AS MÃOS DO VELHO POETA

 


 


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Nessas mãos intocadas, intocáveis,


Retalhadas por longos sulcos fundos,


Desenham-se as promessas de mil mundos


Sobre a ausência de afectos mais duráveis.


 


Há medos, nessas mãos, há insondáveis


Abismos que prometem ser profundos,


Segredos dos mais duros, mas fecundos


Projectos, ambições, sonhos prováveis...


 


São essas mesmas mãos, assim magoadas,


Tão cobertas de rugas e memórias,


De tudo tão vazias, `stando cheias,


 


Que se erguerão, embora decepadas,


Para se revelarem nas mil glórias


Das mais surpreendentes epopeias…


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa, 2.08.2009 - 14.08h


 


(reformulado - Setembro, 2016)


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. um soneto sempre que puder, boa ideia !!
    e rápidas melhoras !!!!

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    1. Olá Peter! Já não posso prometer um soneto por dia... não tenho acesso online durante o fim de semana...
      Obrigada e bacini!

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  2. Bonito soneto como sempre.
    Bom fim de semana e que a sua visita ao hospital tenha corrido bem e que tenha tido alguns resultados.
    Um abraço e as melhoras

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    Respostas
    1. Olá minha amiga Idalina. As análises melhoraram um pouco, mas terei de voltar na 4ª feira. Gostei muito da equipa do hospital de dia de especialidades médicas. Foram de uma extrema simpatia e cuidado!
      Um abraço grande!

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  3. Lindo e triste este poema.

    Belo e de louvar, como sempre!

    As melhoras,

    Mª. Luísa

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    Respostas
    1. Olá, amiga Maria Luísa. Desculpa-me só agora te responder a este comment. Estou mesmo muito lenta e parece que o cansaço físíco acaba por interferir com o nosso desempenho intelectual. Vou agora ver o teu novo poema.
      Um grande abraço!

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    2. Mª. João

      Já te respondi no m/ blogs.

      podes escrever um soneto, em resposta, ao m/ poema "Abandonados?"
      Sei que sentes e depois de leres o que escrevi
      no m/ blogs, dá.me a tua força de sonetista,
      amante dos animais.

      Possa Deus ajudar-te!

      Maria Luísa

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    3. Sai já um soneto aos pobres abandonados da Serra da Arrábida! Não sei se ainda o consigo publicar hoje, mas já deixei uma chamada de atenção no premiosemedalhas e um link de acessoao teu blog na reedição do post de hoje.
      Vou fazer o que puder, amiga!
      Até já!

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