ORGULHOSAMENTE SÓ

 


 



 


Qual dono ou meio dono?! Eu quero lá


Viver a minha vida acompanhada


Fingindo que sou eu, não sendo nada


Nem podendo criar aos Deus-dará!


 


Eu quero lá saber do que não há!


Antes morrer sozinha, esfomeada,


Mas fazendo o que faço. Eu? Enganada?


Não, não estou enganada! É ele quem está.


 


Tudo tem o seu preço nesta vida.


Eu vou pagando os juros do talento


Com este rasto do que Deus me deu.


 


E podem crer que fico agradecida,


Que, mesmo na miséria, eu não lamento


O preço que paguei por ser só eu.


 




Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Olá minha amiga, que grande grito á liberdade!
    Enquanto puder usufruir dessa liberdade aproveite bem, mas não se esqueça que a solidão dói " muito e ter uma mão amiga que nos afague quando estamos em baixo sabe muito bem, mas admiro a sua coragem.
    Um grande abraço.
    Idalina

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    1. Olá minha amiga! Pois foi... este foi mesmo um "grito do Ipiranga". Mas eu sei bem que tenho de quebrar, de quando em quando, esta minha rotina da solidão. Por isso é que me sabe tão bem trocar impressões convosco, ter aquelas reuniões malucas da GATUNGA no cafezinho, brincar com os meus amigos de 4 patas... mas voltar a coabitar com alguém... isso já não ia dar. De certeza absoluta. Conheço-me muito bem e sei que iria, sempre, dar prioridade aos meus poemas, aos meus rabiscos e aos meus animais e ninguém poderia entender isso. Pelo menos nunca ninguém entendeu até hoje. Acabariam por surgir conflitos e eu acabaria por cair na única solidão que me assusta: a solidão acompanhada, a mais terrível de todas as solidões, a que inibe totalmente a criatividade.
      Acredite que sei bem o que isso é.
      Um grande abraço.

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  2. "Mainada". Subscrevo inteiramente...
    Beijos grandes

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    1. Enapá que este foi um daqueles que deve ter nascido de rajada!
      Gostei deste grito de liberdade do EU que há em ti :)

      Beijinhos e parabéns pelo prémio, só hoje é que vi, desculpa.

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    2. :) Obrigada, Fá. Pode acreditar que tenho as minhas fortíssimas razões para "poetar" o que "poetei".
      Beijos grandes!

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    3. Caramba! Estás a falar do prémio "Histórias de Vida"? Acreditas que ainda não tive oportunidade de ver o livro? Pediram-me para o deixar com a Dra. Sofia, do Centro Paroquial e ainda nem o abri... agora o Centro está encerrado para férias e eu terei de esperar por Setembro para poder ler o livro.
      Hoje estou muito contente porque estou a ver o meu template! Penso que já retiraram aquela coisa, o Websense, que não deixava ver as imagens...
      Beijinhos!

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  3. Sermos nós sim, mas amiga a solidão é um dor que dói muito.

    Bjs

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    1. Ah, mas a solidão acompanhada é que é mais dolorosa. E eu preciso mesmo muito de estar muito tempo sozinha para poder criar. Além do mais nunca me sinto completamente sozinha! Tenho os meus amiguinhos de 4 patas, tenho-vos a vocês, faço um intervalozinho, todos os dias, para dar umas gargalhadas na mesinha da esplanada, sinto as pessoas junto de mim aqui no CJO ou no Centro Paroquial... a sério, minha Maria! Eu nunca me sinto sozinha. Claro que me daria jeito ter alguém que me ajudasse nas tarefas de casa que eu já não consigo fazer, mas seria terrível viver com alguém só por essa razão. Acho que me detestaria se o fizesse. Mas gosto muito de ser amiga das pessoas, de ser simpática sempre que puder... enfim, sou um bichito solitário mas não sou anti-social! Sou é muito despistada e distraída... parece que só reconheço as pessoas no contexto em que me habituei a vê-las diariamente e depois faço figura de mal-educada... mas não é por mal. Sou mesmo muito distraída.
      Abraço grande!

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  4. o que posso dizer , mimha amiga ???
    tão complexo e tortuoso é o cordão !!!! bacio.

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