DESERTOS
Tu falas-me das horas que eu perdi
E eu não sei se as perdi ou se as ganhei...
Penso que fui vivendo e que me dei
Aos caminhos que sempre percorri...
Tu falas-me das horas que eu vivi,
Eu falo-te das coisas que não sei.
E, mesmo não as vendo, caminhei,
E, mesmo não sabendo, pressenti...
Tu falas-me das glórias prometidas.
Eu falo-te das coisas preteridas
Por outras que ficavam bem mais perto,
Por coisas que pareciam dispensáveis,
Mas que sendo pequenas, vulneráveis,
Poderiam perder-se no deserto...
Agradeço a vossa presença no http://free-stile.blogs.sapo.pt/
Uma palavra de conforto será sempre bem-vinda.
Oi Maria
ResponderEliminarBela tela e belo soneto!
Os comentários estão curtos porque o sono é demais!
Abraço
Vieste tarde, mas foste a única a comentar esta tarde deserta! Ninguém reparou nela, com a confusão do livro!
EliminarAbraço.