PÃ E A GRAVIDADE DA MAÇÃ VERDE
Revejo-te nos olhos de ninguém.
Das saudades, se existem, nem memória…
Terás, decerto, criado outra história
E eu, sozinha em mim, vivo-a também.
Sobrevivi à morte e fui além.
Passados uns anitos de vã glória
Por cômputo final, tenho a vitória
E a certeza de, agora, ser alguém.
Eu meço a vida noutros decibéis!
Sou a cópia de Pã com sua flauta
Numa floresta-mãe por inventar.
Desvendo os meus mistérios em papéis,
Dispenso os improvisos de outra pauta,
E vivo do que só eu sei criar…
Lindo como sempre amiga.
ResponderEliminarDe si já não se espera outra coisa.
Um abraço.
Casimiro Costa
Sabe, poeta amigo, eu tenho consciência de que uns sonetos são, realmente, melhores do que outros. Que há dias em que estou muito produtiva e outros em que os sonetos nascem devagarinho... quase que tenho de os induzir, de escolher, conscientemente, as palavras... penso que isto também se deve passar consigo e com a esmagadora maioria dos poetas. Mas é assim a poesia e também os que me lêem se identificarão mais com uns do que com outros. Há muita coisa química na poesia... ou alquímica, não sei bem...
EliminarAbraço grande!
por mais que eu leia a sua poesia nunca me canso...eu tenho o meu blog de poesias mas sei que são muito mais simples«como eu»,não sou pessoa estudada,mas adoro poesia...se quiser perder um pouco do seu tempo , o me endereço é...rosacosta1964blogspot.com...desde já obrigada, vossa ademiradora, rosa costa....beijinhos
ResponderEliminarIrei ver o seu blog com todo o prazer, Rosa. Não acredito que vá perder tempo... tenho ideia que vou mas é ganhá-lo :)
EliminarUm abraço grande!
..vim deixar-te um beijo. Sim um beijo. Daqueles.
ResponderEliminarDizer-te que tento ir mantendo aberta a janela e ir olhando para fora.
Ver-te , ler-te é um prazer.
Saber-te bem, uma alegria.
Flor.
Minha Flor! Abraço daqueles! o Centro vai fechar... vol~to amanha!
EliminarAgora é que já tenho um minutinho para te responder! Ontem penso que atropelei as letras todas, com medo de ficar fechada no Centro Paroquial... é que ninguém vai ao atelier de informática e eu trabalho muito sossegadinha... todos se esquecem de que eu estou lá e, às vezes, até eu... o pior é que o sr. Martins fecha as portas à chave quando sai e eu corro mesmo o risco de passar uma noite sem cama nem casa de banho... e os meus meninos, coitados, que estão habituadíssimos às rotinas de todas a minhas noites, haviam de passar fome e assustar-se muito! Na! Não convém que eu arrisque tanto... vou começar a levar despertador comigo! :))
EliminarBjo GRANDE!
Boa noite amiga, estes dois últimos sonetos são maravilhosos, que bela inspiração anda por esses lados.
ResponderEliminarParabéns, um grande abraço.
Obrigada, minha amiga! Têm sido uns dias produtivos, têm. Pelo menos em termos de criatividade.
EliminarUm grande, grande abraço!
Poetaporkedeusker (Maria João):
ResponderEliminarSoneto lindo, formalmente algo singular, pelo menos nas palavras, soneto de cômputo ou balanço do passado, para em seguida, com algum ânimo, ainda assim com alguma tristeza também, enfrentar o presente, sobretudo vivendo-o em criações poéticas (sonetistas) no papel, em que espelha ou derrama seu espírito, como se um mundo fosse, o seu (principal) mundo.
E sendo cópia de Pã com sua flauta, seu escrito mundo é natural música poética, que, no entanto, ao invés de panicamente assustar, tanto cativa.
Se Ceres, fértil, e Pã, de flautas maviosas,
em agro ou serra dessem paz de vida
à minha alma que em dor se esvai ferida,
fugiria às técnicas asquerosas
de urbes sem alma e feição poluída,
.....................................................
Um abraço.
Mírtilo
Obrigada, meu amigo Poeta. E obrigada, também, pela estrofe com que honrou este meu poetaporkedeusker. Às vezes pode parecer que estou a exagerar, mas é-me importantíssimo manter este meu pequeno mundo à tona, sobretudo num momento em que ele ficou tão desfalcado pela morte de tantos elementos ( a Lupa, a ET e a Minerva) e em que se avizinha a guilhotina-financeira. :)) Para não dizer que ainda tenho muito presente esta minha última grande crise.
EliminarVou andar em torno do meu umbigo por algum tempo... é curioso... houve um momento em que me fartei de tirar fotografias a mim mesma, com a webcam do 2008. Era como se quisesse ter a certeza absoluta de que ainda existia. Eu, no dia a dia, nem me lembro de olhar para o espelho... :))
Um abraço!
Poetaporkedeusker:
EliminarAté há pouco tempo, parecia-me uma pessoa optimista, alegre, a querer tirar da vida o máximo de bom que ela pode ter, tanto mais que havia passado por muito maus bocados. Agora, porém, nos dois últimos comentários e sobretudo neste, até no soneto acima, «Pã e a gravidade da maçã verde», parece-me algo desanimada, algo triste, algo com menos esperança e menos alegria, menos colhedora das delícias da vida ...
Vá lá, não enfraqueça, não deixe seu espírito desanimar perante a vida ... Torne a ser o que era e a viver de espírito erguido como antes.
Quanto à estrofe (quadra) que lhe citei acima, de um soneto meu, escrevi-a de cor e saiu errada, embora faça sentido. Um dia postarei o soneto completo, principalmente pensando em si.
Um abraço.
Mírtilo
Obrigada, meu amigo. As coisas materiais ainda têm o seu peso, sobrtudo quando são de um impacto tal que pode quebrar a nossa relação com o elemento "casa", tão importante para mim e para a maioria dos seres humanos... não quero e não vou entrar em pormenores. Digamos que qualquer pessoa na minha situação já teria, provavelmente, dado um tirinho nos miolos, ou qualquer outra coisa no género... assaltar um banco seria outra hipótese, mas eu juro que não me sinto nada atraída pela ideia... :)) levemos isto na brincadeira, pelo menos enquanto eu posso brincar. E nada de pensamentos escabrosos! Estou entre a espada e a parede, mas não fiz nada de grave... não roubei ninguém, não assaltei ninguém, não insultei ninguém - tanto quanto me lembro... - , não matei ninguém, etcoetera... :))
EliminarAbraço grande. Fico à espera desse soneto!
Como és tu cópia de Pã se ele é feio e tu és linda? Igual a ele só se fôr na musicalidade das
ResponderEliminartuas poesias, ou então tens como ele o dom de multiplicares cada vez mais o número belos sonetos. Lindos, mais é impossível amiga.
beijinho
natalia
Obrigada Natália! Obrigada pelas tuas palavras sempre tão cheias de carinho. Achas o Pã assim tão feio? Eu sempre tive uma certa simpatia pela representação dele... acho-o engraçadíssimo com aqueles seus pézinhos cascudos... :))
EliminarNão ligues, hoje estou tonta de todo!
Bjo gde!
Olá amiga João. Parabéns porque continuam em grande forma. O grande inventor de vinhos, Abel Pereira da Fonseca, Disse um dia aos Filhos: Se um dia acabar a água no Tejo, não se esqueçam, que de uvas também se pode fazer vinho. Tu amiga, Á falta de melhor, até o grande piterpã te serviu de inspiração. Parabéns por isso. és a maior mesmo sendo pequenina. Um grande abraço deste amigo Eduardo
ResponderEliminar1,60m de pura teimosia, para ser muito exacta... :)) Este Pã sempre me cativou... a nossa amiga Natália acha-o feínho, mas eu acho-o engraçado, que queres?
EliminarAbraço mt gde!
Gostos não se podem discutir, mas eu também o acho muito simpático. Abraço Eduardo.
EliminarPois também eu! Lá por ser um deus da mitologia grega não tem o infeliz de ser condenado!Bem , parece que assustava os lobos e, nisso, não estou de acordo com ele... mas ele é de um tempo em que os lobos ainda não estavam em extinção... :))
EliminarOlha, a nossa amiga Natália foi arranjar maneira de nos pôr aqui na brincadeira com o pobre e velho Pã...
Tenho de estar atenta às horas porque o centro está quase a fechar...
Sabes o que é? A Amiga Natália pensa que nós somos reformados como ela e que por isso temos todo o tempo do mundo mas ela está enganada, as outras pessoas também precisam de ter tempo. vá ri-te lá um bocadinho para ver se isto tem garça senão fica murcho. Abraço Eduardo.
EliminarEstou a rir, estou a rir! A Natália é um amor, como todos vocês! E eu ainda hei-de ir ao Google procurar uma representação de Pã em que o consiga achar feio...
EliminarQueres um conselho? Não vás, que não há. Abraço Eduardo.
EliminarTem de haver! A verdade é que ele tem umas patinhas de bode... mas eu acho engraçado... agora é que não sei se dá. Ainda me fecham cá dentro e isto nem tem casa de banho... não convém nada! :)))
EliminarMas ainda vou tentar... até já!
Já encontrei duas representações bem jeitosas e roubei-as do Google... se puder, publico-as amanhã no montanhas... bem sei que é um deus pagão... muitíssimo Pagão, mas é uma representação interessantíssima. Uma é uma estatueta de bronze que o representa muito jovem e que data de cerca de 300AC, a outra é mais recente e já lhe dá um arzinho mais maroto... amanhã vês!
EliminarAbraço grande!
Olha amiga se te fecharem aí dentro é da forma que amanhã podes começar mais cedo a postar. a casa de banho é onde nós a improvisamos. Bem olha que eu estou a brincar, tu vê o que fazes, não vás por mim, que te podes dar mal. Abraço Eduardo.
Eliminar:))) Ai dava mal, dava! No dia seguinte seria, no mínimo, excomungada! Estou a brincar, mas acho que os meus amigos gatos e o Kico não iam gostar nadinha de passarem a noite sozinhos e com fome... :))
EliminarAbraço grande!
Tudo se passa aqui sem eu ter dado por isso, com que então só eu é que sou reformada e então os netos? Quem trata... à pois é.... o tempo não é muito, tenho que começar a reduzir a conversa porque senão não dou conta. Olha amiga continuo a pensar que o tal Pagão é feio então ele não é chifrudo?
EliminarAi valha-me Deus, não me digas que há outro.
Eu já vou dar uma volta, mas li num romance qualquer que ele era feio.
Tá bem tu e o Eduardo desta vez conversaram sem mim e agora atrasada, já não tenho com quem refilar.
Um beijo aos dois
natalia
:)) já me fizeste rir outra vez, Natália, com essa do chifrudo... eu continua a achá-lo engraçado com chifres e tudo! Claro que era mais bonitinho na representação infantil... mas olha, não se pode ter tudo! Ele tocava tão bem que parece que a própria Afrodite andava toda embeiçada por ele! :))))
EliminarBjo gde!
PS -Nem quero acreditar que isto está quase a fechar e eu vou ficar dois dias sem acesso!