VIAGEM DE UM NÁUFRAGO ENLUTADO
Luar de Lua-nova em que descansa
Um homem que perdeu sonhos de mundo.
Debruçou-se e caiu. Lá foi ao fundo
Sem ter vara de pesca, rede ou lança.
Foi girando em espiral. Que estranha dança
Dançou ao mergulhar no mar profundo!
Não sabia estar sujo e estava imundo,
Coberto de desonra e de abastança.
Depois sentiu-se bem, ficou lavado
De impurezas reais e do pecado
De ter sido banal, inútil, bruto.
Eternidades mil terão passado
E esse homem voltou muito mudado,
Despido do seu estranho, obsceno luto.
*
Maria João Brito de Sousa - Agosto, 2009
Olá Maria João
ResponderEliminarAi que vergonha há tanto tempo que não venho aqui,mas Maria nãotenho tempo.
Beijinhos
Qual vergonha, amiga! Eu sei muito bem o que isso é! Também passo imenso tempo sem te visitar...
EliminarUm grande, grande abraço!