SÁBADO, DOMINGO... TERÇA E QUARTA FEIRA
Meus amigos,
No final destes sonetos que hoje dedico aos meus amigos de quatro patas e penas, deixo-vos alguns links que permitirão a vossa entrada na Academia Virtual de Poetas e Escritores, de que passei a ser membro desde o dia de hoje, por amável convite da Presidente Fundadora, a poetisa Efigênia Coutinho.
É com muita honra que aceito fazer parte deste maravilhoso grupo de Poetas e Escritores Lusófonos.
Um enorme abraço para todos vós!

O REINO DA ETERNA PRIMAVERA
Se um dia eu tiver fome… eu terei fome,
Mas “Eles” só a terão depois de mim!
Eu distribuo o pão até ao fim
Por estes que me sabem mais que o nome.
Esta norma absoluta, urgente, enorme,
Faz com que tudo seja sempre assim
No reino onde semeio o meu jardim,
Onde nasce o poema e o corpo dorme…
E tanto falta! Tanto vai faltando,
Que quem por aqui passe e não me entenda
Pode pensar que só a fome impera…
Mas tanto afecto a nós nos vai sobrando,
Quanto amor nasce assim, sem encomenda,
Neste reino onde sempre é Primavera!
Serei sempre obstinada em meus afectos!
Aquilo em que acredito, nunca muda
E não há teoria que me iluda
No que toca aos amores que são concretos.
Eu amo esta família construída
Sobre alicerces de aço bem temperado
E se algum deles partir, será chorado
E eu ficarei mais pobre nesta vida.
São animais, bem sei… são cães, são gatos,
São pombos que deixaram de voar,
São pedaços de mim que a mim voltaram…
Não serão nunca meros artefactos,
Nem “peças” que eu usei p`ra descartar
Quando as conveniências mo ditaram…
Nunca me falta essa ternura mansa
Das horas do carinho e brincadeiras
Em que reinventamos mil maneiras
De mudar a miséria em abastança…
Nunca me faltam as cumplicidades
Nem a dedicação de um meigo olhar
Nas horas que dedico a partilhar
Carícias que alimento de verdades…
Sorrio, então, feliz! A plenitude
Está nesse eterno amor que não se ilude
Pois é constante ao longo de uma vida…
Falo-vos dos meus filhos não-humanos
Que vivendo comigo há tantos anos
Me fazem sentir sempre a “mãe” mais querida.
MEMÓRIAS DA ALVORADA DOS MEUS DIAS
São coisas da alvorada dos meus dias…
Nesse tempo em que andava no liceu
Eu descobri que poucos como eu
Sabiam praticar as teorias…
Ah! Todos tinham mil filosofias!
Segundo muito bem me pareceu
Todos sabiam desse Prometeu
Que havia procurado as mais valias…
Mas quando questionar-se era punido,
Já “fiava mais fino” e tinham medo,
Abafavam de pronto esses anseios…
[Não fosse Zeus, irado, ter prendido
O pobre Prometeu ao tal penedo
Onde concretizou seus mil receios…]
Sonetos dedicados aos meus “filhotes” de pêlo e penas que tanto têm colaborado no meu crescimento e amadurecimento enquanto pessoa.
http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm
Obrigada, minha querida amiga! O meu cãozinho, aquele muito velhinho, ainda está entre nós. Já tem alguma dificuldade em brincar como dantes, mas ainda come bem e, tirando o eterno problema cardíaco, parece estar ótimo.
ResponderEliminarTemos estado sem internet aqui no CJO. Houve uma falha súbita e só agora tudo voltou ao normal.
Quanto à AVSPE, estou muito feliz e honrada por fazer parte desse grupo! E tu tens muito de simbolista, sim!
Um enorme abraço! Vou tentar responder a todos!
Eu nunca vejo as imagens, Vera... o websense impede-me de as ver... mas eu publiquei direitinho. Não faço ideia porque não aparece para vocês... é uma tela minha de 70x120cm, representando-me junto com os meus amigos de quatro patas.
ResponderEliminarMuito obrigada, Idalina! Nós temos estado sem acesso à net, mas agora tudo parece ter normalizado... vou tentar ir ainda abrir o meu correio.
ResponderEliminarUm abraço GDE!
Agora é que estive a ler os seus sonetos, sáo muito bonitos, os animais merecem, eles dão muito Amor sem pedirem muito em troca e quando tem alguem que lhes dedica tanto carinho como a minha amiga, eles são os amigos perfeitos. Um abraço.
Eliminar:) São mesmo grandes amigos! Eu hoje vim num pulinho tentar responder-vos porque tenho dentista dentro de pouco mais de meia hora, mas penso conseguir voltar à tarde. O soneto de hoje ainda é dedicado a eles e a este friozinho malvado que tem feito :)
EliminarUm enorme abraço!
A minha filha leu em voz alta....Adorou...e eu!
ResponderEliminarBj*
Que bom, Vitor! Suponho que ela seja ainda uma criança... e eu adoro que as crianças gostem de poesia! Eu sempre gostei, desde muito pequenina.
EliminarUm enorme abraço!
Será assim tão triste, meu amigo? Eu sei que me faltam muitíssimas coisas materiais mas, de alguma forma, sinto-me muito rica... mais eu sei que sou mesmo muito diferente da maioria das pessoas... claro que o ideal seria juntar este carinho todo a alguma segurança material, mas se isso não é possível, eu aprecio ao máximo aquilo que tenho... e todos os dias conheço pessoas que têm uma grande segurança material e não são minimamente felizes... não sei. Há imensas coisas que ainda não sei e ainda bem que assim é...
ResponderEliminarUm grande abraço!
É difícil responder, há de tudo. Pobreza com riqueza e riqueza com pobreza.
EliminarA Maria João é uma lutadora e uma mulher de fé.
São qualidades que admiro... e não tenho.
Um abraço
Mas tem objectivos, meu amigo! Quando se têm objectivos, luta-se - trabalha-se - por eles e eu penso que existe fé nesse processo.
EliminarAbraço GDE!
Obrigada Alfa! :) Eu estou de saída para uma consulta na dentista - estes malvados dentes ainda não "sossegaram" de todo... - mas vou tentar voltar da parte da tarde. Ontem tentei comentar o "moi, les uns et les autres", mas ele não me deixou publicar o comment :(
ResponderEliminarAbraço GDE!
"A ver vamos se o rapaz não me faz a desfeita de "mandar passear" o comment... :)
ResponderEliminarParabéns... atrasados, como sempre. Mas isto já vai sendo "imagem de marca"... chego sempre atrasada aos aniversários...
Bjo!"
Pronto! Foi este o comment que tentei publicar no "Moi, les uns et les autres"... Parabéns, Alfa!