CONTA-ME..


Conta-me lá dessas segundas-feiras


Que te chamavam pelas madrugadas,


Dessas manhãs das horas empolgadas


A correr pela sala, entre carteiras.


 


Fala das coisas mais aventureiras,


Diz-me das aventuras mais magoadas.


Conta-me lá das provas copiadas


Pelas colegas que eram mais matreiras…


 


Conta-me do comboio à beira-mar,


Das corridas, dos livros, das sebentas,


Dos jogos do recreio, das conversas…


 


Conta-me do que já nem sei lembrar


Porque as horas ficaram muito lentas


E - custa-me dizê-lo… - mais adversas…


 


 


 


Imagem retirada da internet


 


REPORTAGEM ADIADA - A reportagem sobre a ida a Cuba da pequena Ana Carolina, foi adiada para o próximo dia 6, a seguir ao tele jornal da RTP. Vejam-na no programa 30 Minutos.

Comentários

  1. oi poetisa, buona sera. Sempre brava , sempre dolce , sempre activa....sempre avanti...salute e bacio.

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    1. Salute, Peter!
      Vou mantendo a actividade intelectual para compensar a falta da dita em termos físicos... mas gostaria de poder juntar um pouco mais a s duas... :) dolce... acho que sempre fui um bocadinho... quando não estou numa daquelas marés de mau-feitio em que mais pareço um gato assanhado :)) brava... estupidamente brava! Quase suicida, mas sem saber lá muito bem o que fazer para que o entendam ;)
      Acho que me adjectivou muito generosamente, amigo Peter... mas sabe bem!
      Bacini!

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    2. só quero esclarecer que brava é boa, excelente, nesta lingua também latina...bacio e grazzie pela visita.

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    3. E eu pensei que fosse corajosa... está a ver esta desgraça? Mantenho os meus agradecimentos pela adjectivação! Estava mesmo a precisar dela!
      Bacio!

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  2. http://trupe.blogs.sapo.pt/

    Ri-te, Cachopa!
    :)
    Beijinho

    Espero que não te importes por me ter apoderado do teu soneto lol

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    1. Não me importo nada! Até fico toda contente! Bom... já vi que isto hoje está a prometer... o que andará o pessoal da Nuvem a magicar? :))
      Até já!

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  3. Olá amiga

    Belo soneto de lembranças da juventude.
    Como é bom relembrar os bons momentos.
    E melhor ainda vivê-los com intensidade única, pois, os mesmo não voltam.

    Abraço grande.

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    1. Olá, amiga! Acreditas que só sinto mesmo a falta da quantidade de coisas que eu conseguia fazer em pouco tempo? Acho que estou preparada para tudo menos para este desfasamento entre o que vou criando e a incapacidade de o pôr em prática... gasto tanto tempo a tomar o meu duche da manhã... antigamente tomava-o num instantinho e agora tudo se tornou muito mais lento. Mas sabe sempre tão bem recordar certos momentos! É tão bom podermos ir descobrindo como esta ou aquela situação contribuiram para enriquecer o nosso património espiritual! Os livros, as batas, as eternas sebentas que a mim não me duravam nem uma semana porque estava sempre, sempre a rabiscar :))) e os lápis! Lembraste do cheiro dos teus primeiros lápis?
      É um daqueles cheiros que me não saem, mesmo, da memória!
      Um grande abraço!

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  4. Lindo, fresco, belo, a transpirar juventude.

    Tudo aí escreveste! Que bom, minha amiga, escrever assim, de forma tão simples e tão
    difícil.

    Adoro o teu voar por vários assuntos e
    voltar sempre, ao teu lugar...

    Com ternura,

    Maria Luísa

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    1. Obrigada, amiga! São recordações muito, muito gratificantes de um tempo em que o tempo me sobrava... o que agora me vai custando mais, é a lentidão. Sinto-me sempre tão lenta... naquele tempo levava pouco mais de dois minutos a percorrer, em louca correria, o espaço que medeia entre o Liceu de Oeiras e a Estação dos comboios. Faziamos corridas, inventávamos títulos... eu era uma das que corriam mais, mas não tinha muita resistência para as corridas de fundo. Aquele percurso Liceu/comboio era sempre um passeio maravilhoso ou uma corrida ganha. E o que eu adorava aquelas viagens de comboio! Ia sempre, sempre, de cabeça de fora da janela, os olhos postos no estuário do Tejo, a atenção concentrada em cada pormenor da paisagem. Foram muitos anos nisto e nunca me cansei daquelas viagens...
      Um grande abraço!

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    2. Obrigada por responderes. acertei ao dizer

      que tudo fala da juventude.

      hoje sinto-me nostálgica, sem vontade de escrever, mas sa possível, vai ao m/ blogs e
      só comentas se quiseres. Para a próxima
      talvez saia melhor.

      beijos,

      Maria luísa

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    3. Venho agorinha mesmo do Prosa-poética! Vou tentar voltar depois do almoço, mas é dia de festa e eu não sei se vou conseguir...
      Um grande abraço! Já lá deveria estar!

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  5. Gosto muito dos seus trabalhos, penso que são muito bem pensados, mas ao mesmo tempo livre e espontaneos... Gostaria que desse um saltinho ao meu blog e, apesar de não ter grandes trabalhos poético recentes, me desse opinião de outros que para lá vão estando, espalhados... Valorizava muito uma opinião de um a"pro" no assunto. ;)
    PPP

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    1. Olá PPP! Obrigada por valorizar os meus trabalhos. Tem razão; são muitíssimo espontâneos. Tão espontâneos que, por vezes, me deixam um bocadinho "encravada"... mas garanto que, tirando aqueles Alexandrinos que, afinal, não são Alexandrinos, obedecem às mais rigorosas técnicas formais do soneto clássico. Agora como foi que eu consegui automatizar isto tudo, é que não sei lá muito bem... mas automatizei mesmo.
      Já aí vou.
      Abraço!

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    2. Eu confesso que para mim poesia é encarar as palavras com os sentimentos e molda-los todos juntos como queremos. Livre. Repentina. Ainda assim, gosto de ler e ouvir todo o tipo, e dou muito valor às pessoas que conseguem escrever segundo essas regas..
      Parabéns, PPP

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    3. Mas tu acreditas que os meus sonetos também são assim, livres e repentinos? Palavra que são! Mas também tenho um blog onde vou deixando a poesia contemporânea, completamente livre de méticas, rimas e com verso desarticulado. Se quiseres passar por lá, deixo-te aqui o link http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/
      Mas eu não tenho tanta facilidade em fazer um poema livre quanto tenho em fazer um soneto em decassílabo heróico, por estranho que possa parecer. Sonetos nascem-me assim, aos molhos, como o alecrim :)) Faço-os por tudo e por nada e os outros só vêm de quando em quando e, habitualmente, debaixo de emoções mais intensas.
      Bjo!

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    4. Não a censuro. Ainda bem. No final, o que interessa é deitar cá para fora o que fica cá arrumado e adormecido. Cá voltarei
      ;)
      PPP

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