UM APELO DA SERRA DA ARRÁBIDA
http://prosa-poetica.blogs.sapo.pt/47471.html
Foram abandonadas nove vidas
Na aridez de uma serra milenar
Que é bela mas que não lhes pode dar
O consolo da água e da comida...
A Arrábida chorou, sentiu-se ferida
Por esses pobres cães que estão sem lar
E pede a quem os possa ir ajudar,
A quem os cuide, a quem lhes dê guarida:
- Nove seres indefesos, vitimados
Por quem um dia amaram com fervor,
Ao abandono, sem terem abrigo...
Venham buscá-los, dar-lhes os cuidados
Que eles merecem, dar-lhes esse amor
Que só lhes pode dar um grande amigo...
NOTA - Este soneto corresponde a uma situação infelizmente bem real. Por favor visitem http://prosa-poetica.blogs.sapo.pt/
Mª. João
ResponderEliminarMuito bem escrito, tal como tu és,
tal como tu sabes. Te agradeço e que Deus
te dê as melhoras.
Apenas um pormenor :
há uma cadelinha nos abandonados que está
Grávida.
Tenebroso!Obrigada pelo teu soneto!
Maria luísa
Não tens de quê, amiga. Vi-me obrigada a ficar´`a espera, na entrada, pois o meu tempo online já terminou. Felizmente alguém saiu e eu ainda consegui vir responder-te. Esperemos, do fundo do coração, que alguém possa acudir a estes pobres animais. O pormenor da cadelinha grávida é, realmente, chocante.
EliminarUm grande abraço!
Dentro de minutos terei de abandonar o CJO por hoje, claro.
Olá Maria João, que belo soneto a servir de alerta para o abandono de tantos animais, e nesta altura ainda é mais grave, as pessoas só se lembram do seu bem estar e esquecem que os animais também precisam de carinho e Amor, e quando vão de férias o destino de muitos cães e gatos é o abandono simplesmente
ResponderEliminarQuando são pequeninos são muito bonitos mas começam a crescer e começam a incomodar e o resultado é este que se vê.
Um abraço e as suas melhoras. Até amanhã
Infelizmente assim é, minha amiga Idalina. Um compromisso com um animal é para a vida inteira... pelo menos é assim que deveria ser, mas sabemos bem que as ruas se enchem de animais abandonados, sobretudo no Verão.
EliminarHoje devo recomeçar os almoços no Centro Paroquial, graças a Deus. Entretanto espero que este nosso apelo tenha dado os seus resultados e que alguém tenha acolhido os pobres animais. A Maria Luísa disse-me que uma das cadelinhas estava grávida... pobres abandonados por quem tanto amaram...
Um grande abraço para si e toda a família e desculpe-me estas ausências ao Linhas e letras. Não tenho conseguido visitar praticamente ninguém.
Olá João
ResponderEliminarLindo poema sobre uma realidade tão dura.
Olha Visita o blog
http://marotoecompanhia.blogs.sapo.pt
é do meu sobrinho e faz-lhe um verso que ele diz que não sabe fazer.
Obrigada Bjs
É mesmo realidade, amiga Maria. Estes cachorros estão mesmo abandonados na Serra da Arrábida. Obrigada por me indicares este novo blog. Vou já visitá-lo!
EliminarUm abraço grande!
gostava de chorar, amiga mas... estou em genova, á quinze dias o governo de berlusconi deixou morrer no mar de agrigento 75 eritreus porque proibiu , por lei, a ajuda humanitária a emigrantes ilegais... e continua a saga de mão dada com a Libia de kadafi!!! Perante a nossa complacência, o nosso silêncio, a quase mudez duma europa que apregoa os direitos humanos e uma igreja praticamente calada !!!!
ResponderEliminargostava de chorar, amiga ...!!! Bacio...
Eu entendo Peter e sei que pode parecer chocante focarmo-nos sobre outras espécies quando a nossa se auto-destrói desta forma... mas eu sou daquelas pessoas que acreditam numa melhoria a todos os níveis e para todas as espécies. Não sei fazer grandes apelos para as grandes causas que toda a gente conhece e deixa passar. Não sou uma pessoa importante, Peter. Fico com as sobras, com as migalhinhas daquilo que até os mais pobres podem fazer e farão quando, enquanto espécie, aprenderem a não abandonar homens nem animais. Acredito que uma coisa é inerente à outra e que estes trabalhitos apagados também têm o seu valor no crescimento do ser humano. De qualquer modo não valeria a pena esforçarem-se por mudar-me... sou assim desde muito, muito pequenina. :)
EliminarSe conhecer alguém que não consiga ressuscitar os 75 emigrantes ilegais mas que possa recolher estes animais, ficar-lhe-ei muito grata.
Bacio!
de modo nenhum estou a criticar o post , se há coisa em que acredite neste mundo é no milagre da vida e isso não é exclusivo do ser humano , é comum na terra, talvez no universo....mas o não cumprimento dos direitos do homem é um sintoma muito claro da desumanização em que vivemos. Se nem os homens escapam á voracidade duma violência irracional, como podem escapar os animais ?????
EliminarÉ verdade, Peter. Há tanta desumanidade por aí... mas hoje aconteceu um daqueles "acasos" que me deixam a alma mais consolada. Uma jovem parou o carro junto ao hospital e, cuidadosamente, foi colocar água e alimentos a uma família de gatos que alguém abandonou entre os pinheiros. Não nos falámos, mas o sorriso que lançámos uma à outra era bem diferente do sorriso casual que se oferece ao estranho que passa por nós. :)
EliminarBacini!
Mª. João
ResponderEliminarQue se passa contigo?
Hoje, segunda-feira, não disseste nada.
Respondi com o poema "Perdi..." ao assunto
do poema "Abandonados".
Já te disse ontem.
Espero que estejas bem!
Com amizade,
Mª. Luísa
Já estive hoje no teu blog, amiga. Durante o fim de semana não tenho acesso à internet e não tenho podido vir da parte da manhã por estar à espera de uma encomenda de uma prima minha, de Caminha. Segundo a informaram nos CTT, a encomenda já cá está desde o dia 4, mas eu não recebi nada. Nem sequer o postal de aviso... não sei o que se passa. Sei é que não posso trazer para casa uma encomenda de dez Kgs e, pelos vistos, é o que me espera. Não sei como irei fazer isto...
EliminarUm abraço grande!