DOIS SONETOS DO DIA II


De tudo o que não sei, eu quero mais!


Eu quero a luz do sol, quero o luar!


De tudo o qu `inda está por explicar


Entre sábios e intelectuais


 


Eu quero `inda saber! Somos iguais


Nesta sede de tudo qu`rer tocar,


Neste eterno vaivém de procurar


Por vias que não são muito normais…


 


Eu quero saber mais, sabendo bem


Que a dúvida é a mola que contém


A fórmula perfeita do saber…


 


Mas quero saber mais, apesar disso!


Talvez seja um ser frágil, metediço,


Mas eu quero aprender até morrer!


 


À Eva


 


 


À ESPERA DO SOL...


 


Chamei o Sol e o Sol disse que não...


Não quis brilhar pr`a mim e fez-se caro.


Dizer-me, o Sol, que não, é muito raro


E foi, pr`a mim, uma desilusão...


 


 


Um dia eu tive o Sol na minha mão!


Bastava uma canção ao Sol avaro,


Uma simples chamada ou um reparo


E tinha, desse sol, toda a atenção...


 


 


Agora estou tão velha e tão cansada


Que chamo o Sol e o Sol não me diz nada


Ou finge nem me ouvir e vai-se embora...


 


 


Chegou, em vez do Sol, a trovoada...


Eu parei de cantar, fiquei calada,


À espera desse sol que se demora...


 


 


 


Imagem retirada da internet



 

Comentários

  1. Pois é! Eu também vivo a chamar o Sol, e ele
    as vezes aparece, mas tem outras que se tapa atrás dumas nuvens tão escuras que até mete medo, mas eu volto a chamar e ele aparece de novo.
    Um abraço e até amanhã, e um bom fim de semana.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Até amanhã, minha amiga. Vamos lá ver se amanhã temos um bocadinho de Sol...
      Abraço grande!

      Eliminar
  2. Mª. João

    dois sonetos:

    "eu quero saber mais" sempre mais, aprender e não esquecer!

    O Sol não respondeu e escondeu sua luz mais forte - não por estar "velha", mas para não envelhecer a tua face!

    E olha o espelho e não perguntes nunca :
    "Em que espelho ficou perdida a minha face?"...
    Isto disse Cecília Meireles , mas a poetisa
    estava muito doente quando escreveu o poema.

    Então repara no carinho do sol quando se afastou de ti, para não tocar a tua face1

    beijos,

    M. Luísa

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Maria Luísa! Recordo vagamente esse poema da Cecília... mas este meu soneto é quase "literal". Houve momentos da minha vida em que me senti m perfeita sintonia com as condições atmosféricas... são maluqueiras minhas, de sempre, aguarelas do meu imaginário... mas eu convivo bem com elas. O meu imaginário é muito colorido. Associo cores a quase tudo, tempestades e bonanças a emoções...sempre fui assim, só que, por vezes, calo-me. Houve momentos da vida real em que tentei partihar tudo isto... e deu "desastre". Com os mais próximos que possas imaginar. Depois vivi uns anos calada e acabei por "explodir" em cores, metáforas e linhas... lamento muito, mas era mais forte do que tudo o resto. E talvez não lamente mesmo nada. Tinha de ser assim.
      Abraço grande.

      Eliminar
    2. Mª. João

      entendo o que dizes;

      obrigada por explicares essa simbiose de cores aliada a emoções, sentimentos e tudo
      quanto embleza a tua vida.
      Nem sempre somos aceites e vivemos em silêncio ... Um dia ... é como dizes o silêncio
      desperta e as palavras voam.
      Estavam aprisionadas!

      Bºs, M. Luísa

      Eliminar
    3. Por vezes voam as palavras, os traços e as cores, Maria Luísa. Voa tudo o que estava aprisionado.
      Abraço grande.

      Eliminar
  3. Para quê esperar de fora o que da Maria João irradia e nos aquece a alma?
    Beijinhos grandes e gratos de quem segue a sua luz
    maria José

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Muito obrigada, minha querida amiga. Mais uma vez, muitos parabéns pelo 2º aniversário do seu magnífico blog!
      Um abraço grande.

      Eliminar
  4. I'm fine...it's just a little bit of ...moon mood :)

    Kiss and hugs.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA-TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo

A PEDIDO DE VÁRIAS FAMÍLIAS...

ESPANTO