AMORES E DESAMORES

 



A tua face hermética e segura,


O teu vulto elegante e decidido…


Desculpa ter brincado e ter-me rido,


Ter-te feito passar por tal figura!


 


Um dia, no passado, - que loucura!


Quando te via ao longe e, distraído,


Passavas e ficavas entretido


A olhar-me sem ponta de ternura…


 


Ai, esse tempo de menina e moça!


Era olhar-te e pasmar, sonhar contigo


Num somatório absurdo de promessas,


 


Mas hoje é só de mim que faço troça


E tu, se acaso foste meu amigo,


Podes troçar também, antes que esqueças.


 


 


 


Maria João Brito de Sousa - 13.08.2009


 


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Maria João como eu a "invejo" é só pegar nas teclas e zás, lá sai um poema.
    PARABÈNS BJS

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    1. Agora tem sido assim, amiga, mas quando estava pior... não dava para escrever nadinha.
      Um beijinho grande!

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  2. Olha amiga. Eu quero fazer-te uma pergunta, mas não me mintas. Tu sonhas e a seguir teclas ou Tens um gravador de sonhos? Por isso tu tens tantos blogs. Assim não custa nada. Mas vou-te dizer, se deixares um blog. um dia não deixes o mais novinho, deixa-o viver que ainda é uma criança. Abraço. Eduardo.

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    1. Tens razão. O pobre do contra-sensual é, ainda, um menino... e agora é que eu me lembrei! O Sapo que se livre de me vir pedir impostos sobre a minha prole! Está cheio de sorte de eu não lhe pedir abono de família! Caramba... esta devia ter saído no contra-sensual
      Abraço grande!

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    2. Olá amiga João. Só tu para me fazeres rir sozinho feito tonto. Essa é muito boa. Sim senhor, abono de família. Era uma ideia, eles andam sempre a recomendar que um blog só é pouco. Que sabe o abono resolvia o problema. Um abraço. Eduardo.

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    3. Pois olha que é mesmo uma excelente ideia!!!
      Podíamos fazer uma manif e tudo! :)))
      Abraço grande!

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  3. Olá Maria João, porque será que quando gostamos de alguém fazemos "troça" ou fingimos que não estamos interessadas, mas lá diz o ditado "Quem desdenha quer comprar" e ao longo da vida vamo-nos lembrando desses belos tempos em que tudo era permitido e que acabava por dar tudo certo.
    E como essas lembranças dão tão belos sonetos . Um grande abraço.

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    1. Acredita que eu nunca fui assim? Estou a ser muito, muito sincera, minha amiga. Este soneto foi escrito a partir de um momento de ficção. Talvez tenha "pegado" numas coisitas que li e pus a personagem a dizer isto. Mas, de alguma forma, senti alguma afinidade com esta postura, sem dúvida nenhuma.
      Um grande, grande abraço!

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  4. bonito o poema , como todos.... bacipo.

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    1. Ó Peter... acredita que só hoje descobri este comment velhinho? Eu faço os possíveis por não deixar passar nenhum comentário sem resposta, mas este passou mesmo...
      Bacini!

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