NOS OLHOS DELES
Já vi, nos olhos deles, a solidão
- na lágrima um poema a marinar… - .
Já vi, nos olhos deles, aquele pesar
De quem, no fundo, quer pedir perdão.
Apontei o olhar na direcção
De outros olhos dif`rentes no pensar,
Vi lágrimas em vez daquele olhar
Que os olhos que são deles tinham, então.
Já vi, nos olhos deles, o brilho imenso
De quem ousa sonhar, ir mais além,
De quem já exp`rimentou, um dia, a morte.
Nos olhos deles vi tudo o que não penso,
Vi tudo o que pensei e vi também
Que os meus partilham sempre a mesma sorte.
Os olhos deles dizem tudo...sempre. Basta saber olhar.
ResponderEliminarBeijinhos
Olá Fá! É verdade, os olhos deles falam, falam, falam...
EliminarUm grande abraço!
Olá Maria João,
ResponderEliminarAlé de seres uma verdadeira poetisa, conheces muito bem o ilhar dos gatos.
Giostei de ver e ler.
Cumprimntos,
Carlos Alberto
Olá Carlos! Hoje faço-te uma visita! Ando a comprar tempo ao tempo e só lhe posso pagar com esta dedicação à poesia e aos animais... tenho de conhecê-los bem! :)
EliminarAbraço grande!
Sim, basta saber olhar, para entender tanta coisa, no olhar de um animal, ou mesmo num ser humano.
ResponderEliminarAbraço amiga Maria João
Casimiro Costa
Olá, meu amigo Poeta! Os animais têm sido grandes mestres para mim, ao longo de toda a minha vida. Os seres humanos não estão excluídos deste poema. Afinal de contas todos nós somos animais e eu não aceito aquela conotação negativa que o ser humano costuma utilizar para insultar outro ser humano, chamando-lhe "animal". Não aceito mesmo.
EliminarHoje o gabinete do CJO vai estar cheio, com um grupo de jovens... tenho pouco tempo para estar online neste gabinete, mas tentarei voltar através do atelier de informática do Centro Paroquial.
Até já!
Porque os olhos são o espelho da alma...
ResponderEliminar:)
Fica bem
Olá Catarina Portela! O Poeta Casimiro já me tinha falado de si e eu dei uma espreitadela ao seu blog. Infelizmente tenho pouco tempo livre para as visitas, mas é sempre bom conhecer os poetas que navegam em rumos paralelos.
EliminarUm grande abraço!
ResponderEliminarMeu Deus, vou chorar! Não posso passar sem encher os meus olhos de lágrimas.
Linda a imagem!
Lindo o soneto!
"Nos olhos deles vi tudo o que não penso"
Através dos olhos deles eu amo o mundo!
Beijos,
Maria Luísa
E é verdade, amiga. Quantas vezes eu vejo o mundo através dos olhos deles... e amo, ainda mais, este mundo, também através dos olhos deles.
EliminarVoltarei mais tarde. Este gabinete vai encher-se de estudantada e eu tenho de ir para o C. Paroquial, não tarda nada.
Abraço grande!
Boa noite Maria João, que soneto tão cheio de Amor e que imagem tão bonita, é do seu gatinho?
ResponderEliminarQuem é que resiste a este olhar
Tão cheio de Amor e de carinho
Até apetece dar beijinho
E pegar ao colo e abraçar.
Abraço para a minha amiga também
Obrigada pela linda quadra, minha amiga. Não, este olhar é de um gatinho que eu encontrei no Google... estou com acesso condicionado às imagens e, daqui, não consigo aceder ao meu álbum de fotos do sapo...
EliminarUm grande abraço!
ResponderEliminar"Arca de Noé"
Somos todos como pequenos peixes neste grande mar da vida
Quase não seguimos a propria rota e nem sabemos nadar
Somos pequenos peixes e até gostamos de andar aos "mergulhos"
Sempre movendo as barbatanas lá sobrevivemos ao mar da vida
Somos todos como pequenos pássaros no céu do nosso universo
Não nos deram grandes asas mas consideramo-nos levezinhos
Aguentando os contra-ventos dos "pássaros grandes" quando batem as asas
Somos imprevisíveis e velozes e lá vamos sacudindo as "penas"
Somos todos leões e Clown`s deste espectáculo comum
Andamos sujos e limpos, somos cordeiros e féras
Somos todos lobos neste bosque da sobrevivência
Somos um "bando á espera" de uma dentada num caçador
Somos bestas e cordeiros neste circo geral
Todos nús e vestidos, todos livres e presos
Somos os animais deste planeta
Um bater de asas e um abanar de cauda
Gaiola aberta...... gaiola fechada
Bêjuuuuuuusssssssssss
Caramba, Free! Que belo poema tu ofereceste à poeta! Muito e muito obrigada! Neste momento não tenho muito momento para estar online... avisaram-me de que estaria a chegar um grupo com marcações que iria necesitar de todos os computadores... mas, se tu me deres licença, gostaria de public´+a-lo inteirinho no premiosemedalhas. Afinal é uma prenda que tu me deste! Posso?
EliminarAbraço grande!
Poetaporkedeusker:
ResponderEliminarOlá! Desejo que os deuses lhe ponham novamente a anímica luz de alegria que parece andar a querer perder.
Muito bom soneto este, «Nos olhos deles», dedicado aos animais de estimação, embora não o sejam para muita gente. Vê-se que sente profundamente o que é ou foi ter um destes animais, concretamente, no caso do soneto, sua saudosa gatinha, ou então sua igualmente saudosa cadelinha. Realmente, nos olhos deles nós vemos, isto é, sentimos mais do que vemos, um espírito simples, tão diferente do dos humanos, ainda assim capaz também de chorar sem se ver e de pedir perdão sem um som exalar, de ser solidário com o dono, quase até de morrer com ele ...
E este considerado inferior complexo sentimental em relação aos humanos, que se agridem e ofendem, humaniza um pouco mais as pessoas, se sensíveis e atentas, e «os olhos deles» são como olhos de pessoas simples e agradecidas e capazes de tudo fazer em dedicação a alguém que lhes tenha feito bem.
Um abraço.
Mírtilo
Um abraço também para si, meu amigo. Ainda tenho, lá por casa, muitos olhares desses... ainda tenho esse privilégio. Obrigada por entender tão bem "Os olhos deles". :)
EliminarEu também gosto muito destes teus sonetos
ResponderEliminarmais melancólicos, sabes que a poesia assim me atrai mais?! Gostei especialmente deste.
Tenho um , lindo amarelo, ternurento, onde eu estiver, ele está, é muito meu amigo.
Amiga então onde está esse bemdito Pã, gostava de conhecê-lo.
Nada de desânimos amiga, beijinho
natália
Vê lá tu que só agora cheguei a este teu comment... já viste o rapaz, já conversámos sobre isso, já rimos e sorrimos... enfim. Ando meia tonta com este saltitar de Centro em Centro...
EliminarBom fim-de-semana, amiga!