CONCEITOS DE VIDA

O conceito de Vida, indiscutível,
Tem, no entanto, pontos divergentes
Que muitas vezes são coincidentes
Com o nosso conceito de impossível…
Quem se lembra do drama das Origens?
Da estranha evolução que, em mil milénios,
- multiplicando mais, segundo os génios,
até onde o pudermos, sem vertigens… -
Fez avançar extremófilos até
Aos répteis e aos mamíferos primatas,
No topo da cadeia alimentar?
Porque sempre assim foi – e ainda o é… –,
Nuns nasceram as asas, noutros, patas…
[Então… por que razão querê-los matar?]
Identifico-me com esta visão da vida expressa num belo poema.
ResponderEliminarObrigada! Muito obrigada pelas suas palavras, meu amigo!
EliminarUm grande abraço!
Poetaporkedeusker:
ResponderEliminarAcreditando em certa medida no darwinismo, também me parece, todavia, que há alguma extremofilia na teoria da evolução das espécies.
(Desculpe lá, Maria João, mas, no último verso do soneto, «porque», neste caso por estar seguido do substantivo «razão», isto é, por equivaler a «por qual», deve escrever-se em duas palavras. De novo peço que me desculpe esta observação, feita com a devida humildade, mas o caso bule um pouco com o meu passado ainda com restos de estudioso da nossa língua.)
Um abraço.
Mírtilo
Caramba! Mas tem toda a razão, Poeta! Vou corrigir assim que puder e só lhe agradeço que me corrija sempre que encontre estes frutos da minha precipitação em escrever, escrever, escrever...
EliminarDarwin, segundo o entendo desde muito jovem, foi um "abridor de janelas"... ele próprio, no final da vida, estava muitíssimo consciente de apenas ter começado a percorrer um caminho e apelou aos jovens cientistas que se lhe seguiriam, no sentido de darem continuidade à sua obra, de "espreitarem" por essas janelas. No meu infímo entendimento, esta ciência das origens não pode nem deve ser totalmente separada do conceito do Divino, como me parece que Dawkins - um génio, sem dúvida! - faz. O segredo, a "pedra filosofal", reside na aceitação de parte a parte... mas estas são palavras do meu muito humilde entendimento, claro.
Abraço grande!
Olá!
ResponderEliminarPeço desculpa pela invasão...
Parabéns pela sua poesia...e obrigado pela inspiração e, no fundo, por estes instantes de prazer que tive ao ver o blog!
Não peça desculpa! Invada à sua vontade, meu caro João! Só tenho de lhe agradecer por ter gostado do meu cantinho do soneto clássico!
EliminarUm grande abraço!