ICEBERG
-
Sobressinto esta dor de ser quem sou
E sei-me derramada nas planuras,
Em castelos imensos , nas alturas…
Água que intenso frio já congelou!
Um iceberg cujo topo perfurou
Um céu que se perdeu noutras lonjuras,
Um bloco inerte e cheio de fissuras
Que o sol não derreteu nem cativou…
Sobre-sinto este frio que transformou
Em gelo este meu corpo e, das funduras
Que esta montanha imensa contemplou,
Eu sobre-sinto em gelo o que passou…
Sou, como tantas outras criaturas,
Produto do que Deus pr`a mim sonhou.
Imagem retirada da internet
Querida amiga, o poema é lindo, mas noto aí algo que não está bem. Se eu estiver errada, óptimo, senão já sabe onde estou. Certo?
ResponderEliminarBeijinhos e fique bem.
:) É mesmo só uma coisinha menos boa, em termos de saúde... e uma série de outyras complicações, mas isto há-de passar, minha amiga. Muito e muito obrigada.
EliminarAbraço grande!
Mais um soneto de cinco estrelas,muito bonito.
ResponderEliminarUm abraço para a amiga
Casimiro Costa
Um abraço também para si, meu amigo. Hoje estou a preparar-me para o fim-de-semana sem acesso à net. Até dá jeito porque tenho imenso trabalho de ficheiro para fazer... mas ainda me custa. Acredita que, para mim, o melhor dia da semana é a 2ª Feira? É mesmo! :)
EliminarOlá poetisa! Mais um belo soneto para fazer meditar. Há sempre mais coisas escondidas do que à superficie, e é nas últimas que temos de prestar mais atenção. Abraço grande.
ResponderEliminarJá estive, agorinha mesmo, no Amador do Verso, amigo.
EliminarTodos nós somos um pouco como os icebergs... por isso é tão importante que nos conheçamos bem a nós mesmos... e essa é uma aprendizagem que dura toda a nossa vida.
Um grande abraço!
Olá amiga, este soneto é muito bonito mas muito frio e deixa passar para este lado muito desânimo, o que se passa consigo está pior?
ResponderEliminarUm grande abraço e até amanhã
Não estou no meu melhor, minha amiga. Ando com muitas dores de cabeça, mas penso que este soneto é bem menos "assustador" do que possa parecer. Apenas estava a reflectir sobre o muito de nós mesmos que temos de aprender, ao longo da vida. E depois, o gelo também é um universo de complexidade e a nossa sobrevivência está muitíssimo ligada a ele. Não será uma metáfora muito comum, mas eu acho que não vejo exactamente as mesmas coisas que a maioria vê... no iceberg, naquele momento, eu via apenas um grande paralelo entre a enormidade do que não é vísível e a enormidade do que nós desconhecemos em nós próprios.
EliminarUm grande abraço para toda a família!
Querida amiga
ResponderEliminarAdorei o poema porque eu também sou feita dessa tristeza que sinto nele, gostei muito
a pontos de uma lagrimita teimosa aflorar,
mas p'rá frente é o caminho, desejo te encontres bem.
Um abraço grande
natalia
Olá, Natália! Obrigada pelo teu comentário... não sei se há tristeza nele... eu estava a reflectir, mais uma vez, sobre a natureza humana, quando ele me nasceu... mas não estava triste. Pelo menos que eu me recorde... este perfeito equilíbrio dos icebergs é muito fascinante e absolutamente necessário à vida tal como ela existe neste momento... e depois nós também temos tanto, em nós, que nós ainda desconhecemos...
EliminarEra este o meu estado de espírito quando o escrevi.
Um abraço muito grande!