MEMÓRIA DESCRITIVA II
Aquele aspecto estranho e desconforme,
Aquele face magra e enrugada,
Aquele rictus de quem está cansada
Da vida que parece sempre enorme…
Aquelas mãos de dedos calejados,
Retorcidos do muito que fizeram,
Os olhos afundados que lhe deram
Os dias e as noites descuidados.
Aquele estar ali e nunca estar
Aonde o corpo fica a descansar,
Porque a mente descansa noutro espaço,
Aquela imprecisão de só sonhar,
Aquela estranha forma de falar
Compondo a própria voz do seu cansaço.
Imagem retirada da internet
Que lindo... Não sei mais o que dizer.
ResponderEliminarBeijinhos
Que lindo soneto, este faz-me lembrar o que vamos ser daqui por uns anitos se Deus quiser, só espero que não nos falte inspiração, porque tudo o resto é o normal desgaste duma vida e dum caminho onde fomos encontrando todo o tipo de contratempos.
EliminarUm grande abraço e um beijo também da Joana
:)) Não diga mais nada, Fá. Já fico muito contente com as vossas visitas num momento em que toda a gente está de férias.
EliminarBeijinhos.
Um abraço também para si e um beijinho para ela. Hoje estava a ver que não chegava cá... é sempre assim; cada vez que tenho de ir ao hospital, fico uns dias que parece que fui atropelada por um camião... e agora ainda vai ser pior porque vão começar as consultas das especialidades :(
Eliminarforça amiga , tudo se recompõe e com sonetos destes até pareced que nada está descomposto....bacini.
ResponderEliminarEstá "descomposto", está, amigo. Eu é que sou teimosa e continuo a postar, mas estou meia morta :(
EliminarBacini!