UM POST MUITÍSSIMO DIFERENTE
Hoje não há soneto! Ao menos uma opção eu consegui fazer... e escolhi o que daqui vai sair e cujo conteúdo vai ser absolutamente espontâneo, ao correr do teclado e de algumas "penas" que por cá ainda vão permanecendo... também não vai dar para a Fábrica de Histórias. Autores, peço-vos, publicamente, perdão mas não consegui gerir o meu tempo dentro destas limitações todas... vai ser um post-porkedeusker, sem versos nem rimas.
Ontem cheguei do hospital a cambalear de cansaço. Movia-me, no entanto, a vontade de publicar o meu soneto do dia, razão pela qual nasceu aquela "composição bucólica" do post anterior, publicada em cima da dead-line do inevitável - e desejável - fecho do Centro Pastoral. Tudo mais ou menos, tudo muito "a segurar pelas pontas", como se não houvesse amanhã... ou hoje. Hoje - afinal havia "hoje"... :) - acordei tarde e más horas, toda partidinha e incapaz de tomar um duche num período de tempo inferior às duas horas que me separavam da hora do almoço... é triste, mas é assim que eu estou a funcionar.
Voltando um pouco atrás, recordo-me, mais uma vez, do dia de ontem... de ter abandonado o Centro Paroquial, ter ido a casa tratar dos gatos e passear o Kico, tudo isso numa linha de "mais morta do que viva", bem à maneira do "I`ll see you in my dreams", mas sempre com a mesma determinação de poeta obstinada. Assim vou conseguindo sobreviver e consigo afirmar, sem mentir, que sou uma mulher feliz, partindo do princípio que a maioria de vós entende que me refiro ao valor que dou aos dons que me foram concedidos e não ao desafogamento material. Pois bem, no dia de ontem recebi um telefonema com uma oferta de trabalho. Exultei, antes de conseguir raciocinar. Fiquei de me informar sobre as condições de pagamento e de telefonar ainda hoje ou amanhã para combinar os últimos detalhes mas, mal desliguei, fez-se luz no meu espírito. Era uma situação de trabalho que me exigia apenas os fins-de-semana, mas era longe, muito longe de minha casa. Como poderia eu garantir um mínimo de qualidade na prestação de um serviço, se lá chegasse no estado lastimoso em que me encontro agora, pelo simples facto de ter ido a um hospital que fica bem mais perto? E mil outras pequeninas-grandes coisas. Se fosse muito perto da zona em que habito, talvez eu pudesse aceitar, embora esta seja uma situação que exige mais de nós do que aquilo que pode parecer à primeira vista... mas tão longe? Em que miserável estado me apresentaria eu, todos os sábados, às nove da manhã? E nos dias das cólicas, das cefaleias, da ausência absoluta de força física, como poderia eu, com um mínimo de justiça e dignidade, aceitar um trabalho a que não conseguiria comparecer na maioria das vezes?
Ainda não fiz o telefonema, ainda não tomei a decisão definitiva, mas vou ter de fazê-lo hoje ou amanhã. Neste momento sinto-me sem grande coragem para o fazer... imaginei que escrever assim, à toa, me viesse ajudar nesse sentido, mas a verdade é que continuo a oscilar entre ver resolvidos os meus problemas financeiros mais imediatos e a certeza de me ser, fisicamente, impossível aceitar...
Imagem retirada da internet
Tela de Seurat "Domingo na Ilha de Grande Jatte
Tela pintada durante os anos de 1884 e 1886.
Tenho a certeza que vai tomar a decisão certa.
ResponderEliminarBeijinho.
E há lá decisão certa, Fá? E eu que nem costumo ser nada indecisa nestas coisas... até costumo conseguir ser muito realista neste tipo de decisões. O melhor é deixar passar o dia de hoje. Amanhã talvez esteja um pouco mais descansada da viagem de ontem e talvez consiga decidir alguma coisa...
EliminarBjinho!
Olá amiga, eu sei que foi difícil tomar a sua decisão, fosse ela qual fosse.
ResponderEliminarQuando nós precisamos muito de uma coisa e não a podemos fazer é muito difícil tomar a decisão certa, é uma pena não ter saúde para poder aceitar esse trabalho, porque ia-lhe fazer muito bem, não só financeiramente como psicologicamente.
Um abraço e que tenha passado um bom fim de semana
Mas não pude mesmo, minha amiga. A D. Fernanda e a D. Isa também não se podiam disponibilizar para tratar dos animais e eu fico mesmo de gatas só de fazer um percurso um pouco mais longo nos transportes públicos. É melhor assim. Se iniciasse o trabalho e deixasse de poder comparecer seria bem pior.
EliminarAbraço GDE!
é evidente, há muitas limitações para uma
ResponderEliminaroferta de trabalho.
E uma oferta no Centro Paroquial?
Que bom seria, sentir-te em Paz, longe de
todas as atrofias de uma vida complexa e de
uma saúde precária.
Que bom seria ajudar na Homilia,
ver a luz de outra forma
e gritar em pleno e força
e dizer :
eu escrevo e sou boa no escrever!
Muito bom o teu texto.
Melhoras,
Mª. Luísa
Não, amiga. Seria um trabalho também meritório, mas para o qual já não estou fisicamente apta. Tratar de uma idosa doente.
EliminarMas não pode ser mesmo. Espero que já te tenham contactado pois eu entrei em contacto com uns colegas da blogosfera que talvez pudessem ajudar com os cãezinhos da Serra da Arrábida. Durante o fim de semana estive incontactável e ainda não sei de nada. Dentro de minutos terei de sair, mas volto depois!
Abraço grande!
Mª. João
EliminarAté agora ninguém me contactou.
Mas não andes à pressa e descansa mais.
O que foi possível fazer, eu fiz, o resto fica sob o Olhar de Deus.
Ele sabe que não podemos mudar o mundo
e a insensibilidade é grande, enorme, em relação aos animais.
Para um pouco, não penses no que faz sofrer.
Mª. Luísa
Já foi lançado um apelo num grupo que apoia os animais abandonados. Dei-lhes o endereço do teu blog. Ainda acredito que tudo se consiga resolver!
EliminarAbraço GDE!
Mª. João
EliminarObrigada pelo teu esforço.
Vamos aguardar!
Mª. Luísa
Vamos aguardar com muita fé!
EliminarAbraço grande!
Amiga M. João!
ResponderEliminarSempre a "rasgar" como nos habituou... Tenho passado em "silêncio" mas passo. Saúde e um bom fim-de-semana! Abraços. António
Meu querido amigo! Eu tenho andado sempre a correr, sem tempo para parar nos meus amigos... mas vi o soneto de minha autoria que fez o favor de publicar!
EliminarUm grande abraço!
Olá amiga João. Espero que estejas mais animada. Vi pelo teu post que Tiveste uma oferta de emprego. Tomei conhecimento da tragédia que te embaraça as tuas decisões. Mas de uma coisa eu estou certo. A decisão que tu tomares será com toda a certeza a decisão certa. Quanto á tua saúde, pensa sempre primeiro em ti e depois nos outros, e não é egoísmo no teu caso. É isso sim bom senso. Um grande abraço. Eduardo.
ResponderEliminarOlá amigo! Desta vez começava mesmo a ficar assustada com a tua ausência! Olha, vou continuar como até aqui. Não tenho mesmo hipótese nenhuma, sobretudo porque o local de trabalho era muito, muito longe.
EliminarUm grande abraço!
Olá minha querida amiga. Quantas saudades. Não estejas preocupada comigo, eu estou bem. Tens que ter preocupação é com o teu estado de saúde. Vi que decidiste recusar a oferta, acho que terá sido a melhor opção. Acima de tudo porque foi a tua decisão. Olha amiga Eu não sei para onde cair, está tudo atulhado de mensagens. Os comentários já lhe dei uma arrumação. Agora as mensagens, sinceramente, são cerca de 129, não decidi ainda como fazer. Um grande abraço deste amigo do peito. Eduardo.
EliminarEu também fiquei com sessenta e tal durante o fim de semana, amigo. Olha, vamos fazendo como pudermos! Eu também não tinha quem me ficasse com os animais e tenho a certeza de que só aguentava ir uma ou duas vezes... se aguentasse! Também me não pagariam segundo os preços da tabela dos técnicos de cuidados paliativos e sabes como são dispendiosos os transportes... enfim... ainda se fosse perto de casa, eu aguentava com certeza, mas era para muito longe e eu sei como chego a Lisboa sempre que lá tenho de ir... sempre para ir a um hospital.
EliminarAbraço grande e não te atrapalhes a querer responder a tudo ao mesmo tempo. Vai devagarinho.
Olá amiga João. Deixa lá Deus nunca fechou uma porta que não abrisse outra. Eu assim tenho ouvido sempre. Abraço. Eduardo.
EliminarSempre, amigo! Temos é de estar atentos.
EliminarUm grande abraço e muita força!
Amiga João
ResponderEliminarPor vezes tomar certas decisões não é nada fácil, mas a que tomar certamente foi bem pensada e a melhor.
Que tome a melhor decisão para si.
Beijinhos
Amiga,uma mente sã,embora num corpo frágil,há-de tomar a decisão mais acertada.
EliminarQue tudo corra bem!
Bj*
Já tomei, minha querida Maria. Continuo por cá, como até aqui. É a decisão possível neste momento.
EliminarUm grande, grande abraço!
Acabou por ser a decisão possível, amigo. Continuo por cá enquanto puder. Era muito, longe e eu não aguentaria. Eu já experimentei muitas viagens até ao hospital e sei bem como fico... fico incapaz de tratar de mim, quanto mais de uma pessoa idosa doente.
EliminarAbraço grande!
Oi amiga
ResponderEliminarQue Deus te ilumine na melhor decisão.
Se eles souberem das suas fragilidades e aceitarem do mesmo modo seria uma tentativa, mas a luz virá para a decisão que for tomada.
Um abraço e melhoras.
Já está minha amiga. Havia um milhão de contras e eu tomei a decisão possível. Continuo por cá, enquanto puder.
EliminarAbraço muito grande!
Xô Dona Poeta...
ResponderEliminarE que tal aceitar apenas para experimentar?
Digo isto pk quiçá não fosse tb algo diferente, que lhe daria outra vida, ver coisas novas quiçá isso ás vezes ajuda a vivermos melhor.
Pk não experimentar Xô Dona Poeta?!?!
Bêjuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Xô seu Free do mê ... era muito, muito longe e eu sei como fico depois de uma viagem de horas nos transportes públicos...
EliminarSe aparecesse uma coisinha em part-time, com menos envolvimento físico e mais perto de casa, aí eu tentaria mesmo!
Bêjuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!