MEMÓRIA DESCRITIVA II
Aquele aspecto estranho e desconforme,
Aquele face magra e enrugada,
Aquele rictus de quem vive enjoada
Da vida que parece sempre enorme…
Aquelas mãos de dedos calejados,
Retorcidos do muito que fizeram,
Os olhos afundados que lhe deram
Os dias e as noites descuidados.
Aquele estar ali e nunca estar
Aonde o corpo fica a descansar,
Porque a mente descansa noutro espaço,
Aquela imprecisão de só sonhar,
Aquela estranha forma de falar,
De ser a própria voz do seu cansaço.
Imagem - Tela de Henry Matisse retirada da internet
Dizer o quê? Começam a faltar adjectivos para comentar os seu poemas. Belissimo, mas essencialmente com uma força que quase se vê. E o "casamento" com a imagem...perfeito.
ResponderEliminarBeijinhos
Olá Fá!
EliminarÉ magnifico este Matisse, não é? Um pouco difícil de entender, mas uma das mais bem conseguidas formas de expressão da História da Pintura!
Estou com muita dificuldade em conseguir aceder a uma série de blogs... o websense do CJO está cada vez mais "lápis azul"! :))
Até já!
olá poetisa persistente. bonito. já não é bacio. beijo.
ResponderEliminar:) Já por cá está! Bem-vindo!
EliminarBeijo!