URBANOS

 


 


 



Que imensos, improváveis oceanos


De monstros engolindo os inocentes


Entre hediondas fauces já sem dentes


Dos edifícios-berço dos humanos…


 


As cidades dos bairros mais urbanos


Onde a vida concentra os mais prudentes


Castelos verticais e ascendentes


Crescendo mais e mais todos os anos,


 


São, no entanto, espaços sociais


Que abrigam, que nos chamam, nos aquecem,


Que não iremos nunca dispensar.


 


Gregários, como tantos animais,


Somos aqueles que os erguem e que os tecem…


Os próprios construtores do nosso lar.


 


 


NOTA - Este soneto - um dos que me nasceram durante o passado fim de semana - veio , no verso final, mesmo a propósito de uma campanha que é mais do que meritória:


 


LIMPAR PORTUGAL


 



 

Página oficial: www.limparportugal.org

 

Visite LimparPortugal em: http://limparportugal.ning.com

 

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Imagem retirada do blog O Fio de Ariadne


 


http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/

Comentários

  1. O soneto como sempre sublime. Às vezes penso que a minha amiga faz poemas como uma máquina faz pipocas. Umas centenas de palavras, uma sacudidela e voilá. Perdoe-me a fraca analogia. Só acho que a foto não "casa" com este poema. Será?
    Beijinhos

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    1. Ai, Fá... pois é! Vocês já me vão conhecendo muito bem! Com efeito este foi um dos sonetos que me nasceram durante o fim de semana e que eu "aproveitei" para "ilustrar" este projecto "Limpar Portugal"... penso que é daí que vem o ligeiro desfasamento que os mais atentos podem notar... hummmm... estou a ficar com um público muito exigente
      Gostei da imagem da maquineta das pipocas! A sério! Lá que é parecido, é!
      Eu estou com dores de barriga e só tenho um cigarro até ao fim do mês... a maquineta das pipocas bem me fez soltar uma boa gargalhada!
      Obrigada e um abraço grande!

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  2. Olá amiga. Um bonito soneto que suporta ele tb uma causa nobre. Um grande beijinho.

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    1. Olá Sindarin! Hoje não consegui vir trabalhar durante a manhã. É uma daquelas coisas que me deixam frustraaaaaaada, mas que me vão acontecendo.
      Obrigada pelas tuas palavras. É sempre importante consciencializar os cidadãos e motivá-los para a acção ou mesmo para comportamentos mais conscientes no que toca à limpeza do meio ambiente.
      Um abraço grande!

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  3. Mª. João

    Soneto invulgar, mas muito bom. Todos bons

    A imagem é o símbolo do teu desejo.

    Uma paisagem calma, outonal de tons cálidos
    e longe do vhamado "urbanismo" de que tanto precisamos para viver.
    Sou citadina, mas me encanta o símbolismo
    da Paz que a tua imagem traduz.
    Gostei!

    beijos,

    Mª. Luísa

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    1. E os espaços verdes e cuidados, amiga. É sempre bom investir nos espaços que nos rodeiam. O soneto foi "aproveitado" para esta causa. Foi um dos que nasceram durante o fim de semana.
      Um grande abraço!

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