SEM LUTOS


Queria-se assim, tal qual, em transparências!


Queria-se mesmo assim, em desatino,


Sem raízes, sem pátria nem destino,


Coberto de ilusões, de incoerências.


 


Proclama-se justo entre inclemências


E supunha-se ascético ou divino...


Ingénuo, imprevisível, qual menino,


Ascendendo à mais nobre das essências.


 


Julgou-se, sempre, eterno e morreu novo,


Ignorando as calúnias do seu povo,


Desprezando os insultos. Impoluto!


 


Pensou ser emissário e não chegou


A divulgar os sonhos que sonhou


E ninguém o chorou ou fez o luto.


 


 


 


 


 


 


 


 

Comentários

  1. Li hoje os últimos e achei maravilhosos.
    Este é lindo. Místico?! Será que o compreendi bem?
    És maravilhosa!
    Como tu estou aflita com os tais megas, mas
    amanhã já estarei de volta mais á vontade.

    Beijinho grande e poquinho de ar puro aqui
    deste meu jardim.

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    Respostas
    1. Penso que sim, que o terás compreendido bem, mas só tu saberás como o entendeste.
      Um beijinho também para ti e obrigada por esse arzinho do teu jardim. :)

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  2. Olá Boa Noite, e faltou dizer que sofreu e morreu para nos salvar, e há pouca gente que "LHE" agradece, e que o compreenda.
    E esta época para nós é uma época de reflexão , e era bom que parássemos um pouco para pensar no que somos na realidade.
    Até amanhã

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É verdade, minha amiga. As pessoas têm sempre muito pouco tempo para esse tipo de reflexões e meditação. mas este é, realmente, um tempo de reflexão e quantas vezes o mais importante lhes parece dispensável...
      Um grande abraço.

      Eliminar

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