UM DIA, NUM FUTURO `INDA DISTANTE...


Um dia, num futuro `inda distante,


Num amanhã qualquer que está por vir,


Um qualquer homem que ouso pressentir,


Caminhará ainda, embora errante…


 


Os mesmos velhos sonhos, o semblante


Eternizando a busca, o descobrir…


Os passos vacilantes, sem dormir,


A procurar no sonho o semelhante…


 


Um dia, no futuro… e só mudou,


Desse homem que outro tempo em si gerou,


O nome e essa vontade que cresceu!


 


E quem me manda a mim ser futurista?


- A esperança de que o Homem não desista


Do mesmo eterno sonho que o perdeu…


 


 


 


Antecipado para a http://fabricadehistorias.blogs.sapo.pt/  :)



 

Comentários

  1. Tens toda a razão, resta-nos acreditar que o Homem não desista de reencontrar o sonho que já há mto tempo perdeu.


    Lindoooo




    Beijosssssss

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    1. É isso, Free! Beijo grande nesta luta contra os Megas que já devem estar mesmo, mesmo no fim... :))

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  2. Olá amiga João. Já vi que a fábrica das Histórias está de parabéns, pois a poesia chegou até ela. E quem me manda a mim ser futurista. A esperança de que o homem não desista. Do mesmo eterno sonho que o perdeu. É isso minha amiga, o ladrão volta sempre ao local do roubo, e se não volta, não é por falta de vontade, é talvez por medo. Gostei muito e adicionei. Um abraço Eduardo.

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    1. Parece-me que entendeste perfeitamente o sentido deste poema amigo Eduardo. É mesmo o sonho que nos mantém vivos e nos ustifca, na minha opinião.
      Abraço grande.

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    2. Ó minha amiga. Como eu te conheço mais e melhor a cada dia que passa. E à medida que vou sabendo coisas sobre ti. O médico guia-se, para medicar, é pelo relato do paciente.
      Abraço amiga João. Eduardo.

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    3. Pois, Senhor Doutor... não me cobre é a consulta porque eu ainda estou mais "tesa" do que o costume. :))
      Abraço grande!

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    4. Não amiga para ti é de graça. Um abraço. Eduardo.

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    5. É de graça por agora. Porque se amanhã tiveres um euromilhões, aí depois vais pagar tudo com juros. Estou a brincar contigo. Abraço amigo. Eduardo.

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    6. :) Mas olha que para me sair o Euromilhões tera de ser mesmo um milagre dos grandes porque eu nunca jogo!
      Abraço grande!

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    7. Já o outro assim dizia: Quando Deus queria, até do Norte Chovia. Abraço grande Eduardo.

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  3. Fantástico, como sempre ...
    Os seus poemas são rasgos de luz...
    Parabéns!

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    1. Olá Maria das Quimeras. Hei-de fazer uma longa visita ao seu blog, assim que se acabe este mês de Megas no limite...
      Obrigada e um abraço!

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  4. Oi Maria

    E quem manda você ser futurista?
    E cá estou!
    Envie por e-mail seu endereço.
    Fico por Lisboa até dia 1º. de Abril. Neste dia comemoramos no Brasil o »Dia da Mentira», mas é toda a verdade que aqui estou.

    Abraço.

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    1. Comemora-se no Brasil e também em Portugal e não é mentira nenhuma. Agora percebo porque razão somos "tão mentirosos, o que pode até ser um elogio, já que, mentir é quase como fingir, e "O POETA É TÃO BOM FINGIDOR E FINGE TÃO COMPLETAMENTE, QUE CHEGA A FINGIR QUE É DOR A DOR QUE DEVERAS SENTE.

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    2. Olá Re-nascer! Fico feliz por já estares em Portugal! Vou já combinar contigo por email!
      Abraço grande!

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    3. Pois João, mas, a mim, a parte que me "toca" mais é aquela do "que deveras sente". Essa é que me faz pensar muito e chegar a conclusões muito distintas do "fingir"... e acredito que também Pessoa sentiu assim!
      Beijo!

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    4. Como comentou sobre ~» o dia da mentira...»
      Concordo plenamente contigo.
      O fingir também é um sentir
      O sentir do poeta que na alma está presente sempre!
      E continuo com este sentir sem mentir.

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    5. Pois eu também sinto assim, amiga. Abraço grande!

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  5. Por onde anda esse homem' Preciso de o encontrar,.....

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    1. Ele há-de vir, minha Ligeirinha. Ele há-de vir um dia, num futuro ainda distante...
      Beijo grande!

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  6. Olá futurista que vens do passado embalada no presente de olhosm postos no futuro. Mais palavras para quê? No peito de uma poetisa há uma força imensa, capaz ee percorrer o tempo e os tempos, soprepor-se aos contratempos.
    Bjs.
    P.S. Não me esqueci do mimo que tens para mim lá no "Prémios e Medalhas. Hei-de arranjar uns momentos para tratar disso

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    1. Obrigada João. O "mimo" por lá ficará, à tua espera. Nós temos mesmo muita força cá por dentro. Todos nós, poetas.
      Abraço grande!

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  7. Querida poeta, isto está um desatino! A minha net está com um tremendo ataque de soluços há vários dias e não consigo pôr a escrita - nem a leitura - em dia! Algures, lá para trás, disse-lhe que um seu novel leitor a comparou à Florbela e vi que comentou essa observação. Mas posso acrescentar que ele me encontrou há dias e retomou a afirmação com todo o vigor e convicção. Se quer que lhe diga, acho que só faltou ele atribuir-lhe uma espécie de capacidade psicográfica da Florbela. Este leitor promete!
    Abraço GRD
    PS - Espero não ter perdido nada de novidades que deva saber. Se assim for, avise-me, por favor.
    Obrigada!

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    1. Esta loucura da net deve ser sazonal, minha querida Eva. A minha continua a funcionar contra tudo o que eu pensava!
      Obrigada por me informar acerca do que disse o meu novo leitor. Sinceramente não me parece poder ser comparável a Florbela e não faço a menor ideia se tenho, ou não, capacidades psicográficas. Certo é que não minto quando digo que a maioria dos sonetos "se me impõem", como se tivessem autonomia, vida própria... tudo o que vou sentindo, vou dizendo. É tudo o que posso garantir dentro das minhas humanas limitações...
      Suponho que se esteja a referir ao lançamento, quando fala em "perder alguma coisa". Ainda não sei nada, por isso só está a perder o mesmo que eu... sei que será aqui em Oeiras, mas não há, ainda, data marcada.
      Um abraço grande, grande.

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  8. Boa Noite minha amiga, lindo este seu soneto.
    Pois que nunca se desista de sonhar, já que o sonho comanda a vida, e temos de pensar que o futuro vai ser melhor que o presente, e é com esse pensamento que vamos vivendo o dia a dia, á espera de dias melhores.
    Até amanhã, um abraço

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    1. É assim, minha amiga. Em breve lhe envirei um email. Estou a necessitar da sua colaboração nalgumas pequeninas coisas.
      Abraço grande!

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  9. Ola minha querida amiga

    Adorei o teu poema e também a poesia dos
    outros teus blogs, me deixam extasiada.

    Que seria de nós se não sonhássemos?
    Difícil seria a Vida, e como e esperança é a última a morrer, oxalá os nossos sonhos se concretizem. Se calhar é pedir muito, mas pelos menos, um pouco de felicidade e paz.

    Um abraço, bem apertado

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    1. Amiga, obrigada pelas tua palavras. Acredita que esse "muito", nós devemos mesmo pedi-lo e "fazer por ele", para nós e para todos os outros. Eu entendo-o assim, há muito, muito tempo.
      Um grande abraço!

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