CARAVELAS. TANTAS CARAVELAS...


caravelas.jpg


 


TANTAS CARAVELAS...
*


Ergue-se o pano e surge outro cenário


Vindo de uma matriz que mal denota


O virtual do qual emerge a frota


Dos sonhos com aroma de incensário
*


 


A multidão, em sentido contrário,


Retoma, paulatina, a sua rota


E os que não trouxerem espada e cota,


Boicotarão o vosso imaginário…
*


 


Não será de estranhar que, no futuro,


Se (re)erga uma ponte sobre o muro


E um outro entendimento sobrevenha
*


 


Nem será de esperá-lo. O que vos juro,


É que a tela que pinto e que emolduro


Se vai esfumando ao longe. E ninguém estranha...
*


 


Maria João Brito de Sousa


02.03.2009 - 22.30h
***


 

Comentários

  1. Lamento a morte da sua Lupa. Já passei por isso algumas vezes e é sempre complicado principalmente quando são animais que nos acompanharam ao longo de anos.
    E quanto à ausência da Poeta, esperemos que seja ausência breve (será, com certeza).
    Abraço GRANDE!

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  2. Nós somos humanos e, portanto, capazes de sentir dor e saudade, como os outros animais.
    O que é certo é que a conta da TMN subiu astronomicamente desde Junho de 2008 e eu tenho andado a tentar cobrir isso com coisa nenhuma. É quase como a história da "crise mundial". Por enquanto tenho acesso e acabo de deixar o poetaporkedeusker nas mãos da Editora. Se puder fazer chegar mais alguns sonetos, fá-lo-ei.
    Obrigada por tudo o que pude aprender consigo ao longo destes mais de treze meses e pelo prefácio também.
    Abraço.

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  3. Maria João

    Será que não tem "alguém" burlando sua net?
    Não é a primeira vez que recebo e-mail que vem com seu nome e eu sei que não são teus.
    Não é possível que não haja o que fazer ou investigar. Talvez todo este gasto seja por isso?
    Esperamos que eseja breve.

    E que os amigos que tanto vem aqui ao teu blog, que possam e/ou queiram ajudar-te que o façam.
    Quem sabe do mesmo modo que foi o portátil. Lembra?

    O que acham amigos da poetaporkedeusker?
    Pensem como a formiga trabalha. São organizadas e todas colaboram para que o sustento do verão possam estar na mesa no inverno. Assim são elas. Será que não possamos ser um pouco como as formigas?
    Se todos ajudarem a Maria João... Ela poderá ter sua internet novamente. Concordam?

    PS. AQUI ABRE-SE A DISCUSSÃO PARA O ASSUNTO


    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Agradeço-te amiga, mas este problema é grande e eu não vou querer mais confusões em torno dele. Sabes que haverá sempre quem não acredite, não aceite, não entenda. sabes que haverá sempre quem imagine que tudo isto é fingido, que eu, se calhar, até estou "na maior", etc, etc. Sabes isso tão bem quanto eu.
      Neste momento estou demasiado fraca para me tornar indiferente a tudo isso e iria sair magoada. Neste preciso momento não me posso dar ao luxo de deixar que me magoem mais, por muito agradecida que vos esteja, sob pena de ruptura geral.
      Um grande abraço e um beijo.

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    2. Oi Maria
      Sinto muito por isso, por não querer ajuda devido estas coisas que já aconteceram. Mas também não posso deixar de dizer algo que até alguns dias atrás eu me preocupava com o que os outros diziam, agora não mais. E vou dizer-lhe algo que foi dito por um especialista. É o seguinte exemplo:
      "Se alguém xingar-me de cachorro, não preciso latir, porque a partir do momento que venho a latir (achar ruim ou magoar-se) é porque estou acreditando no que a pessoa chamou-me, ou seja, estou acreditando no que disseram e passo a não acreditar mais em mim". Isto é uma verdade. E temos de acreditar em nós mesmos e não no que os outros dizem. Pense bem! Acredito que você tem muitos amigos e eles não deixariam de ajudá-la.
      Para uma só pessoa sei que não é fácil, mas como disse: se for feito como o trabalho das formigas onde todos cooperam um pouco, logo conseguirá a ajuda. Repense! Depois diga-me como podemos fazer. Sabes que através de minha pessoa não é possível pela distância, mas deve ter um jeito.
      Abraço.

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    3. Eu sei disso, minha querida Re-nascer. É um daqueles pontos que eu "defendo" desde a minha juventude mais remota. O insulto ou a crítica menos bem intencionada, funcionam com "emissor-receptor", como todas as formas de comunicação. Se o receptor pura e simplesmente não for atingido por ele, terá havido apenas tentativa de insulto. Mas , embora eu funcione asim desde que me lembro de ser eu, tenho, pontualmente, momentos de alguma fraqueza e este é um deles. Além do mais, não gosto mesmo nada de me sentir "mendiga". Nunca gostei. Sempre trabalhei - e trabalho - muitíssimo mais do que as oito ou nove horas diárias habituais dos que funcionam dentro do sistema e já trabalhei, muitos anos, dentro do sistema, apesar de ter limitações físicas que, por não terem sido devidamente detectadas, me custaram a vida de vários bébés no quarto mês de gestação. Tudo foi muito natural, mas o sofrimento e as repercursões no meio familiar e na minha pessoa, foram grandes. Não me considero nada menos do que um daqueles grandes investidores que acabam por ter uma vida cheia de luxos à custa de muitas falcacatruas... pensando bem... considero-me, até, bastante melhor do que isso. Não tenho de mendigar nem de fazer falcatruas, graças a Deus. Conheço os meus limites e apostei neste pequeno percurso de poeta até ele se me tornar inviável. Tão simples quanto isto.
      Abraço grande.

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