EU QUERO ESTE SONETO!
Eu quero este soneto como quem
Procura o dealbar de um horizonte!
Negada, ainda, a Barca de Caronte,
Retomo a estranha estrada de ninguém.
Eu quero este soneto e vou além,
Descubro o germinar da nova fonte…
Entre a Vida e a Morte há uma ponte
Erguida entre Nenhures e mais aquém.
Não fora a dor, quase estaria bem…
Não fora este cansaço, este esvair-me,
Diria que já está, que já passou…
De tudo hei-de falar! Eu sou alguém
E, antes de cantar, não quero ir-me!
Depois, porque o cantar mal começou!
Boa tarde Maria João, este soneto como sempre está muito bonito, mas parece que está a correr contra o tempo. A minha amiga quer este soneto e muitos mais ainda, ainda tem muita coisa por fazer, e muitos sonetos para criar se Deus quiser.
ResponderEliminarUm grande abraço
Sabe que é assim que me sinto? Quando conseguia criar muito e muito depressa, sempre era diferente... agora quase não crio e o tempo vai-se passando sem que eu tenha feito, sequer, uma pequenina parte do que estava habituada a fazer...
EliminarGostou de ver o Spirit? Está enorme, não está? :)
Abraço grande!
OI Parabéns à garota, está toda alegre e bonita, já não parece aquela que eu ouvi ao telefone a falar lá do fundo do poço, que mal se percebia o que ela dizia. O soneto? Este também eu quero, Este fás recordar a moeda antiga por causa das palavras de 7$50, mas estas orlada a ouro, que devem ter custado para cima de 50€ cada uma . Olha Amiga eu gostei tanto que nem te consegui explicar. Mas gostei. Um grande abraço Eduardo.
ResponderEliminarAinda bem que gostas, Eduardo. Eu ando meia complexada porque acho que os meus sonetos estão a perder qualidade... este foi o primeiro que eu consegui escrever, quando comecei a conseguir alinhar uma palavra atrás da outra. Houve um tempo em que não conseguia escrever nem ler. Foi como se me tivessem dado um tiro, descobrir que não conseguia descodificar nada para além de uma mensagem escrita muito básica. Conhecia as letras, sabia juntá-las e pronunciá-las, mas juntar mais de três ou quatro palavras fazia com que eu me perdesse do seu significado. Penso que foi aí que eu quis desistir.
EliminarSei que estou muito longe de escrever como escrevia, mas já vou escrevendo... ainda bem que continuei viva!
Abraço grande!
M. João:
EliminarNão sei kquem é,mas gostaria de conhecê-la ,pq penso q estou perante um soneto escrito p/ alguém d/ gd "fibra" e coragem.Parabéns p/ isso.Continue pq eu e outros continuaremos a passar, p/ aqui, e a admirar os seus belos textos.
Qual "barca de Caronte"!!!!Essa há-de vir daqui a muiiiiiiiiiiiiiiiitttoooooooosssss anos pq precisamos de a ler,em cada dia.
Bjis de 1 maria papoila q ama a poesia,como tts coisas belas q temos,na vida.
eu,maria
Olá Maria! Bem-vinda ao poetaporkedeusker!
EliminarMuito obrigada pelas suas palavras. Ainda ando a ver se recupero a tal "fibra" que tinha... isto ainda está fraquito mas espero melhorar!
Um grande abraço!
Maria João, perdi um pouco o contacto com o seu blog e tentei agora ficar em dia.
ResponderEliminarEspero que o abrandamento do ritmo seja para um mais saudável, o que nada retira à sua veia de notável criadora. Este soneto é belìssimo!.
Abraço GD e as melhoras
Olá Eva! Sinceramente, parece-me que ainda não estou com a força criativa que tinha antes de me ter dado este faniquito. Continuo a tentar...
EliminarUm GRANDE abraço!
Poeto sempre ....contigo! Mesmo sem palavras, nem rimas, nem nada das tuas regras ....Sei que gosto muito de ti e isso chega-me....com rimas ou sem elas!!!
ResponderEliminarTambém gosto muito de ti, minha Ligeirinha! Já aí dou um saltinho! Já foste ver o http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/ ?
EliminarNão tem rimas nenhumas e, no entanto, é poesia. Agora tem estado paradito porque o condutor está de baixa médica... e queres saber a verdade? Para mim é muito mais fácil criar um soneto do que um bom poema de poesia contemporânea. É capaz de ser "esquisitote" mas, para mim, é verdade, verdadinha!
Bjo grande!
Amiga Maria João:
ResponderEliminarFaz muito bem em querer este soneto, podia era dar-lhe um título mais elucidante do respectivo conteúdo.
Soneto belo este, penetrante de sensibilidade sensorial e poética, de recorte e tema bem clássicos, desta vez, quanto a mim, com as quadras formalmente clássicas, isto é, de rima entre elas a condizer, a percorrer o soneto o tema da vida e da morte, em luta, de que saliento, por me ter poeticamente bem sensibilizado, esse tropo, essa metáfora da morte, «a Barca de Caronte», acabando o soneto bem, com a vontade ou desejo de resistência à Morte, com a desculpa ou o argumento de ainda só ter começado a cantar (poetar) e ter de o fazer.
No seu anterior soneto, «Se eu partir», que comentei e a que me respondeu, quando me referi a não estar de todo formalmente clássico, referia-me tão-só ao facto de, como disse acima, as rimas das quadras não estarem a condizer, e não me referia à métrica nem à acentuação. Aliás, a construção do soneto está bastante liberalizada nos dias de hoje, e até já o estava um pouco pelos fins da época renascentista, desde Petrarca, pois pelo menos a disposição da rima nas quadras, assim como nos tercetos, pode variar. A questão da acentuação também deixou de ser rigorosa e na métrica, além do verso heróico, passou a usar-se bastante o verso alexandrino, de que eu pessoalmente faço muito uso, pois dá mais margem «de manobra».
E quanto à velha máxima de que o soneto deveria abrir com chave de prata e fechar com chave de ouro, é claro que também já não é bem assim - isto é, já não se fecha o soneto com um verso que seja um pensamento nobre ou bonito, ou com os dois últimos versos a sintetizar o tema do soneto.
* * *
Se quiser ir ao meu singelo blogue ler a resposta que dei ao seu comentário ao meu artigo «Eleições», faça favor, pois espero que goste do que lá escrevi.
Um respeitoso e amistoso beijo e, se não me engano ao intuir nas suas palavras alguma falta de saúde, os meus votos de melhoras.
Mírtilo
Não se engana, não, meu amigo. Gostei muito do seu comentário mas, ontem, fiz-lhe uma visita e fiquei "quase, quase" com a certeza de que o conhecia de outro blog, de outra personagem. Peço-lhe desculpa se assim não for, mas garanto-lhe que é uma personagem de que gosto muito.
EliminarNem sempre os sonetos me nascem no ritmo A,B,B,A - A,B,B,A - C,D,E - C,D,E ... este anda mesmo um tanto ou quanto em torno da temática da morte porque eu tinha-a sentido muito, muito pertinho de mim, quando o escrevi, mas nem sempre toco no assunto.
Vou já fazer-lhe uma visita.
Um abraço.
Amiga
ResponderEliminarEu também quero este poema e sem te pedir permissão já o levei.
Como estás linda, a sorrir, gosto de te ver,
vais de vento em pôpa, mais um tempinho e passou o mau tempo.
A meu ver, estes poemas são um germinar constante em ti, lindos como tu, como me orgulho duma só palavra tua.
Beijo grande
Minha Rosafogo, tu deixas-me muito babadita! Obrigada pelas tuas palavras e por teres "raptado" este sonetito. Acredita que foi o primeiro que eu escrevi quando retomei a capacidade de escrever, depois de vir do hospital. É por isso que ele se chama assim... estive vários dias sem conseguir ler, nem escrever nada que não fosse muito, muito básico. Depois senti que se aproximava um soneto. Era como se estivesse em pleno mar alto, exausta de nadar e, de repente, me aparecesse, muito ao longe, uma tábua de salvação. Foi um monólogo interior, mas lembro-me perfeitamente de que começou assim.: "Eu quero um soneto, eu quero um soneto, eu quero um soneto!"
EliminarMaluqueiras minhas...
Um abraço muito grande!
Mª. joão
ResponderEliminarEu também quero esse soneto, nostálgico e belo.
E com ele vou caminhar no meu voo
e ele me possa ajudar a chegar,
a Porto Seguro.
beijos,
Maria luísa
Leva-o, minha amiga. Ele foi a ponte que me reencaminhou para a escrita. Só pode ser um soneto de paz e força!
EliminarUm grande, grande abraço!
Mª. João
EliminarLevo o soneto que serviu de ponte para ti e
me vai ajudar a mim.
Beijos,
Maria Luísa
Leva, amiga! Que Deus te acompanhe!
EliminarOlá Amiga João
ResponderEliminarVejo que a saúde e o psiko está bem melhor e essa foto também.
Continue a poetar que nós gostamos de ler.
Beijinhos
Tens razão minha querida Maria. Andei a tirar imensas fotos minhas, em casa, com a webcam do 2008 e até eu noto a diferença. No início, mesmo quando tentava rir, era um sorriso muito "desmaiado" e agora já é mais firme. Ainda estou é muito lenta... mas penso que ainda vou melhorar.
EliminarUm grande, grande abraço!