O TAL RAMINHO
Tu sabes lá dos dias que passaram
Sobre aquele outro dia em que eu chorei,
Ou mesmo dos mil sonhos que sonhei
E que outros, como tu, nunca sonharam...
Saberás quantos anos se somaram
Às mil horas reais, se nem eu sei
Se alguma vez soubeste o quanto amei,
Nem quantos me disseram que me amaram?
Agora, se te lembro, é de fugida,
Como a ave que pára por momentos
Num ramo que encontrasse no caminho
E logo voa rumo à sua vida
Sem demorar-se, sem ressentimentos
E sem mais se lembrar do tal raminho…
Maria João Brito de Sousa - 23.09.2009 - 17.04h
Foto tirada com a Webcam do 2008 e, após grandes malabarismos informáticos, trazida para o poetaporkedeusker.
Parabéns por este belo poema.
ResponderEliminarLogo que possa vou rouba-lo » para o meu blogue.
Um abraço
Olá, meu amigo! Espero que as férias tenham sido repousantes. Obrigada, mais uma vez, por se disponibilizar para publicar alguns dos meus sonetos na sua oficina.
EliminarAndo a tentar fazer um template mais ou menos decente, mas não é a coisa mais fácil que existe... as fotos das telas nunca ficam muito bem...
Um abraço amigo!
Só vou dizer poucas palavras, mas vão traduzir o que sinto e acho deste soneto.
ResponderEliminarSimplesmente maravilhoso, ADOREIIIIIIIIIIIIII .
Um abraço
Obrigada Idalina ! O Sapito faz hoje 14 anos e está todo entusiasmado! Vamos lá ver se eu consigo um soneto para lhe oferecer...
Eliminarpassei mais uma manhã à espera de uma encomenda que não chegou e, dentro de minutos, terei de ir almoçar ao Centro Paroquial... mas tenho de arranjar uns minutos para o Sapito! :)
Um abraço e até já!
Poetaporkedeusker:
ResponderEliminarNa vida tudo passa ... Até o tal raminho, ou a tal recordação, não passa, a partir de certa altura, depois da cirurgia do Tempo, de mera e quase ou mesmo esfumada sub-recordação que já não tange qualquer corda da alma em tom e sensibilidade de amor.
É o Tempo que tudo cura e é nele que tudo de nós é sepultado e por fim, desgastados ou purificados nós, nessa sepultura cai o que nos resta: nós.
Um abraço.
Mírtilo
É verdade, Poeta. Por fim, lá caímos também... mas eu continuo a acreditar que há formas diferentes de cair e faço questão de cair dando o meu melhor. Talvez não faça grande diferença, poderão dizer-me. Mas para mim faz toda a diferença... talvez seja essa mesmo a minha perspectiva do sentido da vida.
EliminarUm abraço grande!