GAIVOTAS NA PRAIA


Gaivotas numa praia, quais sereias,


Criaturas de Deus na Criação…


Olhar uma gaivota é condição


De vislumbrar, do mundo, as panaceias.


 


Deixai-as passear sobre as areias!


Deixai-as ser gaivotas, como são,


Pois têm, como nós, sua função


Nesta poalha cósmica de ideias!


 


Equilibra-se o mundo de tal forma


Tudo está de tal forma interligado


Que cada passo em falso pode ser


 


A gota de água a mais que o caldo entorna.


Gaivotas numa praia. Um mundo alado


Em vias de acabar por se perder…


 


 


Maria João Brito de Sousa - 14.09.2009 - 11.36h


 


 

Comentários

  1. Olá amiga João. Pois é amiga. As coisas são mesmo assim. Parece que é o destino a fazer-se cumprir, mas não é, é sim a ganância humana a anunciar um triste fim, que infelizmente começa sempre pelo ponto mais fraco, hoje pelas gaivotas, e amanhã será por nós. Belo poema, como só tu sabes fazer tão bem. Parabéns. E um abraço. Eduardo.

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    1. Obrigada, amigo. Sabes, no dia em que estive no Hospital de Dia, vi uma notícia, na televisão, sobre o problema com os excrementos das gaivotas e conhecendo como conheço o ser humano, tive logo a sensação de que, muito em breve, as gaivotas viriam a ser alvo de nova "caça às bruxas". Parece que nunca mais aprendemos a conviver com as outras espécies... nem sequer com a nossa própria espécie...
      Um grande abraço para ti. Vou ver se hoje te consigo fazer uma visitinha!

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    2. Olá amiga João. Pobrezinhas das gaivotas, se elas soubessem que antes de aprendermos a conviver com elas, temos de aprender a conviver com nós próprios, até desapareciam logo todas em busca de um porto seguro. Abraço. Eduardo.

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    3. É bem verdade, amigo. Temos de aprender a viver de forma mais justa e equilibrada com tudo o que nos rodeia. Ainda não aprendemos a ser portos seguros nem para nós mesmos...
      Abraço!

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  2. oi poetisa militante !! cá de longe , uma saudação efusiva , sinto que está melhor e vejo que está em forma. Um bacio.

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    1. Estou em forma poética, sem dúvida, meu amigo Peter. A forma física é que está muito em baixo, mas há-de melhorar! Ainda por cima constipei-me durante a noite passada. Não se assuste. Não tem as características da famigerada "A". É apenas uma constipação daquelas aborrecidas, sobretudo para quem ainda está com uma hepatite... também não se contagia esta hepatite. É auto-imune e medicamentosa. :) É melhor eu já nem falar mais das minhas maleitas :)) estou mesmo feita num oito!
      Abraço grande!

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    2. A forma fisica, pouco a pouco, vai ao sítio. Rápidas melhoras .Bacio.

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  3. Que belo soneto, e que bela imagem.
    Areia mar e gaivotas, será que essa imagem algum dia vai desaparecer, espero que não para o nosso bem e para o bem desses animais tão bonitos, e que não fazem mal a ninguém
    Um grande abraço

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    1. Olá, minha amiga. Receio bem que estas novas notícias sobre "o perigo dos excrementos de gaivota" venha a ditar a sentença de morte à maioria destas belíssimas aves. Quando olho as rochas nas praias que frequentava quando era pequenina e que então fervilhavam de vida e beleza, vejo-as, agora, secas, castanhas, sem vida. Eu não quereria viver num planeta asséptico e sem vida... e quem poderia viver assim? Nunca é demais avisar o ser humano de que a sua sobrevivência não depende só do conforto de alguns. Continuamos a errar, a consumir o que é nosso e o que não é nosso...
      Um grande abraço!

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