O IMORTAL

 


 


 



Julgava-se imortal. Mesmo imortal.


Isento das noções de “mal” ou “bem”,


Dependente de nada e de ninguém,


Um ser dif`rente, muito embora igual.


 


Jamais aceitou ser um animal.


Julgou ser mais e ninguém soube quem


O ensinou a “ser” ou se houve alguém


Que decretou, enfim, o seu final…


 


Morreu há muito tempo. Agora jaz


Num qualquer cemitério, transmutado


No húmus do que em si nunca aceitou.


 


Pobre imortal que assim alcança a paz


Na negação do próprio enunciado


Com o qual definiu o que o negou…



 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Já tinha saudades dos seus sonetos mas gostei também imenso do outro blog com poesia mais livre. A qualidade, essa, é a mesma de sempre: grande e inspirada!
    Abraço GD

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    1. Obrigada Eva! Hoje fiquei em casa toda a manhã, à espera de uma encomenda de uma prima de Caminha. Acabou por não vir e eu desisti de esperar... mas voltei a atrasar as publicações...
      Um abraço GDE!

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  2. Boa tarde amiga, essa sua inspiração anda mesmo por "cima" belo este soneto.
    Quem se julgar imortal pode esquecer, porque o fim é igual para todos sem excepção. Um abraço

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    1. Olá minha amiga! Adoraria que conhecesse o blog dos Poetas da APP que, agora, aparece no meu perfil. Desculpe-me por usar os comentários para dar esta informação, mas o tempo está cada vez mais reduzido, para mim.
      Aposto que vai gostar muito e, quem sabe, vir a tornar-se associada conforme uma vez lhe sugeri.
      Um grande abraço e muito obrigada pelas suas palçavras!

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