A APOLOGIA DA VITÓRIA

 


 



Amigo, eu nem sei bem o que te devo,


Se te devo, sequer, seja o que for…


Sei que paguei em bagas de suor


Cada alheia palavra que aqui escrevo.


 


Não sei se é nas palavras que me elevo


Ou se nem delas eu posso dispor…


Deixei p`ra outra as asas de condor,


As charnecas em flor, o doce enlevo…


 


As minhas são de pomba ou de albatroz,


Urbanas ou marítimas, modestas…


Breves voos os seus, sem estro ou glória.


 


Trago, no sangue, heranças dos avós


E, ao rir-me nestas horas mais funestas,


Recrio a apologia da vitória…


 


 


 Vitória de Samotrácia - Imagem retirada da internet


 


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Comentários

  1. Lindo Poeta... Nós sim, seremos seus eternos devedores e queremos essas asinhas sempre prontas a voar, sejam elas de pomba ou de condor.
    Beijinhos

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    1. :)) Obrigada, Fá! Farei os possíveis para mantê-las, mesmo sendo modestas... e o que seria dos poemas se ninguém os lesse? Tudo isto é um trabalho de equipa!
      Um grande abraço!

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  2. Olá M. João!
    Por cá a fazer uma visitinha! Aproveito e repouso meus olhos nos seus belos poemas. Saúde! Abraço grande. António

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    1. Muito obrigada, meu amigo António!Fico feliz por tê-lo a repousar os olhos nos meus sonetos!
      Um grande abraço.

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  3. Poetaporkedeusker:

    Maravilhoso soneto, sim, senhora, aliás como sempre, ainda que, como é normal, um possa ser melhor que outro ...
    Soneto em torno dessa clássica obra-prima que é a estátua «Vitória de Samotrácia», mas falando de si, tendo-a como protagonista, identificando-a parcialmente com tal «Vitória», ainda que se diga sem estro ou glória, asas lhe atribuindo (o soneto), admitindo-as até como marítimas e mais se aproximando da «Vitória» (que também foi marítima), finalmente recriando a apologia da vitória («Vitória») ...
    Soneto de boa configuração e estro clássicos. As suas asas são realmente gloriosas. Os meus sinceríssimos parabéns.

    Um abraço.
    Mírtilo



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    1. Obrigada, Poeta Myrtillo. Eu, por vezes, "transporto-me", identifico-me com as aves, mas serei sempre uma ave modesta... uma gaivota do estuário do Tejo, um pombo urbano, um pardalito ou um melro do meu bairro. Tenho uma extrema admiração por essas aves que convivem com o nosso dia a dia e nos vão conseguindo sobreviver.
      A Vitória de Samotrácia, que acompanhou a minha infãncia enquanto pequena reprodução, é de uma beleza extrema. Apenas posso admirá-la, nunca poderia alcançá-la em termos de perfeição.
      Um grande abraço!

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  4. Mª. João

    E a Vitória de Samotrácia no cimo das escadas do Louvre, numa quilha de um barco,
    de asas abertas, prontas a voar.

    Me trouxe lembranças de Paris, onde fiquei
    mesmo em frente do Louvre e no fundo da
    rua a "Opera" passando por Victor hugo.

    Passou uns tempos e lembro, como se fosse
    neste instante.

    Beijos,

    Maria Luísa

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    1. Paris é uma cidade lindíssima, amiga. Nunca lá estive - nunca saí deste meu cantinho... - , mas chegou-me sempre através de livros, de fotografias, de "slides", das narrativas do meu avô e de amigos, das biografias de grandes pintores, etc. Tenho uma costela parisiense, sabes? O meu bisavô, Mestre José de Brito, teve uma bolsa de D. Fernando e foi estudar pintura para essa magnífica cidade. Foi lá que encontrou a minha bisavó, Isabelle Ruffier Toufrelloz, de Brito por casamento. Ele teve um quadro no Louvre durante muitos anos; "Les Martyrs du Fanatisme". Penso que agora está cá, no Museu do Chiado, mas ainda não fui vê-la, no seu original.
      Abraço grande!

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    2. Paris é a Luz das letras e das Artes; incontestável, mas eu já disse, preferir a imponência majestosa de londres, de toda a
      Inglaterra.

      Dei a volta ao mundo
      Não dei a volta à vida!...

      Quantos caminhos percorridos, quantos...

      M^. Luísa

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    3. Entendo, amiga. Até eu, que nunca saí deste "jardim à beira mar plantado", sinto ter percorrido caminhos infindáveis, tanto em termos de espaço quanto de tempo.
      Abraço!

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  5. Mª. João

    Desculpa, olhei a "Vitória" e revivi...

    esqueci de dizer :)

    "Recrio a apologia da vitória..."

    Belo o teu soneto!

    Maria luísa

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    Respostas
    1. Entendi que tinhas gostado, amiga! Fez-te reviver momentos de beleza...
      Obrigada!

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    2. Sim, momentos de grande beleza, pisando a
      calçada de poetas, artistas de todos os géneros e da sua vivência tão mal reconhecida.

      Gosto mais da imponência de Londres, da
      língua e de tudo. Fui muito masis vezes a londres, do que a Paris e aos poucos, tenho dado a volta ao mundo de que tanto falo e
      escrevo.

      beijos,

      Mª. Luísa

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    3. Bom... devo confessar que, embora em minha casa se falasse muito o Francês, o Inglês foi muito mais sentido como a minha segunda língua. Sempre gostei da língua inglesa, da sua sonoridade, da sua musicalidade. Provavelmente teremos ambas uma maior identificação com a língua e os hábitos ingleses.
      Se eu deixar de responder, de repente, é porque está a começar a palestra, não me leves a mal. Vou tentar responder até ela começar!
      Um grande abraço!

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    4. Eu estudei muito mais Inglês do que a língua francesa.
      Adoro séries da BBC e gosto de Londres e arredores.

      Conheço razoável, a Inglaterra e Escócia.

      Já falei e escrevi muito bem inglês, mas a minha perda de audição nos sons agudos (traumatismo sonoro), deixou-me, bastante deminuída no entender quando se fala.

      Daí me dedicar ao escrever! Tenho uma
      audição doente - sou "deficiente auditiva".

      É assim, Mª. João, todos temos os nossos
      traumas.
      No mundo virtual, sou normal!

      Maria Luísa

      Eliminar
    5. Sabes que eu também sinto isso? No mundo virtual existem muito menos limitações! Embora, de vez em quando, até para chegar até ao CJO eu tenha de fazer um sacrifício tremendo, depois de cá estar, sentada, as dores parecem diminuir de intensidade... até o facto de o meu subsídio não ter ainda chegado me parece menos importante... embora eu hoje tenha mesmo de voltar a casa dentro de minutos, para ver se o vale já chegou. Se não tiver chegado, não poderei ir ao hospital, à consulta que estava marcada há cinco meses. Paciência. A minha vida, ultimamente, tem sido um amontoado destas pequenas dessincronizações...
      Abraço grande!

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  6. O vale já chegou. Tive de ir a casa, depois a pé para os CTT e voltei a pé para o Centro Paroquial, para almoçar antes de ir... garanto-te que já me não aguento nas pernas. Eu sei que tenho de ir, mas não sei se vou conseguir... não aguento estas correrias! Não aguento mesmo! Estou mais morta do que viva e só com muita força de vontade não voltei para casa para me deitar um pouco... agora apanhar três transportes diferentes para ir para o hospital, parece-me pior do que o pior dos pesadelos!
    Tenho de ir almoçar! Abraço grande!

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  7. Amiga, só agora pude ler o teu comentário. Farei conforme me pediste.
    Um grande abraço para ti!

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    1. Maria João

      Obrigada por teres feito o que pedi.

      Tudo está esquecido!

      beijos,

      Mª. Luísa

      Eliminar
  8. Maria João

    Obrigada por teres feito o que pedi.

    Tudo está esquecido!

    beijos,

    Mª. Luísa

    ResponderEliminar
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    1. Ainda bem para ti, amiga. Fico contente por estares serena.
      Abraço grande!

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  9. Ainda bem para ti, amiga. Fico contente por estares serena.
    Abraço grande!

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