SLEEPING BEAUTY

 



Apeteceu-me agora um malmequer,


Um raio de luar, um céu estrelado,


Um castelo de luz, imaculado,


E um vestido de rendas…de aluguer.


 


Apeteceu-me agora ser mulher,


Suspirar pelo príncipe encantado


Que vem buscar-me num cavalo alado…


Apeteceu-me ser outra qualquer!


 


Para mim, que me sei como me sou,


Antes um sapo numa poça de água,


Antes uma casinha de madeira!


 


Umas calças de ganga e já cá estou!


Não há sonhos reais e nem a mágoa


Fará de mim princesa e prisioneira!


 


Imagem retirada da internet 


 


 

Comentários

  1. Poetaporkedeusker (Maria João):

    Princesa adormecida, ou beleza adormecida, ou princesa prisioneira, não, será antes princesa (ilusoriamente, porque «não há sonhos reais»...) (e) livre, ou será apenas livre (com mágoa)?
    Mais um bom soneto no seu quotidiano deles, como um lema, um objectivo, uma missão...

    Estive um tempinho desaparecido deste mundo ... blogueano, por isso só agora reentrei aqui no palácio da livre «princesa dos sonetos».

    Um abraço.
    Mírtilo

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    1. Livre e sem nmágoa, meu caro colega. Tão livre e tão sem mágoa quanto um ser humano o pode ser, é evidente. :) Peço desculpa por só agora responder. Hoje foi um dia de prisão relativa... consulta hospitalar, claro :) Só agora cheguei ao CJO. É, com efeito, um lema, um objectivo e uma missão, aquilo que faço. Tudo isso somado, multiplicado, elevado a uma potência por descobrir.
      Seja bem-vindo de volta ao universo "blogueano".
      Abraço!

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  2. "Nem os sonhos nem a mágoa fará de mim

    Princesa ou prisioneira"...

    Mas desejaste um malmequer - flor esquecida!
    Repara, ninguém se lembra do malmequer!
    Malmequer esquecido...

    Lindo! Bºs, Mª. Luísa

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    Respostas
    1. Olá, amiga Maria Luísa. Dia de consulta hospitalar e, com o Centro Paroquial fechado para férias, as coisas vão estar muito limitadas hoje, no que respeita a visitas e produção online...
      Um grande, grande abraço!
      PS - Tens razão quanto ao malmequer. É humilde e sempre esquecido...

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    2. Apanha-me, do meu solo, malmequer esquecido,
      Folha a folha lê em mim não sei que sina
      E desfolha-me para teu agrado,
      Para teu agrado silencioso e fresco.
      Uma follha de mim lança para o Norte,
      Outra folha de mim lança para o Sul,
      Outra folha minha atira ao Ocidente,
      E a outra, as outras, o reto de mim,
      atira ao Oriente...

      Sem estar completo e faltar muito, eis Fernando Pessoa,
      falando do malmequer esquecido...

      beijos,

      Maria Luísa

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    3. É tão lindo e leva uma gralha tenebrosa :

      " o resto de mim"...

      "resto" está com gralha, não reparei e estragou a minha intenção mais nobre.

      Maria luísa

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    4. Não vi a gralha, amiga. Muito a sério, nem a consigo descobrir... nem sequer vejo a palavra "resto" no teu comment... mas também estou para aqui numa roda viva, a tentar pôr os emails em dia... não te preocupes. Um erro tipográfico acontece a toda a gente!
      Bjo gde!

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    5. Ah! Agora já vi a tua "gralha"! Tens razão, amiga. É uma daquelas gralhas que fazem sentir a sua presença! :)) Mas nota-se bem que é uma gralha tipográfica. Paciência. Dá para entender muito bem a beleza da mensagem, fica descansada.
      Obrigada e um enorme abraço!

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  3. Amiga

    Já que desejáste um malmequer
    Eu ofereço-te um girassol,
    Não é uma flor qualquer!?
    É flor que que todo o dia
    vive procurando o Sol.
    Mas:
    Se preferires uma rosa?!
    Tens-me sempre aqui à mão!
    Que sou flor orgulhosa,
    Por ser tua amiga e irmã.

    Eu sei que não rima, mas não importa,
    para ti um abraço com todo o meu coração.

    natalia

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    Respostas
    1. Obrigada, amiga! É sempre magnífico ter uma flor à nossa disposição! Hoje estou hiper atrasada, conforme deves ter reparado... fui ao hospital e o soneto de hoje nasceu lá.
      Abraço grande!

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  4. Olá M. João!
    De passagem, aproveitei para descansar meu olhar na sua sempre bela poesia! Abraço grande! António

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    Respostas
    1. Obrigada meu caro António. Estou quase em cima da hora de encerramento, mas vou tentar responder-vos a todos...
      Um grande abraço!

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  5. Mais um soneto de se lhe tirar o chapéu.

    Neste soneto, ao lê-lo veio-me uma frase á mente:

    " a riqueiza que existe na pobreza" ou..." o pouco tem tanto!!!"


    Bêjuuuuuuuu querida Poeta da minh alma

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    Respostas
    1. " e os erros que existem no meu comentario" hihihihi.

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    2. É que existe mesmo, Free! Pode haver muita riqueza na pobreza material... bem, no meu caso isto anda mais para a miséria material :)) e olha que não é exagero! Mas se eu desistisse de escrever a miséria seria a dobrar e eu iria sentir-me completamente inútil...
      Bêjuuuu cumpadre do mê

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    3. Quêrros??? Quêrros??? Isto é xaparrês! :)))

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