URBANOS
Que imensos, improváveis oceanos
De monstros engolindo os inocentes
Entre hediondas fauces já sem dentes
Dos edifícios-berço dos humanos…
As cidades dos bairros mais urbanos
Onde a vida concentra os mais prudentes
Castelos verticais e ascendentes
Crescendo mais e mais todos os anos,
São, no entanto, espaços sociais
Que abrigam, que nos chamam, nos aquecem,
Que não iremos nunca dispensar.
Gregários, como tantos animais,
Somos aqueles que os erguem e que os tecem…
Os próprios construtores do nosso lar.
NOTA - Este soneto - um dos que me nasceram durante o passado fim de semana - veio , no verso final, mesmo a propósito de uma campanha que é mais do que meritória:
LIMPAR PORTUGAL
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Imagem retirada do blog O Fio de Ariadne
O soneto como sempre sublime. Às vezes penso que a minha amiga faz poemas como uma máquina faz pipocas. Umas centenas de palavras, uma sacudidela e voilá. Perdoe-me a fraca analogia. Só acho que a foto não "casa" com este poema. Será?
ResponderEliminarBeijinhos
Ai, Fá... pois é! Vocês já me vão conhecendo muito bem! Com efeito este foi um dos sonetos que me nasceram durante o fim de semana e que eu "aproveitei" para "ilustrar" este projecto "Limpar Portugal"... penso que é daí que vem o ligeiro desfasamento que os mais atentos podem notar... hummmm... estou a ficar com um público muito exigente
EliminarGostei da imagem da maquineta das pipocas! A sério! Lá que é parecido, é!
Eu estou com dores de barriga e só tenho um cigarro até ao fim do mês... a maquineta das pipocas bem me fez soltar uma boa gargalhada!
Obrigada e um abraço grande!
Olá amiga. Um bonito soneto que suporta ele tb uma causa nobre. Um grande beijinho.
ResponderEliminarOlá Sindarin! Hoje não consegui vir trabalhar durante a manhã. É uma daquelas coisas que me deixam frustraaaaaaada, mas que me vão acontecendo.
EliminarObrigada pelas tuas palavras. É sempre importante consciencializar os cidadãos e motivá-los para a acção ou mesmo para comportamentos mais conscientes no que toca à limpeza do meio ambiente.
Um abraço grande!
Mª. João
ResponderEliminarSoneto invulgar, mas muito bom. Todos bons
A imagem é o símbolo do teu desejo.
Uma paisagem calma, outonal de tons cálidos
e longe do vhamado "urbanismo" de que tanto precisamos para viver.
Sou citadina, mas me encanta o símbolismo
da Paz que a tua imagem traduz.
Gostei!
beijos,
Mª. Luísa
E os espaços verdes e cuidados, amiga. É sempre bom investir nos espaços que nos rodeiam. O soneto foi "aproveitado" para esta causa. Foi um dos que nasceram durante o fim de semana.
EliminarUm grande abraço!