MEMÓRIA DESCRITIVA

 



 


Era azul, como o mar… ou mais ainda!


Suave e tão lento quanto a lentidão,


Desenhava-se, ao fundo, um vulto vão


E paisagem de fundo era tão linda…


 



 



 




A outra veio vê-lo. Era bem-vinda.




Destacava-se, enfim, da multidão


Como se fosse a própria solidão.


Aquela que, ao chegar, nunca se finda…


 



 



 




Era melhor assim! Tanto melhor




Se desfrutava, assim, da própria cor,


Se sabia ser lá que pertencia…


 



 



 




E, sobretudo, não sentia dor




Nem jamais encontrara tanto amor


Como encontrou na luz que então se via.



 


 


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Que lindo soneto e que linda imagem, que parece ser do Sol, ou será que estou enganada, sela qual for é muito bonita. Até logo

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    1. Obrigada, minha amiga Idalina. Eu, agora, estou muito triste e com um sentimento de culpa que não faz bem a ninguém... quando fui a casa dar o almoço ao Pepe, ele não estava na transportadora. Corri a marquise toda à procura e acabei por descobri-lo na cama do Kico, sem cabeça. Não sei como foi possível ele escapar-se da transportadora! O intervalo entre a entrada e a parede não excedia dois milímetros! Estou mesmo muito triste, desculpe-me. Mais valia tê-lo deixado na estrada! Coitadinho dele. Nem chegou a ter tempo para aprender a voar...
      Um grande abraço e desculpe-me este desabafo todo.

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  2. Olá amiga João. Olha minha amiga. Li, gostei e adicionei. É mais um lindo poema, daqueles que só tu sabes construir, parabéns. Abraço Eduardo.

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    1. Reparaste como ficou? Não sei porquê, não consegui endireitá-lo... ficou com uns intervalos enormes! Paciência. Obrigada por teres adicionado.
      Abraço grande!

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    2. Olá amiga João. Os intervalos grandes é da formatação ter os espaços muito largos, mas também não te convém, estares a mexer ,já que o p. c. não é teu. não tem mal nenhum. Abraço Eduardo.

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    3. Pois! Ele não me deixa mexer-lhe, por muito que eu queira... essas coisas só podem ser feitas pelo administrador... mas os outros têm estado mais ou menos. Enfim... deu-lhe para saltitar um pouco! :))
      Abraço gde!

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  3. Não estejas triste, fizéste o melhor, quem ía adivinhar? Eu compreendo-te, vinha para te dizer que gostei do poema que lhe fizéste e afinal olha também eu fico triste.

    Beijinhos
    natalia

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    1. Não fiques tu triste, amiga. Foi um grande choque para mim, mas é daquelas coisas que, na vida, nos custam mais a aceitar. Ficou-me esta sensaçãozinha funda, funda, de ter sido negligente...
      Um grande, grande abraço!

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  4. De João Pita a 6 de Agosto de 2009 às 00:00
    Minha amiga ... apesar de ser um "blogueiro" algo preguiçoso, para não dizer muito, não deixo de acompanhar com atenção os seus trabalhos e o seu bonito espaço.
    É com satisfação que a sinto recuperada.
    Vou deixar-lhe aqui o comando html que, espero, resolverá o seu problema.

    Um abraço e o desejo de boa recuperação.

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    1. Olá, amigo João! Peço desculpa por ser assim tão ignorante... confesso que não sei o que é o comando hotmail. Ignorante é pouco... devo ser é burra.
      Um abraço e muito obrigada pela visita.

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  5. Oh poeta fiquei tão triste com o teu passarinho. Já me via pô-lo a voar em Monsanto com a Helena. Só tu....sempre a dar colinho...... Beijitos!

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    1. Mas fui negligente, minha Ligeirinha... deveria ter ficado em casa, a tomar conta dele.
      Ainda bem que volto a ver-te por cá!
      Abraço grande, grande!

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