto!
    Um bom fim-de-semana!
    Abraço

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    1. Olá Eva! Não era muito comum em mim escrever prosa até ao desafio da Fábrica de Histórias. Escrevia, de quando em vez, sempre debaixo do efeito de uma emoção intensa, o que pode deixar algumas dúvidas quanto à qualidade... parece que só sei mesmo escrever quando estou emocionada... o que não significa que me não deixe emocionar por um fio de esparguete, por exemplo... um "sorriso de cão" pode dar-me horas de felicidade e paz... enfim. maluqueiras das minhas...
      Muito obrigada pelo elogio. Ainda não sei se o mereço. É uma escrita à flor da pele e por dentro dos ossos. Carece de objectividade. No liceu, alguns professores criticavam-me esse tipo de escrita queentão já tinha.
      Desculpe esta verborreia. Já não "falávamos" há uns tempos, mas tenho passado pelos Escritos diariamente.
      Abraço.

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  6. ola´joão, buono fine setimana.bacio.

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