ESTA PARTE DE MIM QUE PODEM VER

 


 



Não quero ir já. Não devo `inda morrer.


É muito, muito cedo pr`a partir.


Falta-me um tanto que quero saber


E umas milhentas coisas por cumprir...


 


E tantas, tantas coisas por fazer


Dessas tais que me irão fazer sorrir...


É cedo, ainda, para me esquecer


E muito cedo para desistir.


 


Mas esta mesma força que me corre


Pelas veias que agora me mantêm,


Há-de um dia extinguir-se, há-de morrer...


 


Será tão só o corpo o que me morre


No sangue destas veias que contêm


Esta parte de mim que podem ver.


 

Comentários

  1. Boa Tarde, claro que ainda tem muita coisa para fazer e par nos mostrar, mas eu também ando há muito tempo a pedir o mesmo, nós queremos fazer agora coisas que deviam ter sido feitas ao longo da nossa vida, mas deixámos passar o tempo e agora temos de o recuperar.
    Um grande abraço

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    1. Sim, amiga. Agora é tempo de recuperar... mas eu hoje nem estou lá muito bem. Acho que vou é ter de adiar um compromisso que tinha para amanhã... mas isso são pequeninas coisas do dia a dia. O essencial vai sendo feito.
      Um grande abraço!

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  2. O importante é não desistir!
    Mas, quando chegar a hora...
    Devemos aceitar...

    Está lindo teu soneto.

    Ps. Talvez irei inspirar-me para fazer um poema sobre isso.

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    1. Olá, amiga! Foi um soneto "em directo". Ontem não tive tempo para fazer nada e hoje estou um pouquinho febril...
      Um bom fim de semana e muita inspiração!

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    2. Oi Maria

      Espero que tenha bom fim de semana tbem. Apesar de não dar tempo de vc ver este comentário.
      Dez minutos depois de ler teu poema, tive inspiração pra escrever "Momento de Partir".
      Está lá no meu blog e com o teu blog como inspiração.

      Abraço

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    3. Naquele registo,muito seu... lindo!
      Tenho algo com esse sentido no "outro lado"

      Bj*

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    4. Vou ver o teu poema assim que responder aos comments, amiga. Hoje ainda estou mais "lesma"... estou com um episódio de sinusite que tem sido muito doloroso e me roubou a inspiração quase toda... é um daqueles momentos menos bons... mas, para compensar, o sol começou hoje a brilhar! Já andávamos todos cansados de tanta chuva e tanto vento... as coisas não têm estado fáceis para Portugal, mas aquele sismo no Chile foi bem pior.
      Bjo GDE!

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    5. :) Sim, tem tudo a ver com a ideia deste soneto. Eu peço desculpa por estar mais lenta ainda do que o habitual mas , para além dos condicionamentos habituais, estou também com uma crise de sinusite que me "transformou" a cabeça numa coisa dorida e desinspirada...
      Abraço GDE!

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  3. Encontrei apenas agora o seu blogue, do qual ainda só li este poema.
    Muito bem concebido, sem dúvida.

    Desejo-lhe inspiração para que possa escrever sempre mais.

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    1. Este é o comentário que tentei deixar no seu blog ;"Muito prazer em conhecê-lo, Talvez. Não posso prometer ser uma assídua visitante, porque a minha navegação está muito condicionada pelo tempo e pelas limitações típicas dos espaços públicos, mas virei sempre que puder. Este Talvez parece muito promissor e original.
      Um abraço. " Como vê estou mesmo bastante limitada em termos de acesso e publicação de comentários, mas gostei muito de conhecer um blog onde aparece um poema do Mário Cezariny!

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    2. Oops, tinha-me esquecido de mudar as permissões dos comentários. Esse problema está resolvido.
      Sei como depender os espaços públicos limita - também eu estive, durante muito tempo, condicionado por eles.
      Também reparei no poema do seu último post: «Sob um anonimato relativo» :)

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    3. :) Tive de voltar atrás para ler o tal soneto, acredita? Já nem me lembrava de ter escrito alguma coisa sobre "anonimato relativo"... ainda bem que retirou essa opção de não aceitar comentários, mas há outros blogs nos quais não consigo comentar de maneira nenhuma! Há imensos sites nos quais nem entrar consigo e, se por acaso insisto e lá consigo ao fim de meia hora - ou mais... - a carregar, depois não consigo publicar nem comentar e muito menos visitar seja quem for. Agora vou visitá-lo para ver se a situação está resolvida. Esta manhã foi passada no dentista e não deu, sequer, para publicar...
      Abraço.

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    4. Acredito sim. Também eu, algumas vezes, me esqueço do que escrevo. Por isso é que escrever é uma boa forma de terapia... ;)

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    5. :) E é mesmo! Mas eu escrevo tanto que acabo por me esquecer de quase tudo.. :))
      Tenho a impressão de que só sei de cor três ou quatro dos meus poemas... para quem tem centenas e centenas é, no mínimo, ridículo... mas pronto! Também não tenho exactamente uma memória de computador ;)
      Abraço!

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  4. Tem muitas coisa para fazer e muitos poemas para escrever.
    A Maria João tem muita coragem e muita vontade de viver.
    Cumprimentos

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    1. Vou tendo, meu amigo... pelo menos vontade de viver tenho! Mas confesso que entrei num período muito "desinspirado". Os sonetos de hoje são só para fazer jus à tag de "um soneto por dia".
      Um abraço!

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    2. Não e sei o inverno rigoroso também tem influência mas cá em casa a coisas também não estão boas.
      A minha mulher acumula problemas de saúde complicados e eu, além dos meus, estou muito preocupado com ela.
      Um abraço

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    3. Pense na Primavera que, não tarda nada, está a bater-nos à porta com as suas manhãs verdejantes e as suas temperaturas amenas! Para mim tem sido um bom "escape", saber que ela está quase a chegar... neste momento estou a ver se consigo livrar-me de uma crise de sinusite completamente "desinspirante", mas sei que a animação vai voltar em breve!
      Abraço grande!

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