IDEOGRAMA
Eu queria… eu queria tanto ser, da Lua,
Pequeno coração a palpitar,
Alimentado a raios de luar
Na representação de uma alma nua…
Eu fui, eu fui, do Sol, o raio ardente
A brilhar sobre o planeta inteiro,
Sereno, flamejante e verdadeiro
No derramar da Luz pujante e quente.
Também já fui montanha e gelo e fogo,
Raiz de lírio branco e de embondeiro,
Guelra de peixe e ovo pecador…
Serei um dia ideograma ou “logo”
De tudo o que já fui… “Eu” derradeiro,
De essência transmutada em puro amor.
Além de tudo o resto, foi, é e será sempre a nossa poeta linda.
ResponderEliminarBeijinhos
:)))... obrigada, Fá!O nosso amigo Fisga queria uma foto de hoje, mas eu não consigo fazer com que este computador me leia a pen... eu bem tirei uma foto, mas não deu. Esta já tem umas semanas.
EliminarAbraço gde!
És tudo de forma bem escrita
Eliminarés nada de forma explicita
és mais cada vez que escreves
completa em poesia que descreves...
Beijinhos
Olá, Catarina! Obrigada pelas palavras. O poeta Casimiro Costa falou muito de ti e eu já estive no teu blog!
EliminarAbraço e um bom fim-de-semana.
Mas tu ainda és e sempre serás um raio de Sol,
ResponderEliminarE que linda és e serás sempre para os teus amigos, acredita.
Para mim serás sempre amanhecer
Arco-íris no espaço entre montes
A fonte fresca onde venho beber
Poeta de luz, que faz cantar as fontes.
Ou serás do meu jardim uma hortência
Ou música melódica ao meu ouvido
De ti sempre sofro a ausência
Sem ti o meu espaço não faz sentido.
Mas que poeta que eu estou hoje....
Rimar é comigo, mas se calhar faz pouco sentido, mas olha amiga foi feito com gosto.
Amiga não vem muito a propósito, mas
deixei um comentário onde escrevi bendito com m desculpa tá.
Um beijinho grande
natalia
:) Não te preocupes com esse erro tipográfico, amiga! Também os tenho dado e sei que nos deixam um bocadinho zangadas quando damos por eles, mas não são graves. Vê-se bem que são erros cometidos pela "pressa" :)) Muito de quando em quando, dou uma pequena volta pelo poetaporkedeusker e nem queiras saber! Até erros métricos já encontrei...
EliminarUm grande abraço e muito obrigada por mais esse poema que deixaste para mim.
Poetaporkedeusker:
ResponderEliminarMuito bom soneto e de tema algo invulgar.
Muitos de nós, sobretudo poetas insatisfeitos com a vida, desejaríamos não estar confinados à prisão de ser apenas humanos, nesta Terra gasta e malfadada, utopizamos, infelizmente sem forças, ser algo superior, algo universal, um raio de lua ou de sol, toda uma estrela, ou nem que fosse um sujo e horrível cometa, e, se aqui temos de rastejar, que pudéssemos ser, como essa excelente poetisa diz que já foi, outros seres, de vida eterna, estática, hierática, que parece não sofrerem, sendo sempre filhos ou membros dessa inenvelhecível e eterna Mãe-Natureza, de amor ou harmonia por nós incompreendidos, apesar de por muitos desejados.
Quanto à sua foto, acho que exteriormente resplandece luz poética e filosófica, imaginação, sonho, utopia de transmutação ou evasão da humana prisão, mas também alguma terrena realista tristeza, tudo mormente se exalando do seu olhar, vindo do fundo de si.
Um abraço, Maria João.
Mírtilo
A minha amiga será sempre tudo o que quiser, porque nós somos aquilo que a nossa imaginação queira.
EliminarEste soneto está invulgar mas muito bonito, está cheio de fantasia, mas também de esperança e de uma grande força de vencer os "demónios e a minha amiga vai conseguir porque a sua vontade de vencer é muito grande. Um grande abraço
Caramba, meu amigo poeta! Sinto-me desvanecida com uma crítica destas! Desvanecida e retratada... sem ser em auto-retrato. Só em relação ao cometa é que os nossos "imaginários" não coincidem lá muito... não o vejo como "sujo" nem "horrível", de forma nenhuma. Para mim é um dos mais belos astros que existem e está ligadíssimo à figura do meu avô poeta, o António de Sousa. Claro que é um astro mais humilde do que uma estrela... sabe que passa, que tem um fim, enquanto a estrela "imagina" - no meu imaginário - que permanece. Depois também é um astro teimoso, como eu. Volta quando os olhos humanos já o haviam esquecido... volta assim, sempre de passagem, mas deixa, dessa sua passagem, uma das mais belas coisas que se podem oferecer: a memória da luz. Representa... está simbolicamente ligado aos afectos. Talvez não aos seus, mas aos meus está, de certeza absoluta. É como os cogumelos que, para a maioria, simbolizam o veneno e, para mim, o colorido da floresta imensa. Como a cor - ou a ausência dela - negra que vai simbolizando o luto e que para mim representa um traço de firmeza e vontade.
EliminarAbraço grande.
Vou conseguir, sim minha amiga! Tenho-vos a vós, tenho os meus traços e poemas e o amor incondicional dos meus companheiros de quatro patas... pode lá estar-se mais bem armado? :)
EliminarUm grande abraço!
Olá Maria
ResponderEliminarAqui estou para ler teu soneto. Li e gostei muito.
Queria ser...
Só o fato de querer já foi por milésimos de segundos, pois nos transportamos do real ao imaginário.
É foi isto que aconteceu comigo e já não estava percebendo a razão e a ilusão. Agora posso pensar que por alguns momentos ainda sou razão e quero estar nela.
Já quis ser tanto e tanto. Ja fui tanto e tanto, mas no momento quero ser eu própria, a Vera. E é por este motivo, por tê-la como uma pessoa que sempre está a ler-me e comentar, venho avisá-la que meu blog estará privado por prazo indeterminado.
Nada de maldade, acredito no momento que é um ato até de bondade, para mim e para muitos. Não sei porquê, só sinto que devo fazer isto.
Assim que estiver melhor psicologicamente, voltarei e será a primeira a saber quando voltarei.
UIm grande abraço.
Ps. Sua foto está ótima. A aparência a mostra uma pessoa que transmite desconfiança, mas com muita luz e paz.
Obrigada, amiga. Há muitas viagens que teremos de fazer sozinhos e eu entendo bem essa tua decisão acerca do teu blog. Obrigada por teres tomado essa decisão de me avisares quando sentires que chegou esse momento.
EliminarQuero, mesmo do fundo do coração, que tudo corra bem com tudo o que te rodeia. As aulas, o trabalho, os sonhos, tudo, tudo...
Um grande abraço para ti!
Oi Maria
EliminarAqui estou, apenas uma leve passagem pelo teu blog, pois daquele momento em que relatei que privaria, tive de o fazê-lo.
Foram muitas coisas estranhas que aconteceram comigo, impossível de descrever em um comentário, o que posso relatar que tive e ainda tenho sensações estranhas (premonição talvez?); não sei explicar, só sei dizer o meu sentir e no momento estou melhorando. Tive por um período um tanto debilitada, apática, sem vontade de nada, nem mesmo ler, com medo de sentir novamente coisas estranhas como senti naquele dia...
Prefiro não falar do assunto. Estou em tratamento com um excelente proficcional e com as mesma idéia filosófica que a minha.
Medicamento, apenas um. Agora quanto a gripe que tive a medicação foi maior. Hoje é um dia que pude vir aqui neste teu espaço, lembrando que ainda vivo, mesmo quando senti a morte.
Espero que com você esteja a correr tudo bem.
Quando as poesias, estou proibida de as escrever, nem aqui diretamente no virtual e também no caderno, nele, no caderno fiz apenas mais 2 poemas, nada mais.
Agora tudo é ao meu outro tempo que nunca tive, ou seja, a calma. Sempre fui movida a pressa e agora ela não existe mais. Agora sou eu quem digo "O Tempo é Meu Amigo". E quero ter este meu tempo, lento. Está difícil, mas é uma nova etapa na minha vida, um novo recomeço, uma nova alvorada.
Grande abraço
Vera.
Recebi o teu outro comentário antes deste. Tiveste um período de grande depressão, com certeza, e a gripe não deve ter ajudado nada. Sei como é difícil. Eu também tive uma longa depressão numa situação de stress pós traumático, aqui há uns vinte anos atrás. Sentia-me exactamente como tu descreves, no início.
EliminarFico contente por estares serena e por teres encontrado um médico com quem pareces entender-te muito bem.
Um grande abraço.
Mª. João
ResponderEliminarFoste tudo,
Luz e sombras
e esse amor
que ainda és...
Linda a forma como dizes!
Mª. Luísa
Minha querida amiga, é mesmo assim que me sinto. Agora vou ter de sair do CJO, mas volto para acabar de responder aos comments e visitar esse teu último poema que eu vi de corrida e que hoje quero ler muito demoradamente.
EliminarUm grande abraço!
Mª. joão
ResponderEliminarMe parece que tua foto me transmite, aceitação, um pouco triste...
Mª. Luísa
Em relação à foto, não sei que te diga, amiga... a maioria das pessoas acha que eu tenho um olhar muito triste, mas eu não me sinto assim senão muito esporadicamente. Agora que sou pessoa para ficar minutos, longos minutos, de olhos perdidos no infinito, ah, isso sou! Mas sou assim desde muito pequenina... há quem se engane redondamente e pense que eu estou muito triste exactamente quando eu estou mais feliz. Esses momentos "de olhos perdidos no infinito" antecedem sempre momentos de criação e é apenas na criação que me sinto plenamente realizada... até surgir um novo momento de criação em que me volto a perder para me encontrar.
EliminarAgora estou no C. Paroquial. Ainda deu para vir até ao computador antes de servirem o almoço...
Bjo!
Mª. João
EliminarTalvez essa tristeza, não seja tristeza, tu o
dizes e eu acredito, mas apenas descansar
e caminhar para outro lugar.
Mª. Luísa
É isso mesmo, amiga! E tu descreveste-o lindamente neste teu último poema! Entendes? Claro que sim, tu entendes!
EliminarAbraço GDE!
Mª. João
EliminarEntendo sim, minha amiga, entendo!
Mª. Luísa
:) Tinha-me "escapado" esta tua resposta... desculpa, amiga!
EliminarObrigada por responderes.
EliminarTambém não passou despercebida, para mim,
o problema dos dinheiros e da internet.
Vamos aguardar com calma o que se pode,
ou não, passar!
Bºs. Mª. Luísa
Acredita que estou mesmo muito calma. Se assim não fosse, não estaria aqui, a "poetar" e a manter o "rumo do meu navio"...
EliminarUm grande abraço, minha amiga!