OITO GRAUS CELSIUS

 


 



 


Estavam só oito graus no meu castelo…


Oito graus Célsius muito bem contados.


Eu e os animais, muito embrulhados,


Tentando não esquecer que o mundo é belo,


 


Fazíamos de conta que o quentinho


Contava mais por dentro que por fora…


Mas o frio - este frio que faz agora -


Tornava muito duro esse caminho…


 


Estavam só oito graus dentro de casa,


Mas tanto se nos dava que assim fosse…


Depois viria o sol para aquecer-nos!


 


O frio há-de passar pois tudo passa!


Se o que  agora passou não foi tão doce,


Outro fará esquecer piores invernos!



 


 


IMAGEM RETIRADA DA INTERNET


 


http://www.avspe.eti.br/indice.htm


 


http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm


 

Comentários

  1. Olá Maria João, este soneto está como sempre bonito, não interessa o tema, o resultado é sempre igual, e obrigado por dedica-lo a mim, eu também tive bastante frio mas não cheguei aos oito graus, acho eu.
    Um grande abraço, e até muito breve, qualquer dia faço-lhe uma surpresa.

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    Respostas
    1. Mas olhe que, no meu quarto, estavam mesmo os tais oito graus! Tenho um daqueles termómetros de parede e foi quando vi a temperatura que este soneto me nasceu. Eu sei que é um termómetro daqueles que custaram um euro, no Chinês, mas tem funcionado sempre bem. Hoje vou ter de publicar o soneto "em directo"... não consegui falar de grandes pecados para a Fábrica e não me lembro de nenhum poema meu que seja assim muito, muito ruim, muito cheio de maldade... bem, há uns que são mais "estouvados", mas não são assim muito malvados :))
      Abraço grande!

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