UM PAPEL NA CONSTRUÇÃO

 



Um pouco mais de sede e eu, deserto…


Um pouco mais de fome e morreria


Da morte que, em voltando, elevaria


Minh`alma, esse tão longe… esse tão perto…


 


Um pouco mais de além, em voo incerto,


Um pouco, um tudo-nada, eu saberia


Do mais, do pouco mais que bastaria


P`ra colocar-me o resto a descoberto…


 


Então seria um anjo! Alcançaria,


Na eterna partitura, esse concerto


Da Vida; -Melodia e Criação!


 


Escolhi, porém, ficar. [Pois quem faria,


Se liberta de um corpo em desconcerto,


Por cá, o meu papel na Construção?]


 


 


 


Imagem retirada da internet

Comentários

  1. Ai minha amiga, Se todas as minhas escolhas tivessem sido tão acertadas como essa...
    Mas sinto por aí alguma nostalgia.
    Eu hoje também acordei assim, cinzenta como o dia.
    Beijinhos

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    Respostas
    1. Esdte é o meu estado de espírito normal num dia de hospital, Fá. Fico sempre, sempre, irritadiça quando lá tenho de ir... ah! Mas o soneto é de ontem, é verdade! Não. Ontem não estava muito nostálgica... e muito menos irritada... bem, é claro que estou sempre a lembrar-me do Sigmund... talvez seja por isso.
      Bjo!

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    2. É como lhe digo, isto hoje está assim. Tudo me passa ao lado. Mas ainda bem que não soube "ler".
      Menos bem essas idas ao hospital e o que elas lhe causam, mas dos males o menor e o que tem que ser tem muita força.
      As melhoras.
      Beijinhos

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    3. Pois tem, mas eu, de vez em quando, tenho vontade de nunca mais voltar a pôr lá os pés! O pior é que me lembro das idas de urgência, que são sempre horríveis porque já vou bastante mal e ninguém entende lá muito bem da doença que eu tenho e depois enviam-me para outras quinhentas consultas das diversas especialidades... é o que está a acontecer agora. :( Mas lá que estou a ficar "alérgica" a hospitais, lá isso estou! São horas e horas em filas e salas ou corredores de espera, são pequenos erros de articulação interna que fazem perder ainda mais horas e podem dar origem a erros graves de diagnóstico, são as pessoas que estão, na sua maioria, em sofrimento e eu não consigo deixar de sentir tudo o que elas sentem... bem, chega de desabafos! Isto mais parece um livro de reclamações :)))
      Beijinho!
      PS - A tacinha está muito bem guardadinha, à espera!

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